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A ação humana está fazendo o solo afundar até 15 cm por ano devido à retirada de água subterrânea, e a região já acumula quase 4 metros de subsidência após décadas de exploração

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 15/11/2025 às 15:16
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Regiões do Arizona apresentam afundamento acelerado causado pela extração intensa de água subterrânea, abrindo rachaduras, secando poços e comprometendo a capacidade natural de recarga do aquífero.

Partes do Arizona enfrentam um processo acelerado de afundamento do solo. Registros de satélite indicam que áreas da Bacia de Willcox afundam mais de 15 centímetros por ano, ritmo considerado o mais rápido do estado.

A situação decorre da retirada intensa de água subterrânea usada para manter a atividade agrícola e compromete tanto o terreno quanto a capacidade de reposição do aquífero.

Afundamento contínuo e impactos visíveis

Os dados mostram um cenário que piora ao longo das décadas. Desde meados do século XX, partes da Bacia de Willcox já afundaram cerca de 3,6 metros.

A extração constante de água reduz o nível do lençol freático e arrasta a superfície do solo. Com isso, poços secam e rachaduras profundas surgem no terreno. As informações foram apresentadas em 20 de outubro na conferência Connects 2025 da Sociedade Geológica da América, realizada em San Antonio.

O processo ocorre porque a água subterrânea ocupa os espaços entre as partículas de poeira e sedimentos. Quando a água é retirada, esses espaços colapsam, pois o material não suporta o próprio peso. Como esses vazios deixam de existir, a mudança torna-se permanente e a bacia perde parte da capacidade de armazenar água.

O geofísico Brian Conway explicou que, ao longo do tempo, a pressão que mantinha esses espaços abertos desaparece, o que leva ao colapso interno e ao afundamento da superfície.

Dados obtidos por satélite revelam avanço do problema

A pesquisadora Danielle Smilovsky, do Instituto Conrad Blucher da Universidade Texas A&M em Corpus Christi, utilizou a técnica de radar interferométrico de abertura sintética, conhecida como InSAR, para medir as mudanças na altura da superfície da bacia entre 2017 e 2021. A ferramenta compara repetidas medições feitas por satélites e identifica pequenas variações na elevação do solo ao longo do tempo.

O levantamento detectou áreas que afundaram quase 1 metro durante o período do estudo. Nem mesmo as chuvas fortes de 2022 e do início de 2023 conseguiram interromper o processo.

Apesar do aumento temporário dos níveis de água subterrânea devido à precipitação e ao derretimento da neve, o afundamento continuou. Em algumas regiões, o ritmo até se intensificou, indicando que a recarga natural não consegue compensar a extração realizada ao longo dos anos.

Regulamentação busca reduzir danos futuros

A adoção de regras mais rígidas pode desacelerar o avanço do problema. Em 2024, autoridades classificaram a Bacia de Willcox como área de gestão ativa, o que abre caminho para limitar a retirada de água subterrânea e tentar preservar a capacidade de armazenamento da bacia.

Embora os detalhes ainda estejam em elaboração, iniciativas semelhantes já mostraram resultados positivos em outras partes do Arizona.

Conway citou que áreas como Phoenix e Tucson registram recuperação dos níveis de água subterrânea e queda significativa nas taxas de afundamento. Em Tucson, inclusive, esse processo não ocorre mais devido às medidas de gestão adotadas.

Smilovsky destacou, porém, que o futuro requer cautela. Ela afirmou que o afundamento dificilmente será totalmente interrompido, mas acredita que o novo modelo de gestão pode diminuir o ritmo do processo ao longo dos próximos anos.

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Paulo.bres@hotmail.com
Paulo.bres@hotmail.com
16/11/2025 21:16

Isso tudo é culpa do insquecimento grobau e falta de vigilância na terra e os aliens estão roubando a água para outros planetas kkkkk

Francisco
Francisco
Em resposta a  Paulo.bres@hotmail.com
16/11/2025 22:41

Está ruin,o teu PORTUGUÊS hein cidadão..

Moises
Moises
15/11/2025 21:38

Eu quero ver quando o mega vulcao de Yellowstone explodir.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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