PIB brasileiro atinge US $1,92 trilhões em 2022 e Brasil é o 12º país com maior economia global. Após crescer 2,9%, o país ultrapassou seu desempenho de 2021, que foi prejudicado pela forte perda do real frente ao dólar.
O ranking das maiores economias do mundo é liderado pelos Estados Unidos, que detém 25% do PIB global, seguido da China com 18%. No entanto, o Brasil conseguiu alcançar a 12ª posição de maior economia global ao somar R $9,9 trilhões em 2022. O resultado foi possível graças à consideração do valor do Produto Interno Bruto (PIB) convertido para dólares e também devido à taxa de crescimento da moeda local.
A boa notícia chegou na quinta-feira (2) graças ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou o PIB brasileiro. Um marco para o país, que viu sua economia melhorar mesmo em meio às turbulências mundiais.
Maiores economias do mundo em 2022
| Ranking | País | PIB 2022, valores correntes (US$ bilhões)* | Part.% no PIB global |
| 1º | Estados Unidos | 25.035,2 | 24.7% |
| 2º | China | 18.321,2 | 18.0% |
| 3º | Japão | 4.300,6 | 4.2% |
| 4º | Alemanha | 4.031,1 | 4.0% |
| 5º | Índia | 3.468,6 | 3.4% |
| 6º | Reino Unido | 3.198,5 | 3.1% |
| 7º | França | 2.778,1 | 2.7% |
| 8º | Canadá | 2.200,4 | 2.2% |
| 9º | Rússia | 2.133,1 | 2.1% |
| 10º | Itália | 1.996,9 | 2.0% |
| 11º | Irã | 1.973,7 | 1.9% |
| 12º | BRASIL | 1.919,6 | 1.9% |
| 13º | Coreia do Sul | 1.734,2 | 1.7% |
| 14º | Austrália | 1.724,8 | 1.7% |
| 15º | México | 1.424,5 | 1.4% |
*Elaboração: Austin Rating
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O Brasil segue em sua trajetória de volta ao “meio do ranking” das maiores economias do mundo. De acordo com Alex Agostini, da Austin Rating, o país vem crescendo mais ou menos a uma taxa de 2% a 2,5% ao ano – um patamar ligeiramente inferior às economias desenvolvidas.
No entanto, segundo as projeções até 2023, o Brasil deve subir para a décima posição na lista das maiores economias globais – mesmo com a desaceleração dos demais países devido à alta nos juros.
Este retorno ao ‘meio’ do ranking é comparado às expectativas dos países emergentes, que são projetados para crescer em média 4% ao ano durante os próximos anos. A Índia e as Filipinas lideram esse crescimento com 6,5% e 5,8%, respectivamente.
É importante destacar que o FMI prevê que o Brasil cresça 1,6% ao ano entre 2023 e 2027 – um número similar aos Estados Unidos e às economias europeias. Portanto, apesar da situação atual desafiadora, há motivos para esperança no futuro brasileiro.

