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Enquanto 50% dos brasileiros preferem pagar menos impostos e contratar serviços particulares de saúde e educação, 44% escolhem pagar mais tributos para receber esses atendimentos gratuitamente do Estado, revela pesquisa Datafolha

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 05/07/2026 às 14:01 Atualizado em 05/07/2026 às 14:03
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Preferência por menos impostos chega a 50% no Datafolha, enquanto 44% defendem maior tributação para receber saúde e educação do Estado. (imagem meramente ilustrativa)
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Preferência por menos impostos chega a 50% no Datafolha, enquanto 44% defendem maior tributação para receber saúde e educação do Estado.

Metade dos brasileiros prefere reduzir o pagamento de tributos e contratar serviços particulares de saúde e educação, segundo pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (3). A preferência por menos impostos alcançou 50% dos entrevistados, enquanto 44% escolheram pagar mais tributos para receber esses atendimentos gratuitamente do Estado.

Segundo divulgado pelo g1, o resultado representa uma mudança em relação a 2022, quando as duas alternativas apareciam tecnicamente empatadas. Na pesquisa anterior, 46% defendiam pagar menos impostos e recorrer a serviços privados, diante de 48% favoráveis a uma tributação maior acompanhada da oferta pública.

O novo levantamento ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, distribuídos por 139 municípios. As entrevistas foram realizadas em 17 e 18 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Preferência por menos impostos cresce em relação a 2022

A comparação entre as duas edições mostra que a opção por uma carga tributária menor avançou quatro pontos percentuais. Ao mesmo tempo, a parcela favorável ao pagamento de mais impostos para financiar serviços públicos caiu de 48% para 44%.

Comparação dos resultados

  • Menos impostos e contratação de serviços particulares
    • 2022: 46%;
    • 2026: 50%.
  • Mais impostos e recebimento de serviços públicos
    • 2022: 48%;
    • 2026: 44%.

Em 2022, a diferença de dois pontos colocava as posições em empate técnico. No levantamento atual, a distância entre elas chegou a seis pontos percentuais. A pergunta integra a matriz ideológica elaborada pelo Datafolha e faz parte do eixo econômico da pesquisa.

Preferência por menos impostos chega a 50% no Datafolha, enquanto 44% defendem maior tributação para receber saúde e educação do Estado.
Preferência por menos impostos chega a 50% no Datafolha, enquanto 44% defendem maior tributação para receber saúde e educação do Estado. (imagem meramente ilustrativa)

Questão mede a visão sobre o papel econômico do Estado

O instituto utiliza a pergunta para acompanhar como os brasileiros avaliam a participação do poder público na economia e na prestação de serviços. A escolha entre pagar menos tributos e contratar diretamente saúde e educação ou contribuir mais para receber esses serviços do Estado é analisada junto a outros indicadores.

O conjunto inclui opiniões sobre:

  • atuação do governo na economia;
  • concessão de benefícios públicos;
  • legislação trabalhista;
  • investimentos;
  • assistência estatal a empresas;
  • responsabilidades atribuídas ao Estado.

O Datafolha ressalta, porém, que a resposta a essa questão não pode ser usada isoladamente para definir a ideologia política de cada entrevistado.

Preferência por menos impostos chega a 56% entre os homens

A divisão dos dados por gênero revelou comportamentos diferentes entre homens e mulheres.

Entre os entrevistados do sexo masculino, 56% escolheram pagar menos impostos e contratar serviços particulares. Outros 39% declararam preferência por uma carga tributária maior acompanhada da oferta estatal de saúde e educação.

No grupo feminino, a alternativa mais escolhida foi a oposta. Metade das mulheres, ou 50%, defende pagar mais tributos para receber os serviços públicos, enquanto 44% preferem uma tributação menor e o uso da rede privada.

Resultado entre homens

  • 56% preferem menos impostos e serviços particulares;
  • 39% preferem mais impostos e serviços públicos.

Resultado entre mulheres

  • 44% preferem menos impostos e serviços particulares;
  • 50% preferem mais impostos e serviços públicos.

Os números indicam uma diferença de 12 pontos entre homens e mulheres na preferência por menos impostos.

Evangélicos e católicos apresentam resultados diferentes

A pesquisa também separou as respostas de acordo com a religião declarada pelos participantes. Entre os evangélicos, 56% optaram por pagar menos impostos e contratar serviços privados. A alternativa de aumentar a tributação para financiar saúde e educação públicas recebeu 37%.

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No grupo católico, as duas posições alcançaram a mesma proporção: 47% para cada alternativa.

Opinião dos evangélicos

  • 56% defendem menos impostos;
  • 37% apoiam mais tributos para financiar serviços estatais.

Opinião dos católicos

  • 47% preferem menos impostos;
  • 47% preferem mais impostos e serviços públicos.

Enquanto a preferência por menos impostos aparece com vantagem de 19 pontos entre evangélicos, o resultado entre católicos permanece dividido igualmente.

Pesquisa ouviu mais de 2 mil eleitores

O Datafolha realizou as entrevistas presencialmente em diferentes regiões do país.

Informações metodológicas

  • Entrevistados: 2.004 eleitores;
  • idade mínima: 16 anos;
  • municípios pesquisados: 139;
  • datas das entrevistas: 17 e 18 de junho;
  • margem de erro: dois pontos percentuais;
  • nível de confiança: 95%;
  • registro no TSE: BR-09956/2026.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral porque também apresenta recortes relacionados à intenção de voto para a Presidência.

Resultado geral mostra divisão sobre impostos e serviços

Embora a alternativa favorável a uma carga tributária menor tenha alcançado a maior proporção geral, os dados mostram que as opiniões variam de acordo com o perfil analisado.

No resultado nacional, 50% escolhem pagar menos impostos e contratar saúde e educação particulares, enquanto 44% defendem uma tributação maior em troca da oferta desses serviços pelo Estado. Segundo o Datafolha, esses números compõem apenas uma das dimensões utilizadas para estudar a visão econômica dos brasileiros e não definem, sozinhos, a posição ideológica dos entrevistados.

Com informações do g1

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Andriely Medeiros de Araújo

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