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Yamaha aposenta moto econômica com até 50 km/l com motor 125cc e injeção eletrônica que marcou gerações: a Factor 125i UBS dá adeus junto com mais quatro modelos icônicos

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Escrito por Ana Alice Publicado em 08/01/2026 às 13:07 Atualizado em 08/01/2026 às 13:08
Yamaha retira do mercado a Factor 125i UBS e mais quatro motos no Brasil em reestruturação que envolve consumo, normas ambientais e novas tecnologias.
Yamaha retira do mercado a Factor 125i UBS e mais quatro motos no Brasil em reestruturação que envolve consumo, normas ambientais e novas tecnologias.
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Mudanças no portfólio da Yamaha no Brasil atingem motos populares e modelos consagrados, em um redesenho que envolve adequação ambiental, atualização tecnológica e reposicionamento estratégico em diferentes segmentos do mercado.

A Yamaha confirmou uma nova rodada de mudanças em sua linha de motocicletas no Brasil, reforçando um processo de reorganização que vem sendo implementado nos últimos anos.

Dessa vez, a fabricante retirou de cena cinco modelos que tiveram papel relevante na consolidação da marca em diferentes faixas do mercado nacional.

Entre eles está a Factor 125i UBS, reconhecida como uma moto de entrada equipada com motor 125 cc e injeção eletrônica, amplamente utilizada no deslocamento urbano e em atividades profissionais.

Além dela, também deixaram o catálogo a Fazer 150 UBS e a Neo 125, enquanto modelos de maior cilindrada, como MT-09 ABS e Tracer 900 GT ABS, completam a lista de descontinuadas.

O movimento combina substituição por versões mais recentes, reorganização de famílias e adequação às normas ambientais que se tornaram mais rigorosas no país.

Saída da Factor 125i UBS e mudanças nas motos 125 cc

A despedida da Factor 125i UBS acontece em um cenário no qual as motos de baixa cilindrada seguem como base do mercado brasileiro.

Mesmo com essa relevância, o segmento passa por atualizações frequentes em design, equipamentos e soluções eletrônicas, acompanhando novas exigências técnicas e de consumo.

Nesse contexto, a Yamaha confirmou o encerramento da produção do modelo e indicou que ele abre espaço para a Nova Factor, dentro de uma estratégia de renovação da linha.

Embora o título mencione consumo “até 50 km/l”, números divulgados por veículos especializados mostram que o desempenho pode variar conforme rota, ritmo de pilotagem e tipo de combustível.

Em medições recorrentes, a Factor 125i aparece com média próxima de 46 km/l, dado que sustenta sua reputação de moto econômica.

Yamaha retira do mercado a Factor 125i UBS e mais quatro motos no Brasil em reestruturação que envolve consumo, normas ambientais e novas tecnologias.
Yamaha retira do mercado a Factor 125i UBS e mais quatro motos no Brasil em reestruturação que envolve consumo, normas ambientais e novas tecnologias.

Marcas superiores podem ser alcançadas em condições específicas, mas não representam um padrão fixo para todo tipo de uso cotidiano.

Outro ponto que marcou o modelo foi a adoção de soluções consideradas essenciais no segmento de entrada.

Entre elas estão a injeção eletrônica e a proposta de manutenção simplificada, características valorizadas por quem busca previsibilidade de custos.

Materiais técnicos da própria Yamaha também associam a linha ao sistema BlueFlex, que permite o uso de gasolina ou etanol, ampliando o alcance do modelo em diferentes regiões do país.

Fazer 150 UBS deixa o portfólio e reorganiza a linha street

No mesmo pacote de mudanças, a Fazer 150 UBS também foi retirada do portfólio brasileiro.

A decisão faz parte de uma reorganização mais ampla dentro das motos street da marca.

Com isso, a Yamaha passou a direcionar a sucessão do modelo para a Factor 150 DX, reposicionando a família Factor como eixo central nessa faixa de cilindrada.

Esse tipo de ajuste costuma ocorrer quando a montadora busca padronizar plataforma, visual e equipamentos entre produtos próximos.

Ao reduzir a sobreposição entre modelos que disputavam públicos semelhantes, a estratégia tende a simplificar a gama oferecida.

Paralelamente, atende à demanda crescente por painéis mais completos e itens de conveniência, cada vez mais presentes nas atualizações recentes do segmento.

Neo 125 se despede e dá lugar à scooter elétrica

No segmento de scooters, a Yamaha encerrou a trajetória da Neo 125, que por anos funcionou como porta de entrada da marca nesse tipo de veículo.

O modelo se destacou pela proposta de praticidade e leveza, voltada principalmente ao uso urbano diário.

Yamaha retira do mercado a Factor 125i UBS e mais quatro motos no Brasil em reestruturação que envolve consumo, normas ambientais e novas tecnologias.
Yamaha retira do mercado a Factor 125i UBS e mais quatro motos no Brasil em reestruturação que envolve consumo, normas ambientais e novas tecnologias.

Mesmo com desempenho consistente em emplacamentos, informações divulgadas no fim de 2024 indicaram que a Neo 125 sairia de linha.

Esse dado reforça que a decisão não esteve ligada apenas à demanda, mas a um reposicionamento estratégico.

Para ocupar esse espaço, a Yamaha anunciou a Neo’s Connected, apresentada como a primeira scooter elétrica da marca produzida no Brasil.

A fabricação está prevista para Manaus, no Amazonas, e o modelo chega com proposta focada em conectividade e mobilidade elétrica.

Além disso, a empresa divulgou o preço público sugerido e destacou o produto como parte de sua estratégia de eletrificação.

Na prática, a substituição da Neo 125 pela Neo’s Connected marca uma mudança clara de abordagem.

Sai uma scooter a combustão de entrada e entra um modelo elétrico voltado a um novo perfil de consumidor, mesmo em um mercado ainda em adaptação a esse tipo de tecnologia.

MT-09 e Tracer 900 GT saem com avanço das exigências ambientais

A reconfiguração da linha não se limitou às motos urbanas.

A Yamaha confirmou que MT-09 ABS e Tracer 900 GT ABS deixariam de ser comercializadas no Brasil ao final de 2024.

Veículos especializados relacionaram essa decisão ao avanço das exigências do PROMOT M5, programa brasileiro que regula emissões de motocicletas.

Na fase M5, as regras passaram a valer para novos modelos a partir de 2023.

Yamaha retira do mercado a Factor 125i UBS e mais quatro motos no Brasil em reestruturação que envolve consumo, normas ambientais e novas tecnologias.
Yamaha retira do mercado a Factor 125i UBS e mais quatro motos no Brasil em reestruturação que envolve consumo, normas ambientais e novas tecnologias.

Já a obrigatoriedade se estende a toda a linha comercializada no país a partir de 2025.

Ao associar a saída desses modelos às normas ambientais, a Yamaha segue uma tendência observada em outras fabricantes.

Manter motos de maior cilindrada no mercado pode exigir atualizações técnicas e processos de homologação complexos.

Dependendo do volume de vendas e do estágio do produto, esse investimento nem sempre se mostra viável no curto prazo.

Reflexos das mudanças para o consumidor brasileiro

Com cinco modelos fora de linha, os impactos se espalham por diferentes perfis de consumidores.

No uso diário, a principal mudança atinge quem buscava uma moto de entrada econômica, com mecânica conhecida e custos previsíveis, como no caso da Factor 125i UBS.

Já no universo das scooters, a Neo’s Connected surge como alternativa elétrica, embora posicionada em outra faixa de preço e de investimento inicial.

No segmento de maior desempenho, a saída da MT-09 e da Tracer 900 GT reduz, ao menos temporariamente, as opções de três cilindros no catálogo nacional da marca.

Esse ponto costuma gerar repercussão entre consumidores que priorizam esse tipo de motorização.

Enquanto isso, a Yamaha segue destacando versões atualizadas da linha Factor em sua comunicação oficial.

O discurso enfatiza design renovado, equipamentos modernos e alinhamento às exigências ambientais vigentes.

Esse movimento indica um esforço para simplificar famílias, reorganizar o portfólio e preparar o terreno para novos produtos no mercado brasileiro.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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