Com 835 km de autonomia, recarga de 10% a 80% em 12 minutos e preço de R$ 192 mil, o SUV Xiaomi YU7 recebeu 200 mil pedidos em 3 minutos na China e agora mira Europa e América Latina para enfrentar Tesla Model Y e BYD no segmento mais disputado do mundo
A Xiaomi — sim, a mesma dos celulares — recebeu 200 mil pedidos em apenas 3 minutos para seu novo SUV elétrico. O Xiaomi YU7 faz até 835 km com uma carga, recarrega de 10% a 80% em 12 minutos e custa o equivalente a R$ 192 mil na China. É mais barato e com maior alcance que um Tesla Model Y.
O SUV foi anunciado oficialmente em 26 de junho de 2025, com vendas na China a partir de julho. A expansão para Europa e América Latina está prevista para o segundo semestre, segundo a G1.
O modelo chega em três versões: Standard (835 km, tração traseira), Pro (760 km, integral) e Max (760 km, 690 cv, 0-100 km/h em 3,2 segundos). A plataforma de 800V com carboneto de silício é o segredo da recarga ultrarrápida.
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Xiaomi YU7: especificações que desafiam a concorrência
- Autonomia (Standard): 835 km (ciclo CLTC)
- Bateria: 96,3 kWh LFP (Standard/Pro) | 101,7 kWh NCM (Max)
- Potência: 320 cv (Standard) | 690 cv (Max)
- 0-100 km/h: 5,9s (Standard) | 3,2s (Max)
- Recarga 10-80%: 12 minutos (800V)
- Dimensões: 4,99m × 1,99m × 1,60m | entre-eixos 3m
- Preço base: 253.500 yuans (~R$ 192 mil / ~US$ 35.000)
- Sensores: 1 LiDAR + 3 radares 4D + 11 câmeras + 12 sensores
- Chip: Snapdragon 8 Gen 3 (inicialização em 1,35s)

Xiaomi YU7 vs Tesla Model Y vs BYD
O Xiaomi YU7 entra no segmento mais disputado do mercado elétrico global com vantagens em autonomia, recarga e preço. A versão Standard faz 835 km com bateria de 96,3 kWh, enquanto o Tesla Model Y base alcança 719 km. A diferença é de 116 km a mais para o chinês.
Em aceleração, a versão Max com 690 cv faz 0-100 km/h em 3,2 segundos — tempo que rivaliza com um Porsche 911 GT3. O preço base de R$ 192 mil (na China) é significativamente menor que o Model Y no Brasil (~R$ 250-300 mil).
A BYD, que domina o mercado brasileiro com modelos como o Song Plus (~R$ 180-250 mil), oferece autonomia típica de 500 a 600 km — muito abaixo dos 835 km do Xiaomi YU7. Contudo, a BYD já tem rede de concessionárias e pós-venda no Brasil, vantagem que a Xiaomi ainda não possui.

Da fabricante de celulares à montadora de carros
A Xiaomi entrou no setor automotivo com o sedã SU7 em março de 2024, que vendeu mais de 100 mil unidades em poucos meses. O sucesso pavimentou o caminho para o YU7. A estratégia usa o ecossistema de tecnologia da empresa (smartphones, IA, IoT) como diferencial competitivo.
O painel HyperVision de 1,10 metro com três telas Mini LED, atualizações OTA em 15 minutos e chip automotivo Snapdragon 8 Gen 3 refletem essa abordagem. O carro funciona como extensão do universo digital da Xiaomi.
A China produziu 9,5 milhões de veículos elétricos em 2024, 60% da produção global. Marcas como Xiaomi, BYD e NIO estão redesenhando a indústria automotiva com tecnologia, velocidade e preço que montadoras tradicionais europeias e americanas não conseguem acompanhar.

Ressalvas importantes
A autonomia de 835 km usa o ciclo CLTC chinês, que é otimista. Na prática (ciclo WLTP/EPA), a autonomia real deve ficar entre 500 e 600 km. Ainda assim, supera a maioria dos concorrentes.
O preço de R$ 192 mil é conversão direta do preço chinês. No Brasil, impostos de importação podem elevar o valor para mais de R$ 400 mil. A disponibilidade no país depende de homologação pelo Inmetro e infraestrutura de pós-venda. Para dados completos, consulte o site oficial da Xiaomi e a cobertura do Canal VE.

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