Atualização estrutural anunciada pela Microsoft em 2025 reduz gargalos históricos, corta uso de CPU e prepara o Windows para a era do armazenamento de alta velocidade
A Microsoft anunciou, em outubro de 2025, uma mudança técnica de grande impacto no Windows. Com o lançamento do Windows Server 2025, a empresa passou a oferecer suporte nativo ao protocolo NVMe, corrigindo uma limitação histórica na forma como o sistema operacional gerencia armazenamento moderno.
Durante anos, mesmo com a rápida evolução dos SSDs NVMe e de processadores multicore, o Windows manteve decisões técnicas herdadas da era dos discos rígidos mecânicos. Como resultado, gargalos de desempenho persistiram até mesmo em máquinas avançadas. Agora, o sistema passa a acompanhar o ritmo do hardware atual.
Mudança no stack de armazenamento elimina gargalos antigos
Até então, o Windows tratava praticamente todos os dispositivos de armazenamento como SCSI, um padrão criado para discos giratórios, com filas únicas e latências elevadas. Em contraste, o NVMe foi projetado para memória flash, permitindo múltiplas filas e milhares de comandos simultâneos.
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Com o Windows Server 2025, o sistema elimina essa camada intermediária. Assim, o Windows passa a se comunicar diretamente com o SSD por meio do protocolo NVMe. Como consequência, o caminho das operações de entrada e saída fica mais curto, mais eficiente e mais previsível.
Segundo testes internos divulgados pela Microsoft em 2025, os ganhos se mostram expressivos:
- Até 80% mais IOPS em cargas comuns de leitura aleatória no NTFS
- Cerca de 45% menos uso de CPU por operação de I/O
- Redução significativa de latência em tarefas intensivas de armazenamento
Dessa forma, os resultados deixam de ser apenas teóricos e passam a impactar o uso real do sistema.
Eficiência invisível, mas decisiva para o desempenho
Com o suporte nativo ao NVMe, o Windows aciona menos travas no kernel. Além disso, o sistema reduz o desperdício de ciclos de processamento usados apenas para organizar pedidos de leitura e gravação. Assim, o processador trabalha de forma mais eficiente.
Essa otimização ocorre de maneira silenciosa. Ainda assim, ela influencia diretamente a inicialização do sistema, a abertura de aplicações, a virtualização e o processamento de grandes volumes de dados. Por isso, especialistas consideram essa uma das mudanças mais relevantes no armazenamento do Windows nos últimos anos.
Ativação manual reforça cautela da Microsoft
Apesar do avanço técnico, o recurso não vem ativado por padrão. Desde a atualização cumulativa de outubro de 2025, administradores precisam habilitar manualmente o suporte por meio do Registro do Windows ou da Política de Grupo.
De acordo com a Microsoft, essa abordagem garante maior estabilidade. A empresa optou por validar o novo stack de armazenamento em ambientes controlados antes de liberar a funcionalidade automaticamente para todos os cenários.
Reflexos futuros para usuários do Windows 11
Embora o anúncio foque no Windows Server 2025, há um ponto estratégico importante. O sistema compartilha a base de código com o Windows 11 24H2 e com o futuro Windows 11 25H2.
Por isso, cresce a expectativa de que o suporte nativo ao NVMe chegue também aos computadores pessoais. Para usuários que jogam, editam vídeos ou lidam com grandes cargas de dados, isso pode representar mais desempenho, menor consumo de CPU e maior responsividade, sem troca de hardware.
Diante dessa mudança estrutural no Windows, você acredita que a Microsoft deveria acelerar a liberação do NVMe nativo para todos os usuários ou manter a cautela para preservar a estabilidade do sistema?
