A Meta iniciou em 2026 os testes do WhatsApp Plus, versão paga do aplicativo que custa 2,49 euros por mês na Europa e 29 pesos no México, equivalente a cerca de R$ 14,60. O plano inclui personalização avançada, até 20 conversas fixadas e figurinhas exclusivas, mas os recursos básicos do WhatsApp continuam gratuitos para todos os usuários.
O WhatsApp acaba de cruzar uma linha que muitos usuários achavam que nunca seria ultrapassada. A Meta, dona do aplicativo de mensagens mais usado do mundo, começou a testar uma versão paga chamada WhatsApp Plus, disponível por enquanto para um grupo restrito de usuários beta na Europa e no México. O plano custa 2,49 euros mensais na Europa e 29 pesos no México, valores que correspondem a aproximadamente R$ 14,60 e R$ 8,34, respectivamente. A assinatura é opcional e pode ser cancelada a qualquer momento.
A decisão chama atenção porque o WhatsApp sempre foi sinônimo de gratuidade. Desde que o aplicativo abandonou a cobrança anual de US$ 0,99 em 2016, nenhum centavo foi cobrado dos usuários para enviar mensagens, fazer chamadas ou compartilhar arquivos. Agora, a Meta aposta que uma parcela dos mais de dois bilhões de usuários do WhatsApp estará disposta a pagar por recursos extras de personalização e organização que a versão gratuita não oferecerá. A estratégia segue o caminho já trilhado por plataformas como Telegram e YouTube, que mantêm versões básicas gratuitas e cobram por funcionalidades premium.
O que o WhatsApp Plus oferece que a versão gratuita não tem

Segundo informações divulgadas pelo portal Xataka, a principal mudança do WhatsApp Plus está na quantidade de conversas que podem ser fixadas na tela inicial. Enquanto a versão gratuita limita a fixação a três chats, o plano pago permite fixar até 20 conversas, um recurso que faz diferença para quem usa o aplicativo intensamente, seja para trabalho, negócios ou organização pessoal. A diferença parece pequena no papel, mas na prática facilita o acesso rápido a contatos e grupos prioritários sem precisar rolar a tela.
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O plano também inclui temas personalizados, figurinhas animadas exclusivas e toques diferenciados para conversas individuais. A Meta está testando ainda a criação de listas personalizadas que permitem agrupar conversas e contatos por categorias, algo que o WhatsApp tradicional não oferece. Ferramentas de gerenciamento de mensagens e organização da interface também estão em avaliação. O objetivo declarado é oferecer mais opções de personalização para usuários que utilizam o aplicativo com frequência elevada e querem uma experiência mais adaptada às suas necessidades.
Por que a Meta decidiu cobrar por recursos do WhatsApp
A decisão de criar uma versão paga do WhatsApp está ligada à estratégia de monetização da Meta, que busca diversificar suas fontes de receita além da publicidade. Mesmo com Mark Zuckerberg acumulando uma fortuna estimada em cerca de R$ 1,01 trilhão, a empresa enfrenta pressão de investidores para demonstrar que cada uma de suas plataformas pode gerar receita própria, especialmente em um cenário de concorrência crescente com aplicativos como Telegram, Signal e iMessage.
O WhatsApp é a plataforma com maior base de usuários da Meta, mas historicamente foi a que menos contribuiu para o faturamento da companhia. A introdução do WhatsApp Plus testa a disposição do público em pagar por conveniência e personalização, sem alterar o funcionamento básico do aplicativo. A empresa deixou claro que envio de mensagens, chamadas de voz e vídeo e todos os recursos fundamentais continuam gratuitos. O plano premium é posicionado como um complemento, não como substituição.
Quem pode testar o WhatsApp Plus e quando ele chega ao Brasil
Por enquanto, o WhatsApp Plus está disponível apenas para um grupo pequeno de usuários beta na Europa e no México. Os testes estão concentrados em dispositivos Android, com previsão de expansão para iOS após a conclusão das avaliações iniciais. Quando disponível, a opção de assinatura aparece diretamente nas configurações do aplicativo, segundo o site especializado WABetaInfo.
A Meta não divulgou uma data oficial para o lançamento global do serviço nem confirmou quando o Brasil será incluído nos testes. A empresa afirmou que o objetivo é coletar feedback dos usuários antes de ampliar a novidade para outros países, seguindo o padrão adotado em outros lançamentos recentes. Para os brasileiros, que representam uma das maiores bases de usuários do WhatsApp no mundo, a chegada do plano pago é questão de tempo, não de se vai acontecer.
O que significa para o usuário que não quer pagar
A pergunta que milhões de pessoas farão é direta: o WhatsApp gratuito vai ficar pior para forçar a migração ao plano pago? A Meta garante que não, e afirma que a versão tradicional continuará funcionando exatamente como sempre funcionou, sem restrições adicionais ou remoção de recursos existentes. O WhatsApp Plus é posicionado como camada extra, não como upgrade obrigatório.
No entanto, a história das plataformas digitais mostra que a introdução de versões pagas frequentemente vem acompanhada de uma diferenciação gradual que torna a versão gratuita menos atraente ao longo do tempo. Se recursos de personalização e organização ficarem exclusivos do plano pago, o WhatsApp gratuito pode começar a parecer limitado em comparação, mesmo que nenhuma funcionalidade seja removida. O equilíbrio entre manter a base gratuita satisfeita e incentivar a migração para o WhatsApp Plus será o maior desafio da Meta nos próximos meses.
Você pagaria R$ 14,60 por mês para ter recursos extras no WhatsApp, ou acha que o aplicativo deveria continuar totalmente gratuito? Conte nos comentários se os recursos do WhatsApp Plus justificam a cobrança ou se a Meta está tentando monetizar algo que sempre funcionou de graça.

Deveria ser totalmente gratuito