O vulcão em erupção do fim da Era Mesozoica espalhou atividade intensa por regiões que hoje incluem São Paulo e Mato Grosso do Sul, enquanto no Pará um vulcão de 1,85 bilhão de anos, citado pelo Serviço Geológico do Brasil, preserva dezenas de erupções e uma caldeira de 22 km.
Você leu sobre vulcão em erupção em São Paulo e Mato Grosso do Sul e pensou que isso não existe no Brasil, mas a ciência aponta outra linha do tempo: há vulcões, só que não ativos hoje. O registro geológico indica que uma atividade vulcânica antiga atingiu áreas que hoje formam São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de alcançar países vizinhos.
O mesmo conjunto de estudos que derruba o senso comum também traz um segundo choque: no Pará, pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo identificaram um dos maiores vulcões conhecidos e o mais antigo, com 1,85 bilhão de anos, segundo o Serviço Geológico do Brasil. A combinação de idade, preservação e escala ajuda a explicar por que esse vulcão em erupção do passado ainda surpreende em estudos geológicos.
Por que um vulcão em erupção parece impossível no Brasil de hoje
A dúvida nasce de um fato atual: não existem vulcões ativos hoje em São Paulo, em Mato Grosso do Sul ou no Pará.
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Ainda assim, a presença de estruturas vulcânicas antigas no território brasileiro sustenta que o país já viveu fases de vulcão em erupção, só que em janelas geológicas muito remotas.
Quando o tema aparece como vulcão em erupção, a confusão é compreensível, porque a paisagem contemporânea de São Paulo e Mato Grosso do Sul não exibe cones ativos.
No Pará, a situação é ainda mais contraintuitiva, justamente por envolver um vulcão extremamente antigo, descrito e contextualizado pelo Serviço Geológico do Brasil.
O episódio do fim da Era Mesozoica que alcançou São Paulo e Mato Grosso do Sul
No fim da Era Mesozoica, cerca de 66 milhões de anos atrás, ocorreram manifestações vulcânicas de altíssima intensidade no território que hoje corresponde ao Sul do Brasil.
Essa atividade também atingiu São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de alcançar Argentina, Uruguai e Paraguai.
Nesse quadro, falar em vulcão em erupção não significa que existia um único ponto eruptivo dentro das atuais fronteiras de São Paulo ou de Mato Grosso do Sul.
Significa que a atividade vulcânica daquele período marcou a região e deixou sinais que hoje permitem reconstruir o alcance do evento em estudos geológicos.
O gigante do Pará com 1,85 bilhão de anos e a caldeira de 22 km
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, um grupo de pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo encontrou no Pará um dos maiores vulcões conhecidos e o mais antigo, com idade estimada em 1,85 bilhão de anos.
A estrutura geológica do Brasil é bem antiga, e esse dado ajuda a enquadrar por que não há vulcão em erupção atualmente.
Apesar da idade e dos efeitos da erosão, o vulcão no Pará é descrito como muito bem preservado, o que gera curiosidade entre especialistas.
A razão apresentada é comparativa: a maioria dos vulcões desse tipo se formou há menos de 250 milhões de anos, o que torna o caso do Pará um ponto fora da curva em estudos geológicos.
Os estudos associados ao local indicam uma sequência de dezenas de pequenas erupções que culminou em um episódio gigantesco e catastrófico.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, essa fase final culminou com a formação de uma caldeira de 22 km de diâmetro.
O vulcão fica entre os rios Tapajós e Jamanxim e não há estrada de acesso ao local.
O que a descoberta no Pará revela sobre estudos geológicos no Brasil
O achado no Pará é descrito como um evento oculto porque ficou fora do radar do público por estar em uma área sem estrada de acesso, entre os rios Tapajós e Jamanxim.
A identificação ganhou peso ao ser atribuída a um grupo do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo e reforçada pelo Serviço Geológico do Brasil, que detalha idade e dimensão.
Ao lado do episódio de 66 milhões de anos que atingiu São Paulo e Mato Grosso do Sul, o Pará amplia a noção de que o Brasil carrega um arquivo vulcânico muito mais antigo do que o senso comum sugere.
Para a ciência, esse contraste alimenta novas perguntas sobre preservação, erosão e rastros de vulcão em erupção em diferentes eras.
Por que não existem vulcões ativos hoje em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará
A explicação apresentada pela ciência se ancora na escala do tempo: as erupções citadas ocorreram há muito tempo, e o que resta são estruturas antigas, afetadas por erosão e preservadas de maneira desigual.
Por isso, não existe vulcão em erupção hoje em São Paulo, não existe vulcão em erupção hoje em Mato Grosso do Sul e não existe vulcão em erupção hoje no Pará.
O Serviço Geológico do Brasil reforça que a estrutura geológica do país é bem antiga.
Esse pano de fundo ajuda a entender por que especialistas se surpreendem com um vulcão de 1,85 bilhão de anos no Pará e, ao mesmo tempo, por que a rotina atual de São Paulo e Mato Grosso do Sul não inclui vulcões ativos hoje.
O tema vulcão em erupção ganhou força por contrariar um senso comum, mas os dados citam dois eixos claros: um episódio de 66 milhões de anos que atingiu São Paulo e Mato Grosso do Sul e um vulcão no Pará com 1,85 bilhão de anos e caldeira de 22 km, segundo o Serviço Geológico do Brasil.
O resultado é um retrato de como estudos geológicos revelam eventos antigos sem indicar risco de vulcões ativos hoje.
Para acompanhar novas descobertas e entender o que muda, vale monitorar comunicados do Serviço Geológico do Brasil e pesquisas do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, especialmente quando envolvem São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará.
Qual parte desse caso de vulcão em erupção te surpreende mais: a idade de 1,85 bilhão de anos no Pará ou o alcance de 66 milhões de anos que atingiu São Paulo e Mato Grosso do Sul?

Não faxia ideia da existência deste Vulcão em alusão. Obrigada. Me surpreendeu. Preciso ler mais.