Complexo bilionário previsto para Camboriú reúne aviação executiva, tecnologia, logística e exportação em uma área equivalente a milhões de metros quadrados, com investimento privado e expectativa de movimentar diferentes setores da economia regional nos próximos anos.
Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, avançou em 17 de junho de 2026 nas tratativas para receber o AeroPark Camboriú, complexo aeroportuário privado estimado em cerca de R$ 1 bilhão e previsto para ocupar a região do Braço.
Na estrutura apresentada, o empreendimento deve reunir aeroporto executivo, parque tecnológico, condomínios aeronáuticos e área voltada à exportação, criando uma frente de desenvolvimento associada à aviação privada, à logística e a novos negócios no município.
O avanço ocorreu com a entrega de um Memorando de Intenções ao prefeito Leonel Pavan, acompanhado de uma minuta de dispositivos legais, por representantes do grupo de investidores responsável pelo empreendimento, segundo informou a Prefeitura de Camboriú.
-
No ano em que o Brasil ganhou a Copa, a gasolina custava R$ 1,77, o carro mais barato valia R$ 13 mil, não existia carro flex, SUV era raridade e nenhuma marca chinesa vendia um único veículo no país
-
Após investir R$ 5 mil em frango frito no quintal de casa, brasileiro transforma duas fritadeiras e um freezer em rede com 115 pontos de venda, presença em até 17 estados e faturamento superior a R$ 115 milhões por ano.
-
Nem Trump convence o mercado: empresas dos EUA afirmam que o Brasil não tem substituto, pressionam Washington contra a tarifa de 25% e alertam que a medida pode elevar preços, provocar demissões, atrasar obras e prejudicar setores que dependem de pedras, madeiras, sementes e outros produtos brasileiros
-
Não é só Bolsa Família: CadÚnico pode dar acesso a sete benefícios pouco divulgados, entre eles conta de luz mais barata, passagem interestadual gratuita, microcrédito, cisternas, telefone popular e isenção de taxas em concursos e no Enem
Embora represente uma nova etapa institucional, o documento não libera o início imediato das obras, mas abre caminho para procedimentos administrativos, estudos técnicos e ajustes normativos necessários à viabilização do projeto antes da implantação.
AeroPark Camboriú terá aeroporto executivo e parque tecnológico
Previsto para uma área de aproximadamente 2,2 milhões de metros quadrados, o AeroPark Camboriú foi planejado para integrar aviação executiva, atividades empresariais, logística, inovação tecnológica e empreendimentos imobiliários ligados ao setor aeronáutico.
Pela proposta apresentada ao município, o complexo deve contar com aeroporto executivo, aeroclubes, condomínios aeronáuticos, parque tecnológico, terminal aeroportuário, áreas empresariais e uma Microzona de Processamento de Exportação vinculada ao modelo de ZPE.
Além da infraestrutura aeroportuária, o desenho do empreendimento inclui hangares e espaços destinados a empresas do setor, operadores logísticos e negócios de tecnologia, com foco em serviços conectados à aviação privada e à economia regional.

Na infraestrutura prevista, o projeto contempla 225 hangares, além de áreas voltadas a empresas aeronáuticas e operadores logísticos, enquanto a Prefeitura descreve a previsão de mais de duas centenas de hangares no complexo.
Investimento privado passa de R$ 1 bilhão
Com valor estimado em aproximadamente R$ 1 bilhão, o AeroPark Camboriú deve ser financiado pela iniciativa privada, de acordo com as informações divulgadas pela Prefeitura de Camboriú e por veículos que acompanharam o anúncio.
À frente da proposta, o grupo de investidores é liderado pela VexCapital, identificação divulgada pela administração municipal e relevante para esclarecer quem conduz o empreendimento apresentado ao poder público local.
Mesmo com o avanço das tratativas, o cronograma de implantação ainda não foi definido publicamente, já que as obras dependem da obtenção de licenças ambientais antes de qualquer previsão sobre início da construção.
Em empreendimentos desse porte, a análise técnica e ambiental costuma influenciar prazos, condições de execução e eventuais ajustes no desenho final, o que torna essas etapas decisivas para transformar a proposta em obra.
Zona de exportação amplia alcance do projeto
Entre os diferenciais do AeroPark Camboriú está a previsão de uma Microzona de Processamento de Exportação, estrutura apresentada como instrumento para receber empresas voltadas à produção de bens e serviços destinados ao mercado internacional.
Para funcionar dentro do complexo, a microzona deverá atender às exigências da legislação federal, incluindo controle aduaneiro permanente, delimitação territorial própria e restrições a usos incompatíveis com sua finalidade econômica.
Na avaliação da administração municipal, a ZPE pode estimular exportações, ampliar a competitividade industrial, atrair investimentos nacionais e internacionais, promover inovação tecnológica e contribuir para a geração de empregos qualificados em Camboriú.

Com essa estrutura, o projeto deixa de se limitar à aviação executiva e passa a dialogar também com comércio exterior, logística avançada e serviços empresariais voltados a mercados fora do país.
Empregos devem alcançar construção, tecnologia e logística
A expectativa divulgada pela Prefeitura é que o AeroPark Camboriú gere milhares de oportunidades nas fases de implantação e operação, com impacto em construção civil, tecnologia, logística, turismo, comércio e prestação de serviços.
Como o número exato de vagas não foi detalhado nas informações públicas consultadas, a estimativa precisa ser tratada como projeção relacionada ao porte do empreendimento, e não como dado fechado de contratação.
Durante a fase de obras, a construção civil deve concentrar parte importante da demanda por trabalhadores, enquanto a operação do complexo poderá envolver serviços aeroportuários, manutenção, administração, tecnologia, logística e atividades comerciais.
A proximidade com Balneário Camboriú também aparece como fator estratégico no discurso oficial, já que a cidade vizinha concentra mercado imobiliário valorizado, turismo consolidado e fluxo de negócios no litoral catarinense.
Prefeitura vê projeto como nova frente econômica
Ao comentar o avanço das tratativas, Leonel Pavan afirmou que o projeto chega em um momento estratégico para Camboriú, impulsionado pela localização do município e pela proximidade com Balneário Camboriú.
Na mesma avaliação, o prefeito relacionou o empreendimento às políticas públicas voltadas ao crescimento sustentável e à modernização da infraestrutura local, enquadrando o AeroPark como uma aposta de desenvolvimento econômico.
Apesar do otimismo institucional, a efetiva implantação ainda depende da tramitação administrativa, das análises técnicas, das licenças ambientais e da formalização das condições necessárias para execução do investimento privado.
A Prefeitura trata o memorando como marco inicial de uma nova etapa para o município, enquanto a consolidação do complexo dependerá do cumprimento das exigências legais e ambientais previstas para empreendimentos desse porte.
Caso avance conforme apresentado, o AeroPark Camboriú poderá reposicionar a cidade no mapa regional de infraestrutura, logística e aviação executiva, com reflexos previstos para setores econômicos ligados a novas frentes de investimento privado.

Seja o primeiro a reagir!