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Venda de poços de gás e disputa por controle colocam Brava Energia no radar

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 17/12/2025 às 08:16 Atualizado em 17/12/2025 às 08:17
Brava Energia negocia venda de poços de gás à Eneva enquanto a Ecopetrol avalia participação acionária relevante.
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Brava Energia negocia venda de poços de gás à Eneva enquanto a Ecopetrol avalia participação acionária relevante.

A Brava Energia encerra o ano em meio a negociações relevantes que podem redefinir sua estratégia e estrutura societária.

A companhia avalia a venda de poços de gás para a Eneva, ao mesmo tempo em que a Ecopetrol estuda uma possível participação acionária no capital da empresa.

As discussões ocorrem neste fim de ano, envolvem ativos relevantes do setor de gás natural no Brasil e refletem movimentos de consolidação e reposicionamento no mercado energético.

Segundo apuração do Pipeline, as tratativas, ainda em fase preliminar, podem movimentar valores expressivos e seguem cercadas de condições pendentes, o que mantém incertezas sobre sua conclusão.

Venda de poços de gás pode alcançar US$ 450 milhões

Um dos eixos centrais das negociações envolve a venda de poços de gás da Brava Energia para a Eneva.

As conversas abrangem três campos estratégicos: Recôncavo, Peroá e Manati, ativos relevantes na produção de gás natural no país.

De acordo com as discussões atuais, a transação pode chegar a US$ 450 milhões, valor que reforça o peso econômico do possível acordo.

A Eneva conta com assessoria do Goldman Sachs, enquanto a Brava avalia os impactos financeiros e operacionais da eventual alienação desses ativos.

No entanto, apesar do estágio avançado das conversas, o negócio ainda depende de ajustes contratuais, avaliações técnicas e consenso sobre condições comerciais.

Eneva e Brava adotam cautela em comunicado ao mercado

Após a circulação das informações, Eneva e Brava Energia, que inicialmente não haviam se manifestado, divulgaram um comunicado conjunto ao mercado.

No texto, as companhias afirmaram que avaliam oportunidades, mas ressaltaram que não estão em negociação formal no momento.

Apesar disso, o Pipeline reiterou as informações apuradas junto a fontes próximas ao processo, indicando que as tratativas existem, embora ainda não tenham se convertido em acordos definitivos.

Ecopetrol avalia participação acionária na Brava Energia

Além da possível venda de poços de gás, a Brava Energia também atrai o interesse da Ecopetrol, estatal colombiana de petróleo e gás.

Com assessoria do Itaú BBA, o grupo estuda apresentar uma oferta não vinculante para adquirir cerca de 15% de participação acionária na companhia brasileira.

O movimento, porém, não se limitaria a essa fatia inicial.

A estratégia da Ecopetrol inclui compras adicionais de ações no mercado e a avaliação de uma espécie de “OPA pro-rata”, mecanismo que permitiria elevar sua participação até 50% do capital da Brava Energia.

Controle e reservas estão no centro da estratégia colombiana

O principal objetivo da Ecopetrol ao buscar uma participação acionária mais robusta está ligado à possibilidade de consolidar as reservas da Brava Energia em seus balanços.

Para isso, a companhia colombiana precisaria deter uma posição de controle ou influência significativa.

Esse fator explica o interesse em ampliar gradualmente sua presença no capital da empresa, indo além de uma participação minoritária.

Ainda assim, fontes indicam que há divergências sobre preço, o que mantém as negociações em aberto.

Ações em mínima histórica influenciam negociações

O contexto de mercado também pesa sobre as tratativas.

As ações da Brava Energia estão na mínima histórica, o que influencia tanto a avaliação da empresa quanto as discussões envolvendo a Ecopetrol.

Por um lado, o cenário pode facilitar a entrada de um investidor estratégico.

Por outro, levanta debates internos sobre o melhor momento para avançar com uma venda de participação acionária ou com a alienação de ativos relevantes.

Negociações seguem abertas e sem definição

Apesar da movimentação intensa, nenhuma das transações está garantida.

Tanto a venda de poços de gás para a Eneva quanto a possível participação acionária da Ecopetrol dependem de condições que ainda estão em análise.

As fontes ouvidas reforçam que os processos podem não avançar, especialmente diante das incertezas de mercado e das discussões sobre valuation.

A Ecopetrol não comentou oficialmente o assunto até o momento.

Enquanto isso, a Brava Energia segue no centro das atenções do setor, com decisões estratégicas que podem redefinir seu posicionamento no mercado brasileiro de gás e energia.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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