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Vazamento de petróleo cru atinge 99 locais no litoral do Nordeste

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 26/09/2019 às 16:45

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Petróleo cru já atingiu 46 cidades em 8 estados do Nordeste. Análise da Petrobras diz que substância não é produzida no Brasil, mas a origem ainda não foi esclarecida.

Manchas de petróleo já está afetou o litoral de oito estados do Nordeste, as manchas começaram a surgir no inicio deste mês em praias de Pernambuco. Em poucos dias, a substância se espalhou e, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), 46 municípios, com 99 localidades, foram atingidos. Em Rio das Ostras, furto em oleoduto da Transpetro provoca vazamento de petróleo.

O Ibama está estabelecendo uma série de ações, juntamente com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), Marinha e Petrobras, com o objetivo de investigar as causas e responsabilidades do despejo. Até agora não se sabe o responsável pelo despejo irregular do material no mar.

A Marinha e a Petrobras constataram, após análises, que substância que poluiu nas últimas semanas praias de diversos Estados do Nordeste é petróleo cru, produzido no exterior, mas de origem ainda não identificada, informou o órgão ambiental federal Ibama, em uma nota publicada em seu site

Segundo o Ibama, a Petrobras irá disponibilizar ainda um contingente de cerca de 100 pessoas, nos próximos dias.

Os Estados atingidos no Nordeste, informou o órgão, são Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Dos nove estados do Nordeste, apenas a Bahia ainda não registrou a presença das manchas no litoral. O óleo cru foi detectado primeiro em trechos das praias de Boa Viagem, na zona Sul de Recife (PE), Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e Del Chifre, em Olinda (PE).

O óleo apareceu nas praias poucos dias depois de um vazamento de cinco metros cúbicos de óleo e água na estação de tratamento de despejos industriais da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE), na região metropolitana do Recife.

O vazamento ocorreu no dia 26 de agosto. Entretanto, a Semas (Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade) e a Petrobras negam que o material despejado no mar tenha relação com o derramamento de óleo da refinaria.

Até o momento, não há evidências de contaminação de peixes e crustáceos. A avaliação da qualidade do pescado capturado nas áreas afetadas para fins de consumo humano é competência do órgão de vigilância sanitária.

Os banhistas e pescadores não devem ter contato com o material. Caso seja identificado produto no mar ou nas praias, o cidadão deve informar o local à prefeitura.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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