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Vale poderá elevar produção de minério de ferro em até 3% em 2026 e mira retomada da liderança global

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 04/12/2025 às 09:33
Novo relatório mostra que a Vale poderá elevar produção de minério de ferro em até 3% em 2026; saiba como a empresa planeja crescer.
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Novo relatório mostra que a Vale poderá elevar produção de minério de ferro em até 3% em 2026; saiba como a empresa planeja crescer.

A Vale poderá elevar produção de minério de ferro em até 3% em 2026, conforme projeções anunciadas nesta terça-feira durante evento anual da companhia em Londres.

A mineradora, que busca consolidar sua recuperação operacional e reforçar sua posição no mercado global, informou que o aumento está previsto em relação ao volume estimado para 2025.

Vale mira crescimento sustentável após anos de recuperação 

Segundo a companhia, a produção de minério de ferro deve alcançar entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas em 2026.

Assim, a Vale poderá elevar produção de minério de ferro em até 3% em 2026 sem mudanças significativas no ritmo de investimentos.

O intervalo estimado para este ano ficou no limite superior do previsto anteriormente entre 325 milhões e 335 milhões de toneladas. 

A estratégia reforça o movimento da empresa para retomar a liderança global na produção do minério, atualmente disputada com a gigante Rio Tinto.

A mineradora também manteve a projeção de atingir 360 milhões de toneladas em 2030, consolidando seu plano de longo prazo. 

Custos de produção devem permanecer competitivos 

A Vale estima que o custo caixa C1, indicador que representa o custo da mina até o porto, fique entre US$ 20 e US$ 21,5 por tonelada em 2026.

Essa estabilidade reforça, segundo a empresa, um ambiente favorável para expandir a produção sem elevar de forma relevante as despesas operacionais. 

Investimentos estratégicos: foco em minério, cobre e reparações 

Os investimentos de capital também foram detalhados. Para 2026, a companhia prevê US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões, número semelhante aos US$ 5,5 bilhões projetados para 2025.

A Vale informou que a maior parte desse montante seguirá direcionada ao programa Novo Carajás e a ativos de minério de ferro e cobre. 

A empresa destinará US$ 1,1 bilhão a projetos de crescimento, enquanto direcionará o restante para a manutenção das operações.

A partir de 2027, os aportes devem ficar abaixo de US$ 6 bilhões, com aumento gradual da fatia dedicada à expansão. 

Assim a empresa destinará, em 2026, US$ 2,6 bilhões às ações relacionadas aos rompimentos das barragens de Mariana (2015) e Brumadinho (2019).

Então esses valores incluem descaracterização de estruturas, indenizações em acordos de reparação e despesas operacionais.

Os aportes devem cair para US$ 1,9 bilhão em 2027, US$ 1,3 bilhão em 2028 e US$ 800 milhões em 2030. 

Minério de ferro continua prioridade no portfólio 

Assim a Vale informou que cerca de US$ 4 bilhões serão aplicados em soluções de minério de ferro em 2026.

A empresa reforçou que o foco no segmento é essencial para sustentar o ritmo em que a Vale poderá elevar produção de minério de ferro em até 3% em 2026. 

Já a subsidiária Vale Base Metals deve manter investimentos de aproximadamente US$ 1,6 bilhão em 2026 e ampliar esse valor para US$ 2 bilhões a partir de 2027. 

Cobre e níquel ganham espaço com avanço da transição energética 

Além do minério de ferro, a empresa destacou as metas para metais considerados estratégicos na transição energética.

Então no caso do cobre, a produção projetada para 2025 deve alcançar 370 mil toneladas, atingindo o limite superior da meta.

Para 2026, o intervalo esperado é de 350 mil a 380 mil toneladas, com avanço significativo previsto para 420 mil a 500 mil toneladas em 2030 e cerca de 700 mil toneladas em 2035. 

Assim a Vale também anunciou que sua subsidiária Vale Base Metals e a Glencore assinaram um acordo para avaliar conjuntamente um novo projeto de cobre na Bacia de Sudbury, no Canadá. 

Para o níquel, as projeções indicam produção entre 175 mil e 200 mil toneladas em 2026. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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