A Vale anunciou neste domingo a paralisação das obras de alteamento que vinham sendo realizadas na barragem Itabiruçu, em Itabira, Minas Gerais. De acordo com a empresa, a medida foi “preventiva”.
A mineradora Vale divulgou neste domingo, 28 de julho, que precisou paralisar de forma preventiva as obras de alteamento que aconteciam na barragem Itabiruçu, em Itabira, na região Central de Minas Gerais. A medida foi tomada porque foram identificadas “alterações decorrentes de assentamentos diferenciais no terreno, efeitos passíveis de acontecer durante este tipo de obra”, diz um comunicado divulgado pela mineradora.
Os trabalhadores também foram retirados do local. A empresa diz que não há risco de rompimento. Entretanto, a barragem de 220 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério, em Minas Gerais – 18 vezes maior que a estrutura que se rompeu em janeiro na cidade de Brumadinho, na Grande BH – não teria sofrido alteração nos índices de segurança e estabilidade.
-
Trabalhadores reformavam um playground no norte da Inglaterra quando encontraram 176 bombas da Segunda Guerra Mundial enterradas sob o solo; artefatos ainda tinham carga
-
Enquanto pneus usados, garrafas, latinhas e até papelão seriam descartados como lixo comum, esse arquiteto transforma há 40 anos resíduos em casas sustentáveis inspiradas nas Earthships, com energia solar, água da chuva reaproveitada, esgoto tratado no próprio terreno e produção de alimentos dentro da moradia
-
Segurança que fazia rondas em hospital da Louisiana virou médico no mesmo prédio onde trabalhava, estudava química entre um turno e outro e voltou de jaleco branco para atender pacientes
-
Robô de dois braços começa a remontar afrescos destruídos de Pompeia como um quebra-cabeça impossível, usando IA para reconhecer cores, padrões e fragmentos antigos que humanos levariam anos para encaixar
A paralisação aconteceu na tarde de sábado, 27, sendo que a recomendação do responsável pelas obras, chamada de “medida de segurança preventiva” pela Vale na nota, “foi dada após a identificação de alterações decorrentes de assentamentos diferenciais no terreno, efeitos passíveis de acontecer durante este tipo de obra”.
A empresa afirma ainda ter relatado aos órgãos competentes, que já fizeram uma vistoria no local. Além disso, estudos mais aprofundados são produzidos pela mineradora e, se necessário, “medidas corretivas serão tomadas”.
“Importante ressaltar que não há, portanto, qualquer alteração nos índices de segurança e estabilidade da barragem Itabiruçu – Minas Gerais. Cabe ressaltar que a barragem é construída pelo método a jusante, considerado o mais seguro. A Vale realiza o monitoramento integral da estrutura, que teve sua Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) renovada em 30 de março deste ano”, conclui o texto.
Um morador da cidade, que disse viver logo abaixo da barragem que teve as obras paralisadas. “Aqui são 33 barragens em volta da gente. Eles estão aumentando ainda mais essa barragem, a diocese aqui da cidade até já fez um protesto. Eles falam que está tudo normal, mas se tivesse eles não teriam tirado todos os trabalhadores de lá”, argumentou.
São cerca de 43 milhões de toneladas por ano. A mineradora informou, que não pretendia sair de Itabira, mas se preparava para mudar o seu negócio. A ideia é que as usinas sejam usadas para beneficiar o minério de todo quadrilátero ferrífero em Minas Gerais.
Ferrovia operada pela Vale, será conectada ao porto do Açu, e terá caminho pelo Comperj
