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Usina de etanol em Campo Mourão avança e consolida estratégia da Coamo para transformar milho em biocombustíveis e ampliar renda dos produtores

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 10/03/2026 às 12:49
Assista o vídeoUsina de etanol de milho da Coamo em Campo Mourão com silos industriais e infraestrutura de processamento de biocombustíveis no Paraná.
Usina de etanol em Campo Mourão avança e consolida estratégia da Coamo para transformar milho em biocombustíveis e ampliar renda dos produtores/ Imagem Ilustrativa
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Avanço da nova usina de etanol em Campo Mourão marca investimento bilionário da Coamo para transformar milho em biocombustíveis, ampliar a industrialização do agronegócio e gerar novas oportunidades de renda para produtores.

A construção de uma nova usina de etanol de milho em Campo Mourão avança e marca um dos maiores investimentos recentes da Coamo Agroindustrial Cooperativa no setor agroindustrial. Com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão, o empreendimento representa um passo importante na estratégia da cooperativa de ampliar a verticalização da produção agrícola e transformar parte significativa da safra de milho em biocombustíveis e derivados industriais.

Segundo matéria publicada pela Tribuna do Interior no dia 8 de março, quando entrar em operação, a planta terá capacidade para processar cerca de 1,7 mil toneladas de milho por dia e produzir aproximadamente 765 mil litros de etanol diariamente, além de coprodutos importantes como DDGS (farelo proteico utilizado na nutrição animal) e óleo de milho. A iniciativa integra um movimento crescente no agronegócio brasileiro de agregar valor às commodities agrícolas por meio da industrialização.

O projeto também reforça a importância de Campo Mourão como um dos principais polos agroindustriais do Paraná. Ao investir em uma nova usina de etanol, a Coamo amplia sua atuação no setor de biocombustíveis, segmento que ganha relevância no cenário energético global diante da busca por fontes renováveis e menos poluentes.

Obras da usina de etanol em Campo Mourão entram na fase mais intensa de execução

As obras da usina de etanol em Campo Mourão entraram em uma fase decisiva. Segundo a direção da Coamo, a parte de engenharia do projeto já está totalmente resolvida e praticamente todos os equipamentos industriais necessários para a operação foram negociados com fornecedores.

A etapa atual concentra os trabalhos de execução civil e montagem das estruturas industriais que darão suporte à produção. Trata-se de um empreendimento de grande escala dentro do parque industrial da cooperativa, exigindo planejamento logístico e operacional complexo.

Inicialmente, a expectativa da Coamo era inaugurar a usina de etanol ainda neste ano. No entanto, ajustes no projeto e dificuldades com fornecedores acabaram alterando o cronograma original. A previsão agora é que o início das operações ocorra entre janeiro e fevereiro do próximo ano, após a conclusão das etapas finais de instalação e testes industriais. 

Mesmo com esse ajuste de prazo, o projeto segue avançando e já é considerado um marco importante na expansão agroindustrial da cooperativa em Campo Mourão.

Dimensão da obra da Coamo impressiona e envolve movimentação de 3 milhões de metros cúbicos de terra

A magnitude da nova usina de etanol pode ser observada pela escala das obras civis necessárias para sua implantação. De acordo com a Coamo, o projeto envolve aproximadamente três milhões de metros cúbicos de movimentação de terra, a maior terraplanagem já realizada pela cooperativa em sua história.

Esse volume de trabalho demonstra a complexidade da estrutura industrial que está sendo construída em Campo Mourão. A implantação da planta exige amplas áreas para instalação de equipamentos, silos, tanques, unidades de processamento e infraestrutura logística.

A comparação feita pela própria direção da cooperativa ilustra bem a dimensão do empreendimento. A obra é frequentemente descrita como semelhante à construção de uma pequena cidade industrial dentro do complexo da Coamo.

Essa infraestrutura será fundamental para sustentar a operação contínua da usina de etanol, que deverá funcionar com grande capacidade de processamento e alto nível de eficiência industrial.

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Estratégia da Coamo aposta em biocombustíveis para ampliar renda dos produtores

A nova usina de etanol em Campo Mourão faz parte de uma estratégia mais ampla da Coamo de agregar valor à produção agrícola dos cooperados. Em vez de comercializar apenas grãos in natura, a cooperativa busca ampliar o processamento industrial de milho e soja.

Ao transformar milho em biocombustíveis, a cooperativa cria novas oportunidades de mercado e amplia as fontes de receita dentro da cadeia produtiva. Essa estratégia também ajuda a reduzir a dependência das oscilações do mercado internacional de commodities.

No caso do milho, o Brasil tem ampliado sua produção de etanol a partir do cereal, seguindo uma tendência que começou principalmente na região Centro-Oeste. O avanço dessa indústria tem estimulado novos investimentos e aumentado a competitividade do setor.

Com a nova usina de etanol, a Coamo passa a disputar espaço em um mercado dominado por grandes grupos especializados na produção de biocombustíveis derivados do milho.

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Consumo anual de até 650 mil toneladas de milho fortalece mercado regional

Na primeira etapa de operação, a usina de etanol deverá consumir entre 600 mil e 650 mil toneladas de milho por ano. Esse volume representa apenas uma parte da produção recebida pela Coamo, que atualmente recebe cerca de 3 milhões de toneladas do cereal anualmente.

Esse cenário mostra que ainda existe grande potencial de crescimento para o processamento industrial de milho dentro da cooperativa. Mesmo com a nova planta, boa parte da produção continuará sendo destinada ao mercado tradicional de grãos.

Ainda assim, a instalação da usina de etanol em Campo Mourão cria uma alternativa adicional de comercialização para os produtores. O aumento da demanda interna por milho tende a contribuir para uma melhor formação de preços e maior estabilidade de mercado. Além disso, a transformação do grão em biocombustíveis gera produtos de maior valor agregado, fortalecendo economicamente toda a cadeia produtiva.

Usina de etanol da Coamo já nasce preparada para expansão futura da capacidade

Durante o desenvolvimento do projeto, a Coamo decidiu realizar adaptações importantes na estrutura da nova usina de etanol. O objetivo foi preparar a planta para permitir uma futura ampliação da capacidade produtiva.

Isso significa que parte da infraestrutura já está dimensionada para suportar uma duplicação da produção no futuro. Espaços físicos, estruturas industriais e sistemas logísticos foram planejados desde agora para facilitar uma eventual segunda fase de expansão.

Embora essas mudanças tenham exigido ajustes no cronograma da obra, a decisão pode reduzir custos e acelerar novas etapas de investimento caso o crescimento do mercado de biocombustíveis continue.

Para a Coamo, essa preparação antecipada é uma forma de garantir competitividade de longo prazo e acompanhar a expansão da produção agrícola em Campo Mourão e em outras regiões atendidas pela cooperativa.

Diversificação industrial inclui etanol de milho e novo projeto de biodiesel

O investimento na usina de etanol em Campo Mourão faz parte de um conjunto maior de iniciativas industriais da Coamo. A cooperativa também está avançando em outro projeto relevante: a construção de uma nova planta de biodiesel no município de Paranaguá.

Segundo a cooperativa, a parte de engenharia desse empreendimento também está bastante avançada, e o canteiro de obras deverá ser montado entre abril e maio. A expectativa é que a unidade entre em operação em meados do próximo ano.

Com isso, a Coamo passará a produzir dois tipos importantes de biocombustíveis: etanol de milho e biodiesel de soja. Essa diversificação amplia o portfólio industrial da cooperativa e reforça sua estratégia de verticalização da produção agrícola.

Além disso, a cooperativa já possui um amplo conjunto de produtos derivados de grãos, incluindo óleo refinado, gorduras vegetais, margarinas e farelos especiais, o que fortalece ainda mais sua atuação no setor agroindustrial.

Transformação do milho em energia renovável amplia oportunidades no agronegócio

A construção da nova usina de etanol em Campo Mourão representa um passo importante na evolução do modelo de negócios da Coamo. Ao investir na transformação do milho em biocombustíveis, a cooperativa amplia o acesso dos produtores a mercados mais sofisticados e com maior valor agregado.

Essa estratégia permite que agricultores participem de cadeias industriais e energéticas que dificilmente seriam acessíveis individualmente. A industrialização dentro da cooperativa cria escala, reduz custos e amplia o alcance comercial dos produtos.

Ao mesmo tempo, o projeto reforça o papel do agronegócio brasileiro na produção de energia renovável. O crescimento do setor de biocombustíveis tem sido apontado como um dos caminhos para reduzir emissões e diversificar a matriz energética.

Nesse contexto, a usina de etanol da Coamo tende a se tornar um dos marcos da expansão agroindustrial em Campo Mourão, consolidando a estratégia da cooperativa de transformar grãos em novos produtos, novos mercados e novas oportunidades para seus cooperados.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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