Uruguai aprova lei que legaliza a eutanásia e garante o direito à morte digna, tornando-se referência na América Latina.
O Uruguai deu um passo inédito na América Latina nesta terça-feira (15/10/2025) ao aprovar, no Senado, o projeto de lei que legaliza a eutanásia em todo o país. A medida, conhecida como “Lei da Morte Digna”, foi proposta pela coalizão de esquerda Frente Ampla e recebeu ampla maioria de votos favoráveis.
O texto agora segue para sanção do presidente Yamandú Orsi, que já expressou apoio à iniciativa.
Com a decisão, o Uruguai se torna o primeiro país do Cone Sul a permitir legalmente o procedimento de morte assistida, juntando-se a nações como Canadá, Espanha, Nova Zelândia e Países Baixos.
-
Enquanto cientistas testam bolas gigantes no fundo do mar, startup quer afundar tanques de concreto e aço presos por gaiolas cheias de pedras a até 700 metros de profundidade para transformar ar comprimido em bateria submarina invisível
-
Ex-engenheiro da NASA transforma drones em “helicópteros de sementes” capazes de disparar 300 bolas por minuto, mirar áreas degradadas com precisão de meio metro e plantar até 40 milhões de árvores por ano em uma nova corrida de reflorestamento aéreo
-
Brasil coloca drones para despejar sementes em encostas quase inacessíveis e tenta transformar morros degradados em floresta com plantio aéreo até 100 vezes mais rápido, em ofensiva verde lançada no Rio de Janeiro
-
A África está se rachando mais rápido do que a ciência previa, a crosta no centro da fenda tem só 13 quilômetros de espessura em alguns trechos, e pesquisadores dizem que o continente atingiu o limite crítico de rompimento que pode formar um novo oceano
O debate, que durou mais de uma década, foi impulsionado por apelos sociais, médicos e jurídicos em defesa do direito à morte digna.
Como será aplicada a eutanásia no Uruguai
De acordo com o projeto, para ter acesso à eutanásia, o paciente deverá ser maior de idade, cidadão ou residente no país, e estar mentalmente apto para tomar a decisão.
A lei estabelece que o procedimento só poderá ser solicitado por pessoas com doença incurável ou em fase terminal, cuja condição provoque sofrimento físico ou psicológico insuportável e uma grave perda da qualidade de vida.
Além disso, o pedido deverá seguir uma série de etapas formais, incluindo declarações por escrito, presença de testemunhas e pareceres médicos.
O processo também prevê o direito de arrependimento até o último momento, reforçando o caráter voluntário e consciente da decisão.
Ainda faltam detalhes de regulamentação, que deverão ser definidos pelo governo nos próximos meses, a fim de garantir segurança jurídica e ética ao procedimento.
A voz de quem espera pela “morte digna”
Entre os rostos mais simbólicos da luta pela legalização da eutanásia no Uruguai está o de Beatriz Gelós, de 71 anos, diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) há duas décadas.
Em entrevista à AFP, ela descreveu o impacto da nova lei:
“Me daria uma paz incrível se fosse aprovada. É uma lei compassiva, muito humana, muito bem escrita”, declarou.
Beatriz, que utiliza cadeira de rodas e já perdeu parte da fala, acredita que “chegou a hora” de o país garantir a liberdade de escolha para quem enfrenta doenças degenerativas.
“Vocês não têm ideia de como é viver assim”, afirmou, em resposta aos que se opõem à medida.
Para ela, o direito à morte digna é uma questão de empatia e respeito pela dor alheia.
Apoio popular e resistência religiosa
A legalização da eutanásia no Uruguai reflete o apoio da maioria da população. Pesquisa da consultoria Cifra, divulgada em maio, mostra que 62% dos uruguaios são favoráveis à lei, enquanto 24% se dizem contra.
Apesar disso, o projeto encontrou resistência de grupos religiosos e conservadores. A Igreja Católica manifestou “tristeza” com a aprovação e diversas entidades civis alertaram para possíveis riscos às pessoas em situação de vulnerabilidade.
A professora Marcela Pérez Pascual, uma das signatárias de uma carta contrária à medida, afirmou:
“As pessoas mais vulneráveis estão sendo deixadas desprotegidas.”
Mesmo diante das críticas, defensores da proposta argumentam que o texto oferece garantias éticas e legais suficientes. Eles destacam que o Uruguai mantém uma tradição de avanços sociais progressistas, como a legalização do aborto, do casamento homoafetivo e da regulamentação da cannabis.
Um marco para a América Latina
Com a nova lei, o Uruguai reafirma sua posição de vanguarda nos debates sobre liberdades individuais e direitos humanos.
O país se une à Colômbia, pioneira na descriminalização da eutanásia em 1997, e ao Equador, que aprovou o procedimento em 2024.
Especialistas acreditam que a decisão uruguaia pode inspirar outros países da região a discutir o tema, ampliando o debate sobre a autonomia do paciente e o conceito de morte digna como parte dos direitos fundamentais.
A aprovação representa, para muitos, um gesto de humanidade e empatia — um reconhecimento de que, assim como viver com dignidade é um direito, morrer com dignidade também deve ser.

I do believe all the ideas youve presented for your post They are really convincing and will certainly work Nonetheless the posts are too short for novices May just you please lengthen them a little from subsequent time Thanks for the post