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Urgência de Cloud no setor de óleo e gás

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 30/09/2020 às 10:39 Atualizado em 30/09/2020 às 20:19
óleo e gás cloud nuvem
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Metade das empresas de alta performance no setor de energia de óleo e gás já desenvolvem suas aplicações na nuvem há mais de três anos, por outro lado, 90% das empresas de baixo crescimento ainda não desenvolveram aplicações dessa forma. O relógio já está contando

Ao adotar amplamente os recursos da nuvem, as empresas do setor de óleo e gás se tornam mais inteligentes e eficientes. Numa análise inédita da Accenture, com Cloud o aumento em Retorno sobre o Capital Empregado (ROCE) é da ordem de 300%. Mas como para ter sucesso não basta migrar, a urgência recai em como extrair todo o potencial que a nuvem oferece. É fundamental definir uma estratégia clara que rompa as barreiras da adoção e permita novas maneiras de se organizar e trabalhar. Até que ponto essas empresas de energia empregam soluções de automação industrial e lançam mão da internet das coisas, por exemplo, uma vez iniciada a migração?

Volatilidade e desafios de oferta e demanda têm sido desafios constantes para esse setor, com consequente redução na participação das empresas no S&P 500 de 15% a 3%. A queda adicional decorrente da pandemia de Covid-19 tornou a situação ainda mais desafiadora. E a nuvem – e seus recursos bem trabalhados – pode ajudar a reverter essa situação. Ferramentas para apoiar a oscilação de oferta/demanda e tornar as empresas mais eficientes reduzem os impactos da queda de preço nos seus balanços financeiros.

Não significa dizer que as empresas de óleo e gás estejam sem conhecimento da nuvem: 80% delas têm feito experiências com esse tipo de migração. Dentre as empresas desse setor com maior crescimento nos últimos três anos, avaliada na pesquisa “Future Systems” da Accenture, 100% já adotaram o uso de Cloud, ao passo que das empresas com baixo crescimento, somente 37% tiveram o mesmo êxito. O que ocorre é que poucas a adotaram de forma escalável. Preocupações sobre computação de alta performance (HPC), legislação e soluções de automação industrial são barreiras típicas para adoção nesse segmento. A pergunta é: como a nuvem pode fazer a diferença no setor?

Podemos começar dizendo que a nuvem torna as empresas mais inteligentes. É possível integrar os dados de toda a cadeia de valor e trazer soluções mais avançadas de analytics. A própria adoção da nuvem também permite mais adaptabilidade (em velocidade e custos) para enfrentar a volatilidade e ciclicidade naturais do setor, uma vez que provê competências sob demanda, como a redução do breakeven no upstream até US$ 10 por barril of oil equivalent (BOE).

Reforçamos que as análises do mercado também indicam que a nuvem permite aumentar a eficiência das empresas ao trazer ferramentas mais avançadas com redução com despesas de TI na ordem de 30%. Nossa pesquisa mostra que 80% das empresas desse setor que atingiram um crescimento acelerado de receita consideram a nuvem como tendo um alto impacto nos seus processos de planejamento estratégico e cadeia de suprimentos. As inovações são aceleradas ao encurtar o ciclo de desenvolvimento (por exemplo, DevOps) e ao melhorar a colaboração interna.

Muitas empresas duplicam suas dificuldades ao iniciar a jornada sem uma estratégia que inclua as típicas barreiras do setor. É preciso pensar que as aplicações são fragmentadas e dados estão em silos. É necessário considerar as soluções específicas da indústria (automação industrial e IoT) e as ameaças e legislação para cibersegurança. Antes de pensar no orçamento para isso, as empresas também devem analisar os seus próprios investimentos anteriores na infraestrutura de TI.

Mas há muito risco em considerar a jornada à nuvem como um projeto somente de TI, sem direcionar novas possibilidades de negócio. Vemos um mercado que muitas vezes se esquece de adotar um modelo operacional novo para permitir o trabalho com a nuvem em toda a empresa. Além disso, a própria indústria relata ineficácia na hora de gerir a execução da jornada à nuvem, sem contar a gestão do retorno financeiro que ela pode trazer. Isto é, trata-se de uma questão aplicada a empresa como um todo, não somente tecnologia.

Para adotar a nuvem plenamente, destacamos quatro estratégias que podem mover o processamento de tecnologia para a nuvem: 1) substituir a infraestrutura atual por uma na nuvem (lift & shift); 2) adotar soluções para sistemas corporativos como ERP ou CRM “as a service”/ SaaS; 3) adotar soluções para processos core (como gestão de ativos “as a service”); e 4) criar novas soluções nativas (como novos algoritmos de machine learning para upstream). Torna-se fundamental não apenas adotar uma arquitetura de nuvem, mas também operar um modelo orientado para as equipes extraírem o máximo de benefício.

Portanto, ir além da migração exige um plano com objetivos claros de negócio, uma estratégia específica para nuvem (dos imperativos de negócio à migração das aplicações) e um novo modelo operacional que permita a adoção total da nuvem.

O momento de acelerar a adoção da nuvem é propício: metade das empresas de alta performance no setor de energia (óleo e gás) já desenvolvem suas aplicações na nuvem há mais de três anos. Por outro lado, 90% das empresas de baixo crescimento ainda não desenvolveram aplicações dessa forma. O relógio já está contando – e as empresas mais inovadoras estão liderando a corrida.

Por Ricardo Polisel Alves e Edson Bouer via Accenture

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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