O que a Unicamp planeja para novo terreno da Unicamp avaliado em R$ 20 milhões. Área de 44 mil m² em Campinas será dedicada a moradias estudantis e espaços de integração com a comunidade
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oficializou nesta segunda-feira (11) a aquisição de um novo terreno da Unicamp em Barão Geraldo, distrito de Campinas (SP), por R$ 20 milhões. Com 44 mil metros quadrados, a área será destinada à construção de moradias estudantis e espaços culturais, esportivos e administrativos.
Segundo a instituição, metade do terreno abrigará complexos residenciais com capacidade para mais 1.400 estudantes, elevando a oferta total para cerca de 2.400 vagas no programa de habitação universitária. O projeto busca ampliar a permanência estudantil e aproximar a universidade da comunidade local.
Estrutura planejada para o terreno
Além das residências, o novo terreno da Unicamp terá refeitório, horta coletiva, espaço para teatro, campo de futebol e áreas para atividades culturais e de extensão. A outra metade do espaço abrigará setores administrativos e ambientes de apoio às atividades acadêmicas.
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De acordo com o coordenador-geral da Unicamp, professor Fernando Coelho, a proposta vai além da moradia. “Não se trata apenas de acolhimento, mas da criação de um espaço que vai permitir a interação da universidade com a cidade”, afirmou.
Público atendido e impacto na permanência estudantil
O programa de moradia da Unicamp atende hoje cerca de 1.000 alunos, em 226 residências e 27 estúdios. Ele é voltado principalmente para estudantes de baixa renda que moram fora da Região Metropolitana de Campinas. Com a entrega do novo terreno da Unicamp, será possível reduzir a lista de espera e oferecer melhores condições para quem enfrenta dificuldades de acesso à habitação.
A Deape (Diretoria Executiva de Apoio e Permanência Estudantil) também mantém bolsas de auxílio-moradia para alunos que não conseguem vaga nas residências ou estudam nos campi de Limeira e Piracicaba.
Expectativa dos estudantes
A compra foi celebrada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) como uma vitória na luta pela permanência estudantil. No entanto, líderes estudantis destacam que a demanda por moradias se estende a outras cidades onde a Unicamp mantém cursos. “Queremos a ampliação desse benefício para Limeira e Piracicaba”, afirmou Laura Khaddou, coordenadora-geral do DCE.
Próximos passos
Ainda não há prazo oficial para o início das obras, mas a universidade já confirmou que o projeto arquitetônico será desenvolvido nos próximos meses. A expectativa é que a execução ocorra em etapas, priorizando as moradias para que a ampliação da capacidade seja sentida rapidamente.
Você acha que o investimento no novo terreno da Unicamp vai resolver a demanda por moradias? Ou a universidade precisa ampliar o programa para outras cidades? Deixe sua opinião nos comentários.

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