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Uma obra de R$ 31,5 milhões começou a alargar a faixa de areia no litoral norte de Santa Catarina, que vai ganhar cerca de 70 metros de areia ao longo de 2,3 km, usando a mesma técnica e a mesma empresa que engordaram a praia de Balneário Camboriú

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 01/06/2026 às 20:25 Atualizado em 01/06/2026 às 20:29
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Obra de R$ 31,5 milhões começou a alargar a faixa de areia da Praia do Gravatá, em Navegantes (SC), que vai ganhar 70 metros ao longo de 2,3 km com bombeamento.
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Hoje quase inexistente na maré alta, com o mar batendo nas dunas e ameaçando a avenida, a praia vai receber areia bombeada de uma jazida no fundo do mar, a 14 km da costa. É a mesma solução que dobrou a orla de Balneário Camboriú, agora aplicada numa praia esquecida pelos turistas.

Uma obra de R$ 31,5 milhões começou a alargar a faixa de areia da Praia do Gravatá, em Navegantes, no litoral norte de Santa Catarina. A intervenção vai engordar cerca de 2,3 km de orla, entre a Foz do Rio Gravatá e o Rio das Pedras, deixando a faixa de areia com aproximadamente 70 metros de largura após a acomodação do material, usando a mesma técnica e a mesma empresa que alargaram a praia de Balneário Camboriú.

Os trabalhos ganharam corpo a partir de 12 de maio de 2026, quando chegaram à cidade as tubulações de grande porte usadas no bombeamento de areia, segundo a Prefeitura de Navegantes. A obra é executada pela multinacional Jan De Nul, vencedora da licitação realizada no fim de 2025. Vale uma correção: embora circule a informação de que a empresa seria holandesa, ela é, na verdade, belga, e está entre as maiores companhias de engenharia marítima do mundo, sendo a mesma responsável pelo famoso alargamento de Balneário Camboriú.

Como funciona o engordamento da praia

Obra de R$ 31,5 milhões começou a alargar a faixa de areia da Praia do Gravatá, em Navegantes (SC), que vai ganhar 70 metros ao longo de 2,3 km com bombeamento.
A técnica empregada já é conhecida no litoral catarinense e tem nome: alimentação artificial. 

O processo consiste em bombear areia retirada de uma jazida no fundo do mar, localizada a cerca de 14 km da costa e a aproximadamente 23 metros de profundidade, transportando o material por tubulações metálicas até a praia, onde a areia é depositada para ampliar a faixa, com material compatível com a areia nativa em tamanho e coloração.

Antes que a areia comece a fluir, é preciso montar a estrutura.

Na fase atual, as tubulações chegaram à cidade e estão sendo soldadas umas às outras em um canteiro de obras, formando a longa linha que vai ligar a praia até a draga, que opera em alto-mar.

Por causa da montagem, a Rua Osvaldo José Reiser foi interditada para abrigar o canteiro, e a previsão da prefeitura é de que essa etapa de soldagem termine por volta de 10 de junho.

A mesma solução de Balneário Camboriú

Quem acompanhou a transformação da orla de Balneário Camboriú vai reconhecer o método. 

A mesma tecnologia de bombeamento de areia por tubos metálicos, ligados a uma draga no mar, foi usada para alargar a faixa de areia daquela que é uma das praias mais famosas de Santa Catarina, e agora se repete em Navegantes, com a mesma empresa à frente dos trabalhos.

Em Balneário Camboriú, o resultado foi uma orla muito mais larga, capaz de comportar um número bem maior de banhistas e de conter o avanço do mar.

A expectativa é que o Gravatá tenha um ganho semelhante em sua capacidade de uso, transformando uma praia hoje pouco frequentada em um espaço amplo de lazer, com potencial de atrair mais turistas e movimentar a economia local nos próximos veraneios.

Por que a Praia do Gravatá precisa da obra

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A intervenção responde a um problema concreto e visível para quem conhece o local. 

Em dias de maré alta, a faixa de areia do Gravatá fica praticamente inexistente, com o mar batendo diretamente nas dunas e, em alguns trechos, chegando a ameaçar a avenida à beira-mar, num claro processo de erosão costeira que vinha se agravando ao longo dos anos.

Por isso, mais do que uma questão estética ou turística, a obra tem um objetivo de proteção.

Segundo a prefeitura, o engordamento da praia deve proteger a infraestrutura urbana contra a erosão e eventos climáticos extremos, ampliar o espaço para lazer e turismo, recuperar habitats naturais de dunas e restingas e valorizar a economia local.

Estudos citados pelo município indicam que a praia alargada poderá acomodar dezenas de milhares de pessoas na faixa de areia.

Prazos, custos e o que esperar

Os números oficiais ajudam a dimensionar a empreitada. 

O contrato com a Jan De Nul é de pouco mais de R$ 31,5 milhões, valor que representou um desconto de cerca de 26,8% em relação ao orçamento inicial de aproximadamente R$ 43 milhões, com prazo de execução de cinco meses e vigência contratual de doze meses, segundo informações da prefeitura e do processo licitatório.

Depois de pronta a linha de tubulações, a etapa seguinte, a mais aguardada, será a chegada da draga e o início do bombeamento da areia diretamente para a praia.

É quando a transformação fica visível, com a faixa ganhando largura dia após dia.

Vale lembrar que detalhes técnicos, como o comprimento exato da tubulação e o modelo da draga, dependem da execução e das condições do mar, e podem variar ao longo da obra.

A obra de alargamento da faixa de areia da Praia do Gravatá representa um marco para Navegantes, prometendo devolver à cidade uma praia ampla, segura e atraente, hoje comprometida pela erosão.

Ao repetir a bem-sucedida técnica de Balneário Camboriú, a intervenção combina proteção contra o avanço do mar, valorização do turismo e recuperação ambiental.

Se tudo correr dentro do cronograma, moradores e visitantes do litoral norte catarinense terão, em breve, uma nova faixa de areia para chamar de sua, num investimento que mira tanto o presente quanto o futuro da orla.

E você, conhece a Praia do Gravatá, em Navegantes, e já viu como a faixa de areia ficava reduzida na maré alta? O que acha dessas obras de engordamento de praia que vêm transformando o litoral de Santa Catarina? Deixe seu comentário, conte se pretende visitar a praia depois de pronta e compartilhe a matéria com quem é do litoral norte catarinense e acompanha essa transformação.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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