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Telescópio James Webb reacende a esperança de encontrar vida fora da Terra a 48 anos-luz e revelar que o exoplaneta LHS 1140 b pode ter um oceano líquido, atmosfera rica em nitrogênio e até 20% da massa formada por água

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 22/04/2026 às 14:43
Atualizado em 22/04/2026 às 14:47
Assista o vídeoTelescópio James Webb reacende a esperança de encontrar vida fora da Terra ao revelar que o exoplaneta LHS 1140 b pode ter um oceano líquido a 48 anos-luz, atmosfera rica em nitrogênio e até 20% da massa formada por água
Exoplaneta LHS 1140 b pode ter até 19% da massa em água
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Exoplaneta LHS 1140 b pode ter até 19% da massa em água, oceano sob gelo e indícios de atmosfera de nitrogênio detectados pelo James Webb.

Segundo estudo publicado em julho de 2024 no Astrophysical Journal Letters, liderado por Charles Cadieux, do Instituto Trottier de Pesquisa em Exoplanetas da Universidade de Montreal, o planeta LHS 1140 b é atualmente um dos candidatos mais promissores para a presença de água líquida fora do Sistema Solar. O Telescópio Espacial James Webb registrou, durante duas passagens do planeta diante de sua estrela, indícios de uma atmosfera rica em nitrogênio, o mesmo gás que compõe cerca de 78% da atmosfera terrestre.

A detecção ainda é considerada preliminar, mas representa um avanço significativo na busca por mundos potencialmente habitáveis.

LHS 1140 b orbita uma anã vermelha a 48,8 anos-luz e está localizado na zona habitável da estrela

A estrela LHS 1140 está localizada na constelação de Cetus, a aproximadamente 48,8 anos-luz da Terra. Trata-se de uma anã vermelha com apenas 18% da massa do Sol e cerca de 21% do seu raio.

Sua luminosidade é inferior a 0,4% da solar, o que reduz significativamente a intensidade de radiação emitida. A estrela possui mais de 5 bilhões de anos e apresenta baixa atividade estelar, condição considerada favorável à preservação de atmosferas planetárias.

O planeta LHS 1140 b orbita essa estrela a cada 24,7 dias e se encontra dentro da zona habitável, região onde temperaturas podem permitir a existência de água líquida.

Descoberta em 2017 revelou uma super-Terra, mas novos dados mostraram um planeta rico em água

O planeta foi descoberto em abril de 2017 por uma equipe liderada por Jason Dittmann, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, utilizando o projeto MEarth-South.

Inicialmente classificado como uma super-Terra rochosa, o entendimento sobre LHS 1140 b mudou com novos dados coletados em 2023. O planeta possui cerca de 1,73 vezes o raio da Terra e aproximadamente 5,6 vezes sua massa, mas com densidade inferior ao esperado para um corpo predominantemente rochoso.

Essa diferença levou à conclusão de que entre 9% e 19% da massa do planeta pode ser composta por água, proporção centenas de vezes maior que a da Terra.

Planeta pode ser um “mundo oceânico” com camada global de água e gelo permanente

A alta fração de água sugere que LHS 1140 b pode ser um chamado “oceano-mundo”, com uma camada profunda de água cobrindo grande parte da superfície.

Modelos indicam que essa água pode estar parcialmente congelada, formando uma camada de gelo sobre um oceano líquido abaixo. Esse tipo de estrutura é considerado plausível em planetas com alta pressão atmosférica e temperaturas moderadas.

Exoplaneta LHS 1140 b pode ter até 19% da massa em água, oceano sob gelo e indícios de atmosfera de nitrogênio detectados pelo James Webb.

A presença de água em grande quantidade é um dos fatores mais relevantes na busca por condições habitáveis fora da Terra.

Rotação sincronizada pode criar um oceano circular permanente no lado iluminado do planeta

Devido à proximidade com sua estrela, LHS 1140 b provavelmente apresenta rotação sincronizada, mantendo sempre a mesma face voltada para a estrela.

Essa configuração cria uma divisão permanente entre o lado iluminado e o lado escuro do planeta. Modelos climáticos sugerem que o calor concentrado na face voltada à estrela poderia derreter o gelo nessa região específica, formando um oceano líquido central cercado por gelo.

Esse padrão é conhecido como “planeta olho”, devido à aparência de um círculo líquido no centro de uma superfície congelada.

James Webb utilizou espectroscopia de transmissão para investigar composição da atmosfera do planeta

Para investigar a presença de atmosfera, o Telescópio James Webb observou duas passagens do planeta diante de sua estrela em dezembro de 2023.

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A técnica utilizada foi a espectroscopia de transmissão, que analisa a luz estelar filtrada pela atmosfera do planeta durante o trânsito. Cada gás presente absorve comprimentos de onda específicos, permitindo a identificação de sua composição.

Os dados foram coletados com o instrumento NIRISS, especializado em observações no infravermelho próximo.

Dados descartam atmosfera rica em hidrogênio e indicam possível presença de nitrogênio

Os resultados publicados em 2024 descartaram com alta confiança a presença de uma atmosfera dominada por hidrogênio, característica comum em mini-Netunos.

Por outro lado, foram detectados sinais compatíveis com espalhamento de Rayleigh, fenômeno associado a atmosferas compostas por moléculas leves como o nitrogênio.

O nível de confiança estatística foi de 2,3 sigma, considerado um indício relevante, mas ainda insuficiente para confirmação definitiva.

Atmosfera rica em nitrogênio pode indicar condições estáveis para água líquida

O nitrogênio desempenha papel fundamental na estabilidade atmosférica. Na Terra, ele atua como regulador térmico e mantém a pressão necessária para a existência de água líquida.

Caso confirmado em LHS 1140 b, indicaria que o planeta conseguiu reter uma atmosfera secundária, possivelmente formada por processos internos como atividade geológica.

Isso representaria um avanço inédito na identificação de atmosferas em planetas potencialmente habitáveis.

Estabilidade da estrela LHS 1140 aumenta chances de preservação da atmosfera do planeta

Diferente de muitas anãs vermelhas jovens, LHS 1140 apresenta baixa atividade estelar, com ausência de erupções significativas registradas.

Essa estabilidade reduz a exposição do planeta a radiação intensa, fator que costuma destruir atmosferas em outros sistemas.

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Essa característica torna LHS 1140 b um dos candidatos mais promissores na busca por ambientes habitáveis fora do Sistema Solar.

Próximas observações do James Webb podem confirmar composição atmosférica e presença de gases adicionais

As próximas etapas da pesquisa envolvem observações adicionais para aumentar o nível de confiança dos dados. Os cientistas buscam confirmar a presença de nitrogênio, além de detectar outros gases como dióxido de carbono e possíveis indicadores de atividade atmosférica.

Cada nova observação contribui para refinar os modelos e aproximar a ciência de uma confirmação definitiva.

O caso de LHS 1140 b representa um dos avanços mais significativos na astrobiologia recente, mas ainda sem confirmação definitiva.

Na sua visão, a ciência está próxima de identificar um planeta com condições reais de habitabilidade ou os desafios ainda são maiores do que parecem?

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Jaqueline
Jaqueline
27/04/2026 12:05

Essas outras civilizações estão fugindo do nosso planeta terra. Os avistamentos podem ser curiosos ou vigilantes pra ver o que os povos estão fazendo é como somos uns para com os outros e falando sério mal costume é mais fácil de aprender do que coisa certa

João Luís Vargas
João Luís Vargas
25/04/2026 04:08

Em qualquer lugar onde estiver obedeça a Deus ele é o SENHOR DO UNIVERSO para sempre.

Evandro maggiore
Evandro maggiore(@evandromaggiore)
Active Member
24/04/2026 20:18

Grande coisa, nunca vamos chegar ate la…

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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