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Um pequeno bloco achado por mergulhadores em navio naufragado há mais de 200 anos reacende disputa histórica sobre mármores da Acrópole

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 19/03/2026 às 18:16
Mergulhadores acham fragmento da Acrópole em navio de Lord Elgin afundado em 1802 e reacendem disputa histórica.
Mergulhadores acham fragmento da Acrópole em navio de Lord Elgin afundado em 1802 e reacendem disputa histórica.
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Mergulhadores localizaram um fragmento de mármore da Acrópole de Atenas nos destroços do Mentor, navio usado por Lord Elgin e afundado em 1802 no Mar Egeu, em uma descoberta que recoloca em evidência a disputa histórica sobre as esculturas levadas da Grécia ao Reino Unido

Mergulhadores e arqueólogos localizaram um fragmento de mármore da Acrópole de Atenas nos destroços do brigue Mentor, navio que afundou em 1802 a sudeste da ilha de Kythira, no Mar Egeu, segundo o Ministério da Cultura da Grécia.

Achado nos destroços do Mentor

O achado foi feito no local onde está o Mentor, embarcação usada por Thomas Bruce, o sétimo Conde de Elgin, para transportar esculturas retiradas das ruínas da Acrópole para o Reino Unido. A informação foi divulgada pelo Ministério da Cultura da Grécia em comunicado.

De acordo com o ministério, o objeto encontrado é um fragmento de mármore da Acrópole. O navio afundou em 1802 e, desde então, permanece associado ao transporte das peças que mais tarde ficaram conhecidas como Mármores de Elgin ou Mármores do Partenon.

O fragmento descoberto é descrito como um bloco triangular de mármore com o que parece ser um pino em sua parte inferior. A peça mede cerca de 9,3 por 4,7 cm e, segundo os representantes do ministério, é classificada pelos estudiosos modernos como uma “gota”.

Acrópole e origem possível da peça

Segundo o material divulgado, não está claro se o fragmento recém-descoberto veio do próprio Partenon ou de outro ponto da Acrópole. A peça provavelmente estava presa a outros blocos em algum lugar do complexo monumental de Atenas.

A Acrópole é uma área elevada da capital grega que abriga alguns dos edifícios mais importantes da cidade. Entre eles está o Partenon, templo dedicado a Atena, descrita no material como a deusa padroeira de Atenas.

As esculturas removidas por Lord Elgin retratam cenas da mitologia grega, especialmente o nascimento de Atena. O novo fragmento, porém, ainda não teve sua localização original determinada com precisão dentro da Acrópole.

Resgate antigo e escavações modernas

Após o naufrágio do Mentor, Elgin enviou mergulhadores de esponjas até os destroços para tentar recuperar o carregamento. Muitas das esculturas foram resgatadas e depois vendidas ao Museu Britânico em 1816, onde permanecem até hoje.

As escavações arqueológicas modernas nos restos do navio começaram em 2009. Embora a estrutura do Mentor esteja em grande parte desintegrada, as investigações vêm revelando diferentes vestígios associados ao naufrágio e à vida a bordo no século XIX.

Entre os achados anteriores mencionados no material estão um jogo de xadrez, restos do revestimento de cobre do navio e uma lareira de barro usada pelos tripulantes. As descobertas mais recentes agora acrescentam a esse conjunto o pequeno fragmento de mármore ligado à Acrópole.

Disputa em torno dos mármores

O caso se conecta diretamente à disputa histórica sobre a retirada das esculturas da Acrópole. Quando Lord Elgin removeu essas peças, a Grécia estava sob controle do Império Otomano, contexto citado no material base.

Elgin afirmava ter recebido autorização adequada de autoridades otomanas para retirar as esculturas. A Grécia, por sua vez, sustenta que ele não possuía a permissão necessária e ressalta que o país estava ocupado pelo Império Otomano naquele período.

Com isso, a Grécia pediu a devolução das esculturas ao Museu Britânico. O fragmento agora encontrado pelos mergulhadores nos destroços do Mentor reforça a ligação direta entre o navio naufragado em 1802 e o transporte das peças retiradas da Acrópole de Atenas.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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