Estudo da Oxford indica que o uso de turbinas verticais pode fazer com que as usinas eólicas tenham desempenho melhor
A busca global por neutralizar as emissões de carbono até 2050 continua impulsionando o crescimento da energia eólica. Em 2024, a capacidade instalada mundial atingiu um recorde de 117 GW, superando ligeiramente os 116,6 GW de 2023.
No entanto, esse avanço ainda está aquém da meta de 320 GW anuais necessária para triplicar a capacidade renovável até 2030, conforme estabelecido pela ONU.
A China liderou as instalações em 2024, com 79,8 GW adicionados, seguida pelos Estados Unidos, com cerca de 4,1 GW.
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Apesar do crescimento, desafios como instabilidade política, dificuldades de licenciamento e limitações na infraestrutura de transmissão continuam a dificultar o progresso global.
No Brasil, a energia eólica representa uma parcela significativa da matriz energética. Em 2024, o país alcançou uma capacidade instalada de aproximadamente 30,45 GW, consolidando-se como um dos líderes em energia eólica na América Latina.
Foram simuladas mais de 11.500 horas em um computador para conseguir provar que as usinas de energia eólica podem aumentar significativamente o seu desempenho se migrarem das turbinas eólicas com hélices de eixo tradicional para hélices de eixo vertical, chamadas de (VAWTs).
O estudo provou, pela primeira vez, a superioridade das turbinas verticais em relação aos projetos tradicionais. O estudo descobriu que, ao usar as turbinas verticais em uma linha, o desempenho delas é maximizado.
Quanto mais eficiência em energia eólica, melhor para o meio ambiente
“Este estudo evidencia que o futuro dos parques eólicos deve ser vertical. As turbinas de parques eólicos de eixo vertical podem ser projetadas para serem muito mais próximas umas das outras, aumentando sua eficiência e, por fim, reduzindo os preços da eletricidade. No longo prazo, os VAWTs podem ajudar a acelerar a transição verde de nossos sistemas de energia, para que mais energia limpa e sustentável venha de fontes renováveis“, disse Tzanakis.
Um estudo da Global Wind Report mostrou que os países devem instalar parques eólicos três vezes mais rápido na próxima década. Só assim será possível seguir o cronograma de zerar as emissões de carbono.


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