Em Londres, Trump critica duramente Putin, defende novas sanções ao petróleo russo e promete reavaliar a postura dos EUA na guerra da Ucrânia. Saiba os detalhes da coletiva conjunta com o premiê britânico Keir Starmer.
Durante coletiva em Londres, Donald Trump elevou o tom contra Vladimir Putin e colocou o petróleo no centro de sua estratégia política e econômica. O presidente dos Estados Unidos deixou claro que se sente traído pelo líder russo e que pretende ampliar sanções para enfraquecer Moscou.
Ao lado do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, Trump afirmou que não aceitará que países aliados mantenham a compra de petróleo russo enquanto o conflito na Ucrânia continua.
Trump se diz traído por Putin
Ao comentar a relação com o presidente russo, Trump não escondeu a frustração. Segundo ele, “considerava este conflito mais fácil de resolver devido ao meu relacionamento com o presidente Putin, mas ele falhou comigo, ele realmente falhou comigo”. A fala, além de demonstrar mágoa pessoal, revela uma mudança de postura estratégica dos EUA em relação ao Kremlin.
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O líder norte-americano destacou que, apesar de acreditar no diálogo, não enxerga mais sinais de compromisso por parte de Moscou. “Os soldados russos estão sendo mortos em um ritmo mais rápido que os ucranianos, e isso mostra que o conflito só tende a se agravar”, acrescentou.
Pressão sobre o petróleo russo
Trump também voltou a focar na questão energética. Para ele, a compra de petróleo russo por países europeus mina os esforços de guerra. “Estou disposto a fazer outras coisas, mas não enquanto as pessoas por quem luto estiverem comprando petróleo da Rússia. Se o preço do petróleo cair, muito provavelmente, a Rússia se conformará”, afirmou.
As declarações reforçam a ideia de que o governo norte-americano pretende usar o petróleo como ferramenta central de pressão geopolítica. Trump lembrou ainda que sanções à Índia já foram impostas e não descartou medidas mais severas para outros importadores de energia russa.
Keir Starmer, que participou da coletiva, reforçou a linha dura contra Putin. O premiê britânico avaliou que “Putin está ficando mais ousado, ou é imprudente, por isso os aliados precisam intensificar as ações contra ele”. O alinhamento entre Washington e Londres fortalece a expectativa de novos pacotes de sanções direcionados ao setor energético russo.
Histórico de Trump em conflitos internacionais
Em meio às críticas, Trump tentou destacar sua experiência em diplomacia. Segundo ele, sua administração já teria “resolvido sete guerras que pareciam insolúveis”. Embora não tenha detalhado quais seriam esses casos, o presidente insistiu que sua liderança é capaz de encontrar saídas rápidas para situações complexas.
Apesar disso, o republicano admitiu que a guerra na Ucrânia não seguiu os planos que havia imaginado. “Na guerra a gente nunca sabe o que pode acontecer. Você acha que tal situação pode ser fácil ou difícil, e acaba sendo exatamente o contrário”, refletiu.
Ao encerrar a coletiva, Trump minimizou as diferenças entre ele e Starmer, mas apontou divergências sobre o conflito no Oriente Médio. Segundo ele, “há poucas divergências, e uma delas é sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, que o Reino Unido apoia e os Estados Unidos não”.
Mesmo com esses pontos de atrito, o presidente norte-americano reforçou a confiança em chegar a um acordo entre Rússia e Ucrânia, desde que o petróleo continue sendo usado como instrumento de pressão contra Moscou.
