Henrique, de 4 anos, e Davi, de 12, chamaram atenção nas redes sociais com registros de pescaria em Goiás, incluindo um pirarucu de 130 kg e tambaquis acima de 20 kg. A rotina começou como lazer entre pais, filhos e avós, mas ganhou alcance nacional ao mostrar crianças em contato com a pesca esportiva, equipamentos modernos e a prática do pesque e solte
Os irmãos goianos Henrique Nunes Guimarães, de 4 anos, e Davi Nunes Guimarães, de 12, passaram a chamar atenção nas redes sociais com vídeos de pescaria em Goiás. Entre os registros que mais impressionaram está a captura de um pirarucu de 130 kg, pescado por Davi em Itapuranga.
Segundo o G1 Goiás, a família mora em Anápolis e publica os vídeos no perfil “Quem pega é nois”, que já ultrapassou 1 milhão de visualizações. A repercussão cresceu porque os registros misturam peixe grande, criança pequena, técnica de arremesso e uma rotina familiar longe do ambiente urbano.
O pai dos meninos, o empresário e engenheiro Duilio Guimarães Teles, de 46 anos, contou que a pescaria entrou cedo na vida dos filhos. Davi pesca com pais e avós desde os 3 anos; Henrique, hoje com 4, aparece em registros desde 1 ano e 10 meses.
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A família apresenta a pesca como atividade acompanhada, feita em grupo e ligada ao pesque e solte, prática comum na pesca esportiva.
O pirarucu de 130 kg virou o registro mais forte, mas os números não param nele
O maior peixe citado pela família foi o pirarucu de 130 kg pescado por Davi em Itapuranga. O número chama atenção porque o pirarucu é um dos maiores peixes de escamas de água doce do mundo. A Embrapa descreve a espécie, de nome científico Arapaima gigas, como capaz de chegar a cerca de 200 kg e 3 metros de comprimento.

Davi também pescou um tambaqui de 28 kg em Anápolis, outro registro de peso para uma criança de 12 anos. Já Henrique, com apenas 4 anos, aparece na família como responsável por capturas que incluem um tambaqui de 24 kg em Trindade, além de pescarias na região da Serra da Mesa, onde os parentes têm rancho.
A diferença entre os irmãos está mais na idade do que no envolvimento com a atividade. Davi aparece como o mais experiente nos vídeos e também apresenta novidades do mercado da pesca esportiva. Henrique virou destaque por executar arremessos com boia e carretilha, movimento que exige coordenação e costuma ser difícil até para adultos iniciantes.
Henrique tem 4 anos e virou o rosto mais curioso dos vídeos
Nos vídeos da família, Henrique chama atenção antes mesmo de o peixe aparecer. A imagem de uma criança pequena segurando equipamento de pesca, fazendo arremesso e participando da captura de peixes grandes foge do que muita gente espera ver nessa idade.
O pai afirma que o menino costuma dizer que “nasceu pescando”. A frase virou parte da narrativa familiar, mas os registros mostram algo mais concreto: a criança cresceu acompanhando pais, avós e o irmão em pescarias, sempre dentro de uma rotina em que os adultos estão por perto.
Essa presença da família muda a leitura da cena. O foco não é transformar a pescaria infantil em disputa, nem tratar peixe grande como troféu a qualquer custo. A força dos vídeos está no contraste entre a idade de Henrique e a habilidade que ele demonstra diante da câmera.
Do Instagram ao TikTok, a pescaria virou conteúdo com peixe grande, equipamento novo e rotina ao ar livre
O perfil “Quem pega é nois” cresceu porque entrega uma combinação que funciona muito nas redes sociais: cenas curtas, crianças protagonistas, expectativa antes da captura e peixes que parecem maiores quando aparecem ao lado dos meninos.
Um dos vídeos de Davi, mostrando um sonar usado em pesqueiros, passou de 300 mil visualizações. O equipamento ajuda a mostrar o que acontece debaixo d’água e aproxima a pescaria de um público que também gosta de tecnologia, não apenas de vara, linha e anzol.
No TikTok, a família também teve repercussão com a captura de uma pirarara, que superou 245 mil visualizações. Esse tipo de vídeo costuma prender o público pelo suspense natural da pescaria, quando ninguém sabe o tamanho do peixe até ele aparecer.
A exposição, porém, exige cuidado. Quando crianças aparecem em atividades ao ar livre, especialmente perto de água e com equipamentos de pesca, a supervisão de adultos deixa de ser detalhe. No caso dos irmãos goianos, a narrativa apresentada pela família é de lazer acompanhado, com participação direta dos pais e dos avós.
Goiás tem regras para pesca esportiva, licença e transporte de pescado
A repercussão dos irmãos também coloca a pesca esportiva de Goiás em evidência. Conforme informações publicadas pelo Governo de Goiás em 2 de março de 2026, o estado mantém regras específicas para quem pesca, mesmo após o fim da piracema. Entre elas estão a necessidade de licença e a chamada cota zero para transporte de pescado.
A Instrução Normativa Semad nº 17, publicada no Diário Oficial de Goiás em 28 de maio de 2026, fixou por quatro anos a proibição do transporte rodoviário de pescado em todas as bacias hidrográficas do estado nas modalidades amadora, esportiva, conduzida e subaquática. A norma também prevê que menores de 18 anos são isentos da taxa, mas continuam obrigados a obter e apresentar a licença.
A pesca esportiva, pela regra estadual, está ligada ao sistema de pesque e solte em situações previstas pela norma. Durante o defeso, a pesca esportiva e a conduzida ficam permitidas apenas em reservatórios, com devolução imediata do peixe ao corpo hídrico e uso de anzóis sem fisga.
O pirarucu tem uma camada extra de atenção. O Ibama informou em 23 de março de 2026 que a espécie passou a ser tratada como exótica invasora fora de sua área de ocorrência natural, o bioma amazônico, com autorização de pesca para controle populacional em determinadas regiões hidrográficas. Ainda assim, o próprio órgão reforça que a atividade deve seguir a legislação local e as orientações ambientais de cada estado.
