A tecnologia de trem sem trilhos desperta interesse em 7 capitais brasileiras, com o sistema “bonde urbano digital” sendo testado no Paraná. Entenda o que é, como funciona e por que pode revolucionar o transporte público.
Um sistema inovador de trem sem trilhos será testado pelo Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) entre as cidades de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, a partir dos próximos meses.
A tecnologia atraiu o interesse de pelo menos sete capitais brasileiras, que já manifestaram desejo de adotar o sistema.
O veículo, conhecido como “bonde urbano digital”, funciona sem trilhos e foi apresentado pelo governo do Estado do Paraná.
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A expectativa é de que essa nova alternativa melhore a mobilidade urbana, reduza custos e torne o transporte coletivo mais eficiente.
Sobre o sistema de trem sem trilhos
O sistema de trem sem trilhos também é chamado de “bonde urbano digital” (BUD) e utiliza pneus em vez de rodas sobre trilhos.
Ele combina direção guiada por sensores e marcações digitais no pavimento, dispensando a estrutura tradicional de trilhos metálicos.
A alternativa se posiciona como meio-termo entre ônibus convencional e veículo leve sobre trilhos (VLT), oferecendo agilidade e menor impacto de obra.
Onde e quando o projeto será implantado
No estado do Paraná, o teste do trem sem trilhos está programado para operar numa linha de cerca de 13 km entre Pinhais e Piraquara, com funcionamento previsto para novembro de 2025.
A empresa chinesa CRRC Nanjing Puzhen fornece a tecnologia para o veículo que será utilizado no ensaio.
Além do Paraná, ao menos sete capitais brasileiras — entre elas São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre — manifestaram interesse pelo trem sem trilhos.
O modelo não se limita ao país: Argentina e Chile também demonstraram curiosidade pela inovação.
Como funciona a tecnologia do trem sem trilhos
O trem sem trilhos envolve sistema de pneus, guiagem magnética ou digital embutida no asfalto, e sensores que garantem estabilidade e percurso preciso.
O BUD dispensaria trilhos físicos, o que reduz obra pesada e investimento inicial em infraestrutura.
Ainda assim, o veículo entrega uma “sensação de trem”, segundo seus idealizadores.
Por que o trem sem trilhos pode representar uma virada na mobilidade?
Enquanto o transporte coletivo enfrenta desafios de agilidade e custo, o trem sem trilhos se apresenta como solução para trilhos de alto custo e para ônibus congestionados.
Portanto, a adoção desse sistema pode melhorar a eficiência urbana, reduzir tempos de viagem e oferecer nova opção aos usuários.
Além disso, a flexibilidade da tecnologia permite implantação em menor tempo, o que incentiva cidades a considerarem o modelo.
Desafios e críticas ao novo sistema
Embora promissor, o trem sem trilhos ainda sofre questionamentos sobre durabilidade, adaptação à infraestrutura existente e integração com outras modais.
Alguns especialistas apontam que pneus, pavimentos e sensores exigem manutenção diferente dos trilhos tradicionais.
Ainda assim, o fato de já atrair capitais e estados demonstra que o debate sobre mobilidade urbana está em processo de transformação.
Para as cidades que adotarem esse sistema de trem sem trilhos, haverá impacto direto no planejamento urbano, atração de investimento e melhoria no transporte público.
Para o usuário cotidiano, significa mais conforto, previsibilidade e possibilidade de novas rotas entre municípios.
Além disso, a adoção pode favorecer deslocamentos intermunicipais e reduzir uso de carros, contribuindo para menos congestionamento e emissões.
Em resumo, o trem sem trilhos, sob a forma de bonde urbano digital, mostra-se como alternativa promissora para mobilidade no Brasil.
Com teste em andamento no Paraná e interesse de sete capitais, o modelo pode transformar a maneira de pensar transporte coletivo.
Assim, o que parecia futurista começa a se tornar realidade — e vale acompanhar como as cidades reagem a essa inovação.
Com informações do site ND Mais.

Tem algo errado. Se a velociadade é 70 km por hora, não tem como ele fazer 5 km em 30 segundos.
5 km em 30 segundos é uma velocidade de 600 km/h. Nem o trem-bala mais rápido consegue essa velocidade. Acho que não há pneu que suporte essa velocidade; os pneus de Fórmula 1, por exemplo, não conseguem fazer a prova inteira com o mesmo jogo e percorrem cerca de 300 km de distância.
Colocaram a fonte ND+ e não trouxeram a informação correta. O BUD anda 5 km com 30 segundos de carga por ser elétrico.