Conheça o projeto do Trem mais rápido da América do Sul, que ligará Rio e São Paulo em 1h30 e deve atender 45 mil pessoas por dia com tecnologia de alta velocidade.
O Trem mais rápido da América do Sul está cada vez mais próximo de sair do papel e promete transportar até 45 mil passageiros por dia entre Rio de Janeiro e São Paulo em apenas 1h30 de viagem. A iniciativa da TAV Brasil foi confirmada como um dos projetos mais ambiciosos de mobilidade do país, marcando um novo capítulo na história ferroviária brasileira.
O que envolve o projeto do Trem mais rápido da América do Sul
Pensado para percorrer cerca de 417 quilômetros, o trem de alta velocidade será o mais veloz do continente, capaz de competir diretamente com ônibus e aviões.
De acordo com especialistas, a possibilidade de completar o trajeto em cerca de 90 minutos tem grande potencial de substituir parte das viagens aéreas entre as duas cidades — atualmente uma das rotas mais movimentadas do mundo.
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O Peru projeta construir com tecnologia e capital chineses o que pretende ser o trem mais rápido da América do Sul, uma linha de alta velocidade entre Lima e Ica a até 200 km/h, mas a obra de US$ 6,5 bilhões só deve ficar pronta por volta de 2032
Além da rapidez, o projeto também mira maior segurança, conforto e regularidade de horários, características do modal ferroviário que têm ganhado força em vários países.
Licenciamento ambiental atrasa o cronograma
Apesar do avanço, o projeto enfrenta desafios. O CEO da TAV Brasil, Bernardo Figueiredo, afirma que a principal razão para o atraso foi a morosidade no licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama.
Segundo ele, o órgão ficou sobrecarregado em meio a outras demandas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que acabou adiando a liberação de etapas técnicas fundamentais para o início das obras.
Esse tipo de demora é comum em empreendimentos de grande porte, especialmente quando envolve análises de impacto ambiental, preservação de áreas sensíveis e integração com os municípios ao longo da rota.
Capacidade para 30 milhões de passageiros por ano
Quando estiver funcionando plenamente, o Trem mais rápido da América do Sul deverá transportar cerca de 30 milhões de passageiros por ano, representando aproximadamente 45 mil pessoas por dia.
Esse volume coloca o sistema como um dos maiores projetos ferroviários de alta velocidade da região.
Outro destaque é a integração das estações com sistemas metropolitanos, como metrô e trens urbanos, facilitando o deslocamento local e ampliando o alcance do serviço.
Investimento bilionário e tarifas competitivas
O empreendimento está avaliado em R$ 60 bilhões, investimento integralmente privado. As estações estão sendo planejadas para oferecer infraestrutura moderna, conforto e conexão com outros modais.
A TAV Brasil também projeta tarifas entre R$ 300 e R$ 500, buscando competir diretamente com os preços das passagens aéreas e rodoviárias.
A expectativa é que o custo acessível atraia diferentes perfis de usuários — do trabalhador frequente ao turista eventual.
Trem mais rápido da América do Sul: Um sonho discutido há mais de 35 anos
Embora agora esteja mais próximo da concretização, o trem de alta velocidade entre Rio e São Paulo não é uma ideia recente.
Há mais de três décadas o país discute propostas, estudos e modelos operacionais para tornar o projeto possível.
A autorização concedida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que o trecho seja construído e operado por até 99 anos representou um divisor de águas, permitindo que as etapas de engenharia e formatação financeira avançassem.
O impacto na mobilidade
A implantação do Trem mais rápido da América do Sul colocará o Brasil na liderança regional em transporte ferroviário de alta velocidade.
Nenhum outro país sul-americano possui um sistema com rapidez e alcance comparáveis ao planejado pela TAV Brasil.
Além de reduzir a dependência de voos domésticos curtos, a tecnologia deve contribuir para a diminuição das emissões de carbono e fomentar o desenvolvimento econômico ao longo de um dos corredores mais estratégicos do país.
Enquanto isso, as fases finais de engenharia continuam em andamento, assim como as negociações com investidores e o processo regulatório.

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