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Transporte aéreo offshore dispara no Brasil, ultrapassa 2,5 milhões de passageiros e revela como o petróleo transformou aeroportos do Rio em peças-chave da logística nacional

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 17/06/2026 às 10:48
Atualizado em 17/06/2026 às 10:50
Helicóptero em operação offshore se aproxima de plataforma no mar, representando o transporte aéreo de trabalhadores do setor de petróleo e gás.
Helicóptero realiza operação de suporte offshore em plataforma marítima, atividade essencial para o transporte de trabalhadores do petróleo e gás.
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Levantamento inédito do PMCTA mostra avanço de 21,2% no transporte aéreo offshore entre 2022 e 2024, com forte concentração das operações no Rio de Janeiro.

O transporte aéreo offshore no setor de petróleo e gás cresceu de forma expressiva na costa brasileira.

Segundo levantamento inédito do Programa Macrorregional de Caracterização do Tráfego de Aeronaves (PMCTA), o número de passageiros transportados passou de 775 mil em 2022 para 939.889 em 2024.

Na prática, o avanço foi de 21,2% em dois anos.

Durante o triênio, as operações de suporte offshore movimentaram 2,58 milhões de passageiros e somaram 137.209 voos.

Os registros envolveram operações em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Levantamento técnico revela a força da aviação offshore no Brasil

O estudo faz parte do PMCTA, uma ação vinculada ao Licenciamento Ambiental Federal.

A iniciativa é conduzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A responsabilidade pelo programa é da Petrobras.

De acordo com o levantamento, foram identificados os aeroportos estratégicos usados pela indústria de petróleo e gás no Sul e Sudeste do país.

Ao todo, o estudo considerou operações de dez operadoras do setor.

Dessa forma, o PMCTA revelou como a aviação se tornou uma peça essencial na logística offshore brasileira.

Rio de Janeiro concentra quase todos os voos de suporte offshore

O Rio de Janeiro aparece como o principal eixo da aviação offshore no Brasil.

O estado respondeu por 92,2% dos voos de suporte registrados entre 2022 e 2024.

Entre os principais polos operacionais estão Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Cabo Frio, Macaé e Maricá.

Essas cidades ganharam destaque por causa das atividades ligadas às bacias de Campos e Santos.

Nesse cenário, o Rio se consolidou como centro estratégico para o transporte aéreo de trabalhadores do setor.

Bacia de Campos lidera o ranking nacional do transporte aéreo offshore

A Bacia de Campos ocupa a primeira posição no ranking nacional.

Entre 2022 e 2024, a região respondeu por 44,6% dos passageiros transportados.

Esse percentual representa 1,15 milhão de pessoas movimentadas no período.

Logo depois aparece a Bacia de Santos, com 37,4% do fluxo total monitorado.

As operações ligadas ao Espírito Santo representaram 18% da movimentação.

Assim, as três áreas concentram a maior parte da demanda aérea offshore observada pelo PMCTA.

Quatro aeroportos concentram 88% da movimentação de passageiros

A infraestrutura aérea do setor apresentou forte concentração operacional.

Apenas quatro aeroportos responderam por 88% de toda a movimentação de passageiros registrada entre 2022 e 2024.

O principal destaque foi o Heliporto Farol de São Tomé (SBFS), em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

O terminal manteve a liderança nacional e registrou 380.743 passageiros somente em 2024.

No acumulado do triênio, o heliporto somou cerca de 980 mil passageiros.

Com esse resultado, concentrou sozinho 38% de toda a movimentação aérea offshore no Brasil.

Maricá cresce 396% e vira nova base estratégica da Bacia de Santos

O Aeroporto de Maricá (SBMI) também aparece como um dos grandes destaques do levantamento.

O terminal fluminense registrou alta de 396% no número anual de passageiros.

Em 2022, foram 14.018 passageiros.

Em 2024, o volume chegou a 69.601 passageiros.

No acumulado dos três anos, o aeroporto movimentou 103 mil passageiros.

Dessa maneira, Maricá se consolidou como uma nova base estratégica para operações da indústria na Bacia de Santos.

Ranking dos aeroportos offshore entre 2022 e 2024

O levantamento do PMCTA detalhou a movimentação acumulada por aeroporto no triênio.

1. Heliporto Farol de São Tomé (SBFS), Campos dos Goytacazes: 980 mil passageiros, ou 38%.

2. Aeroporto de Jacarepaguá (SBJR), Rio de Janeiro: 586 mil passageiros, ou 22,7%.

3. Aeroporto de Cabo Frio (SBCB), Cabo Frio: 360 mil passageiros, ou 13,9%.

4. Aeroporto de Macaé (SBME), Macaé: 351 mil passageiros, ou 13,6%.

5. Aeroporto Eurico de Aguiar Salles (SBVT), Vitória: 143 mil passageiros, ou 5,5%.

6. Aeroporto de Maricá (SBMI), Maricá: 103 mil passageiros, ou 4%.

7. Aeroporto Bartolomeu Lisandro (SBCP), Campos dos Goytacazes: 40 mil passageiros, ou 1,5%.

8. Aeroporto Ministro Victor Konder (SBNF), Navegantes: 18 mil passageiros, ou 0,7%.

9. Santos Dumont, Galeão e outros aeroportos: 1 mil passageiros, ou 0,03%.

O que os dados mostram sobre a logística do petróleo

Os números indicam que o transporte aéreo se tornou parte essencial da operação offshore no Brasil.

A logística do setor permanece fortemente concentrada no Rio de Janeiro.

A liderança da Bacia de Campos, o avanço da Bacia de Santos e o crescimento de Maricá reforçam essa concentração.

Ao mesmo tempo, os dados mostram a importância dos aeroportos e heliportos no deslocamento de trabalhadores do petróleo.

Segundo o PMCTA, o programa acompanha operações de produção e escoamento de petróleo e gás natural nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.

Portanto, o estudo ajuda a entender como o tráfego de aeronaves sustenta a rotina operacional da indústria offshore brasileira.

Transporte aéreo offshore mostra peso da indústria no litoral brasileiro

O crescimento de 21,2% entre 2022 e 2024 reforça a relevância da aviação para o setor de petróleo e gás.

A marca de 2,58 milhões de passageiros no triênio também evidencia a dimensão da logística envolvida nas operações offshore.

Nesse contexto, aeroportos do Rio de Janeiro ganharam papel central em uma engrenagem que conecta trabalhadores, bases terrestres e atividades em alto-mar.

O que você acha que esse crescimento revela mais: a força do setor de petróleo e gás ou a necessidade de ampliar a infraestrutura logística no Brasil? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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