Boeing 767-300ER da Aeronexus leva jogadores e comissão técnica, enquanto a Azul participa apenas da caracterização visual da aeronave
A viagem da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 começou com um detalhe incomum e rapidamente chamou atenção. A delegação comandada por Carlo Ancelotti embarcou nesta segunda-feira, 1º de junho, em um Boeing 767-300ER com adesivagem da Azul. A aeronave, porém, não pertence à companhia brasileira, mas sim à empresa sul-africana Aeronexus. O avião tem matrícula ZS-NEX e foi fretado para transportar jogadores e comissão técnica até os Estados Unidos.
Parceria com a Azul explica pintura do avião
A presença da marca da Azul na fuselagem gerou curiosidade porque a companhia não opera o avião usado pela seleção. A CBF solicitou uma aeronave executiva com mais de 90 assentos nessa configuração, algo que não existe atualmente no Brasil. Por isso, a própria confederação fretou o Boeing 767-300ER junto à Aeronexus, que também fornecerá a tripulação. A Azul, por sua vez, ficará responsável apenas pela caracterização externa da aeronave, dentro da parceria com a entidade.

Operação foge do padrão das últimas Copas
A viagem em um avião de uma empresa, mas com adesivagem de outra, é algo incomum na rotina recente da seleção brasileira. No Mundial de 2022, a delegação viajou para o Catar em uma aeronave da Qatar Airways, sem pintura da Gol, patrocinadora naquele período. Já em 2018, a CBF alugou um Airbus A340, também sem adesivagem da companhia parceira da época. Assim, a operação de 2026 se diferencia das duas viagens anteriores da equipe em Copas do Mundo.
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Chegada aos Estados Unidos marca início da preparação
Os jogadores e integrantes da comissão técnica pousarão na manhã desta terça-feira, 2 de junho, no Aeroporto de Newark, nos Estados Unidos. Depois disso, a delegação seguirá para o Centro de Treinamento do New York Red Bulls, localizado em Morristown, em Nova Jersey. O local servirá como base inicial da seleção durante a preparação. Apesar do voo internacional de cerca de dez horas, o Boeing da Aeronexus não será usado nos deslocamentos internos da Copa, que serão feitos por companhias aéreas norte-americanas.

Boeing 767-300ER tem perfil para voos longos
O Boeing 767-300ER é uma aeronave de fuselagem larga criada para rotas de longa distância. Dependendo da configuração escolhida pela operadora, o modelo pode levar mais de 200 passageiros e tem autonomia para viagens intercontinentais sem escalas. No caso da seleção brasileira, o avião conta com estrutura voltada para operações charter, ou seja, voos fretados exclusivos, sem venda de passagens ao público geral. Essa configuração oferece mais espaço interno do que aeronaves convencionais usadas em voos domésticos.
Aeronexus atende grupos esportivos e turnês internacionais
A Aeronexus atua justamente no segmento de voos exclusivos para equipes esportivas, delegações governamentais, turnês musicais e clientes que precisam de transporte reservado. O mesmo avião já foi usado pela banda britânica Rolling Stones em algumas turnês e também pelo Flamengo, entre outros clientes. Dessa forma, a escolha atende à necessidade logística da CBF, enquanto a identidade visual da Azul reforça a parceria comercial com a seleção brasileira.
A viagem rumo ao hexa começa, portanto, com uma operação diferente das últimas Copas e com um avião que virou assunto antes mesmo da estreia.
Afinal, quando a seleção brasileira embarca para uma Copa do Mundo em uma aeronave estrangeira adesivada por uma companhia nacional, até o voo entra no centro das atenções.

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