Gesto sincronizado mistura futebol, cultura nórdica e arquibancadas em uma das cenas mais curiosas da Copa do Mundo
A remada viking da Noruega se tornou uma das manifestações mais comentadas da Copa do Mundo. A coreografia, feita por torcedores e jogadores, chama atenção pelo visual forte, pelo ritmo crescente e pela ligação direta com a cultura nórdica.
Nas arquibancadas, os noruegueses se sentam lado a lado, em grandes fileiras, como se estivessem dentro de um barco. Em seguida, inclinam o corpo para frente e puxam os braços para trás, simulando o movimento de uma remada coletiva.
Depois, o gesto se repete em sentido contrário, enquanto o tambor acelera e aumenta a energia no estádio. Durante a comemoração, também é possível ouvir o grito “Ro”, palavra que significa “remar” em norueguês.
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Gesto recente surpreendeu quem pensava em tradição antiga
A forte ligação com os vikings pode dar a impressão de uma tradição milenar. A remada viking, porém, é uma manifestação recente, criada pelo professor norueguês Ole Frøystad e divulgada pelas redes sociais.
A ideia era criar algo simples, curto e marcante, mas que também representasse a identidade cultural da Noruega. Por isso, o professor buscou inspiração nos vikings, povos da Escandinávia associados aos grandes barcos usados entre os séculos 8 e 11.
Frøystad também se inspirou em cantos do Rosenborg, tradicional clube norueguês. A comemoração da torcida da Islândia na Eurocopa de 2016, conhecida como “Palma do Viking”, também serviu como referência.
Segundo o portal UOL, a principal diferença está na troca das palmas pelo movimento de remar.
Primeira reação não foi tão empolgada
A remada não conquistou todo mundo logo de início. Quando foi testada em um amistoso contra a Suíça, parte da torcida considerou o gesto estranho e até bobo.
Ole Frøystad e outros torcedores insistiram na ideia. Vídeos explicando como fazer a coreografia começaram a circular na internet e ajudaram a popularizar o movimento.
A remada ganhou força antes mesmo da Copa do Mundo. Os vídeos já acumulavam milhões de visualizações quando a seleção norueguesa passou a repetir o gesto junto da torcida.
Homenagem à cultura nórdica ganhou força mundial
Para o jornalista Lars Bryne, ouvido pela ESPN, a remada representa uma homenagem direta à cultura nórdica. O gesto faz referência à forma sincronizada como os vikings remavam em seus barcos.
Segundo Bryne, a ideia é levar aos jogadores e ao estádio uma espécie de energia viking. Na prática, torcida e seleção passam a agir como se estivessem no mesmo barco, remando na mesma direção.
Essa imagem ajudou a transformar a celebração em um símbolo de união, identidade nacional e apoio coletivo.
Por que a remada viking chamou tanta atenção?
A força da remada viking da Noruega está justamente na simplicidade. O movimento é fácil de entender, tem impacto visual e cria uma cena poderosa nas arquibancadas.
A combinação de tambor, gritos e gestos sincronizados torna a comemoração altamente compartilhável nas redes sociais. Na Copa, esse tipo de imagem costuma ganhar repercussão rapidamente, principalmente quando envolve cultura, torcida e jogadores.
A remada deixou de ser apenas uma brincadeira criada por um professor. Agora, ela virou uma das marcas da participação norueguesa no torneio.
A celebração mostra como uma ideia simples pode ganhar o mundo quando mistura futebol, pertencimento e espetáculo.
E você, acha que a remada viking pode virar uma das comemorações mais lembradas desta Copa do Mundo? Deixe sua opinião!
