Projeto 150D avança em testes no interior paulista e prepara a Toyota para disputar um dos segmentos mais movimentados do mercado brasileiro, com picape monobloco derivada do Corolla Cross, motorização flex conhecida e futura versão híbrida plug-in flex.
A Toyota já testa em rodovias do interior de São Paulo a nova picape média compacta derivada do Corolla Cross, projeto conhecido internamente como 150D e previsto para estrear no Brasil no primeiro semestre de 2027, segundo apuração do Autos Segredos.
O modelo terá carroceria monobloco, porte abaixo da Hilux e foco direto na Fiat Toro, atual referência entre as picapes intermediárias.
A lista de rivais também deve incluir futuras concorrentes como Renault Niagara e BYD Mako, esta última prevista para chegar ao país ainda em 2026.
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Os protótipos já circulam com carroceria definitiva e camuflagem zebrada, sem grandes enxertos para esconder proporções ou volumes.
Essa fase indica que a Toyota avançou para testes de validação em uso real, etapa comum antes de ajustes finais de suspensão, acabamento, calibração mecânica e eletrônica.
Picape Toyota Corolla Cross terá base monobloco
A futura picape usará como ponto de partida a arquitetura do Corolla Cross, estratégia que permite reduzir custos industriais e aproveitar componentes já conhecidos pela marca.

A proposta é unir conforto de SUV, caçamba para uso cotidiano e posição intermediária entre compactas e médias tradicionais.
As laterais deverão manter estampagens muito próximas às do Corolla Cross, especialmente na região das portas e na linha de cintura.
A maior diferenciação ficará na traseira, onde a caçamba exigirá desenho próprio, tampa exclusiva e novo conjunto de iluminação.
Nas versões mais completas, as lanternas devem avançar sobre a tampa da caçamba e ser ligadas por uma barra iluminada em LED.
Já as configurações de entrada devem adotar solução mais simples, com acabamento em acrílico conectando visualmente os conjuntos ópticos.
O para-choque traseiro terá a placa de identificação e um apoio integrado para facilitar o acesso à caçamba quando a tampa estiver fechada.
Esse recurso mira a praticidade no transporte de objetos menores, sem exigir a abertura completa do compartimento de carga.
Visual da nova picape Toyota será exclusivo na dianteira
Embora a picape tenha origem no Corolla Cross, a dianteira não deve repetir integralmente o visual do SUV.
A Toyota prepara um conjunto exclusivo para dar ao modelo identidade própria e aparência mais robusta, compatível com a proposta de uma caminhonete.
A marca ainda não divulgou imagens oficiais nem confirmou publicamente detalhes do projeto.
Por enquanto, as informações vêm de apurações da imprensa especializada e de flagras de protótipos em áreas próximas às operações da Toyota no estado de São Paulo.
A estratégia segue uma tendência do mercado brasileiro, no qual picapes monobloco passaram a atrair consumidores que buscam mais conforto que uma caminhonete tradicional, mas não abrem mão de caçamba e posição elevada de dirigir.
Motor 2.0 flex equipará versões de entrada
As versões iniciais da nova picape devem usar o motor 2.0 Dynamic Force flex já aplicado em Corolla e Corolla Cross.
O conjunto entrega até 176 cv com etanol e 169 cv com gasolina, sempre a 6.600 rpm.
O torque máximo é de 21,4 kgfm com os dois combustíveis, disponível a 4.400 rpm.

A transmissão será automática do tipo CVT, com simulação de dez marchas, solução já conhecida nos modelos nacionais da Toyota.
Essa configuração deve atender às versões mais acessíveis da linha, voltadas a consumidores que priorizam confiabilidade mecânica, conforto de rodagem e custo de uso previsível.
Ainda não há confirmação segura sobre capacidade de carga, dimensões finais ou nomes das versões.
Híbrido plug-in flex será destaque da picape
Nas configurações mais caras, a picape deverá receber um sistema híbrido plug-in flex inédito para a Toyota no Brasil.
O conjunto combina motor 2.0 a combustão com motores elétricos e foi exibido pela marca em um Prius de nova geração durante a Fenasucro 2025.
No mercado americano, o sistema equivalente usa motor 2.0 a gasolina de 152 cv e 21,2 kgfm, associado a um motor elétrico de 120 kW, equivalente a 160 cv.
A potência combinada informada pela Toyota é de 223 cv. O câmbio é um e-CVT do tipo transaxle, integrado ao sistema híbrido.
Há ainda um motor elétrico adicional dedicado à tração integral sob demanda, solução chamada de E-Four pela fabricante japonesa.
Para o Brasil, a tecnologia deve ganhar adaptação flex, permitindo uso de etanol e gasolina.
A mudança pode alterar números de desempenho, mas os dados nacionais ainda não foram divulgados oficialmente pela Toyota.
Autonomia elétrica do Prius serve como referência
No Prius plug-in vendido fora do Brasil, a bateria de 13,6 kWh permite autonomia elétrica de até 86 km no ciclo WLTP.
Esse número serve como referência para o conjunto técnico que deve equipar a picape, mas a autonomia final dependerá da calibração local e do peso do veículo.
A mesma base híbrida plug-in flex também deve ser usada em outros produtos da Toyota para a América Latina, incluindo um futuro SUV cupê.
A movimentação reforça a aposta da marca em eletrificação combinada ao uso de biocombustíveis no mercado brasileiro.
Disputa com Fiat Toro e BYD Mako deve crescer
A chegada da picape ampliará a presença da Toyota em um segmento que cresceu com a Fiat Toro e passou a atrair projetos de diferentes fabricantes.
A disputa deve ficar mais intensa com a entrada de modelos eletrificados e novas propostas de uso urbano, familiar e profissional leve.
Até o lançamento, previsto para 2027, a Toyota ainda deve intensificar os testes em rodovias brasileiras e avançar na definição de versões, equipamentos e estratégia comercial.
A confirmação oficial de preços, capacidades e dados nacionais de consumo deve ocorrer mais perto da estreia.

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