A NOAA emitiu alerta de tempestade solar de nível G4 (severa) com vigência até 9 de maio de 2026 — a mais forte registrada em 23 anos. A erupção classificada como X1.9 disparou uma ejeção de massa coronal dirigida à Terra, e auroras boreais foram avistadas em 27 estados americanos. Astronautas da Estação Espacial Internacional foram orientados a se abrigar contra radiação.
Conforme o Diário do Comércio, esta é a tempestade solar mais intensa desde a Tempestade de Halloween de 2003, classificada como X17.
De acordo com a NOAA SWPC (Centro de Previsão de Clima Espacial), o alerta G4 é o segundo nível mais alto na escala de tempestades geomagnéticas.
Por isso, há risco direto a satélites, sistemas GPS, redes elétricas e centros de dados.
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Em consequência, operadoras de telecomunicações ativaram protocolos de monitoramento permanente.
Para efeito de comparação, a Tempestade de Carrington em 1859 — que provocou pane em telégrafos e auroras visíveis até no Caribe — é considerada o pior evento solar da história moderna.
Como mostrou o portal recentemente sobre Angra 3 e a infraestrutura energética brasileira, eventos extremos do espaço são exatamente o tipo de risco que redes elétricas modernas precisam absorver.

Como uma erupção X1.9 atinge a Terra em 2 dias
Toda erupção solar começa numa região ativa do Sol — uma mancha solar com campos magnéticos retorcidos.
De fato, quando esses campos colapsam, liberam radiação eletromagnética e partículas.
Conforme a CNN Brasil, a classificação de erupções solares vai de A (mais fraca) a X (mais forte).
Por isso, uma classe X1.9 é considerada significativa, mas não recorde.
Em seguida, a ejeção de massa coronal (EMC) viaja pelo espaço a velocidades de até 3.000 quilômetros por segundo.
Como resultado, plasma e partículas atingem o campo magnético terrestre em cerca de 1 a 3 dias.
De acordo com a NOAA, o alerta G4 atual reflete justamente o impacto da EMC dirigida à Terra.
Os 5 sistemas que mais sofrem com uma erupção G4
O impacto de um evento solar não é cinematográfico, mas é real:
- Redes elétricas: sobrecarga em transformadores de alta voltagem, risco de blecaute regional
- Satélites: degradação de eletrônicos, perda temporária de comunicação, risco de “stuck” em órbita
- GPS: erros de até dezenas de metros em navegação civil e militar
- Sinais de rádio: interferência em ondas curtas e em comunicações aeronáuticas polares
- Astronautas: radiação extra para tripulações da ISS e Tiangong (chinesa)
Conforme registros da NOAA, a Tempestade de Halloween em 2003 causou queima de transformadores na África do Sul.
Da mesma forma, a tempestade de 1989 em Quebec gerou apagão de 9 horas para 6 milhões de pessoas.
Por isso, operadoras norte-americanas e europeias ativaram protocolos de proteção.

Por que auroras chegaram a 27 estados americanos pela 1ª vez em décadas
Auroras boreais são produto direto de erupções solares.
De acordo com a NOAA, partículas carregadas colidem com átomos de oxigênio e nitrogênio na atmosfera.
Por isso, o céu fica iluminado em verde, vermelho e roxo — cores que dependem da altitude da colisão.
Em estado normal, auroras só aparecem em latitudes altas: Alasca, Canadá, Escandinávia, norte da Rússia.
Conforme a Midiamax, a explosão atual de maio é forte o suficiente para empurrar a aurora até os 27 estados.
Em consequência, fotos de aurora boreal em estados como Texas, Arizona e Nuevo México viraram virais.
A ISS e a Tiangong se abrigaram da tempestade solar — entenda o protocolo
Tripulações da Estação Espacial Internacional e da Tiangong chinesa receberam orientação de abrigo.
De acordo com a Fast Company Brasil, astronautas se posicionam em compartimentos com proteção extra contra radiação.
Por isso, atividades extra-veiculares (saídas no vácuo) ficaram suspensas durante o pico do evento.
Em consequência, a exposição extra à radiação poderia aumentar risco de câncer e catarata em astronautas.
Conforme registros da NASA, eventos solares fortes encurtam a vida útil de equipamentos eletrônicos em órbita.
Da mesma forma, a Tiangong chinesa adotou protocolos similares para suas tripulações em missões Shenzhou.

As 4 maiores tempestades solares já registradas
O histórico ajuda a dimensionar o evento atual.
Em 1859, a Tempestade de Carrington queimou estações de telégrafo no mundo inteiro.
De fato, é considerada o evento solar mais forte já registrado pela ciência.
Por isso, simulações modernas indicam que uma Carrington em 2026 causaria trilhões de dólares em prejuízo.
Em 1989, o evento solar de Quebec deixou 6 milhões sem luz.
Em seguida, em 2003, a erupção de Halloween (X17) provocou redirecionamentos de voos polares e queimou satélites.
De acordo com a NOAA, a tempestade atual se posiciona como a quarta mais forte do ranking moderno.
O que a NOAA monitora 24h durante uma tempestade solar
O Centro de Previsão de Clima Espacial da NOAA opera em ritmo de sala de guerra.
Conforme a operadora, sensores em satélites como o ACE e o DSCOVR medem velocidade e densidade do vento solar.
De acordo com a NASA, o satélite SOHO observa o Sol em comprimento de onda específico para detectar EMCs.
Por isso, a janela entre erupção e impacto na Terra (de até 3 dias) dá tempo de tomar medidas defensivas.
Como mostrou cobertura recente sobre infraestrutura energética e regulamentação no Brasil, a robustez de redes elétricas frente a eventos extremos é tema técnico-político simultâneo.

O que ainda pode mudar até 9 de maio de 2026
Por outro lado, previsão de clima espacial ainda é probabilística.
De acordo com a NOAA, a intensidade exata de uma tempestade solar só é confirmada quando o pico atinge sensores próximos à Terra.
Além disso, nem toda erupção classe X gera tempestade severa — depende da direção da EMC.
Conforme registros do setor, alarmes G4 emitidos nas últimas décadas em alguns casos resultaram em impacto bem menor do que o previsto.
Ainda assim, depois de quase um quarto de século sem evento desta magnitude, o evento de maio de 2026 já garantiu lugar nos livros de história — independentemente de seu impacto final.
