NASA detecta moléculas orgânicas em cometa interestelar 3I/ATLAS descoberto em 1º de julho de 2025, com registros do SPHEREx entre 8 e 15 de dezembro durante passagem pelo Sistema Solar
Um observatório espacial da NASA identificou cometa interestelar liberando moléculas orgânicas associadas à química pré-biológica no 3I/ATLAS, descoberto em 1º de julho de 2025, com dados coletados pelo SPHEREx entre 8 e 15 de dezembro de 2025 durante sua saída do Sistema Solar.
A detecção foi feita a partir da análise do material expelido pelo objeto enquanto ele se aproximava do Sol e posteriormente cruzava a região próxima à órbita da Terra. Entre os compostos identificados estão metanol, cianeto de hidrogênio e metano.
Descoberta e classificação do cometa interestelar
O 3I/ATLAS foi identificado pelo sistema automatizado ATLAS, voltado ao monitoramento de objetos próximos à Terra.
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Após a confirmação inicial, o corpo foi classificado como um raro cometa interestelar, por ter se formado fora do Sistema Solar.
Objetos desse tipo atravessam o espaço entre estrelas antes de ingressar temporariamente em sistemas planetários como o nosso.
A identificação do 3I/ATLAS ampliou o interesse científico sobre sua origem e composição.
Moléculas orgânicas detectadas na coma ativa
Durante sua trajetória, o aquecimento provocado pela proximidade com o Sol gerou a formação de uma coma ativa, composta por gás e poeira.
Essa nuvem se expandiu e possibilitou a liberação de moléculas orgânicas consideradas blocos químicos fundamentais.
Os dados mostram a presença de metanol, cianeto e metano, substâncias ligadas a reações que podem anteceder estruturas biológicas em ambientes adequados.
Embora não representem vida, são entendidas como componentes essenciais em processos pré-biológicos.
Papel do telescópio SPHEREx nas observações
O telescópio espacial SPHEREx, lançado em março de 2025, foi responsável por capturar as assinaturas químicas do cometa interestelar.
O equipamento opera no infravermelho com o objetivo de mapear o céu e analisar a composição de objetos celestes.
As observações ocorreram entre 8 e 15 de dezembro de 2025, período em que o 3I/ATLAS já seguia em trajetória de saída do Sistema Solar. Os registros permitiram identificar as moléculas presentes no material liberado.
Implicações científicas das análises
Especialistas apontam que o estudo do cometa interestelar oferece acesso direto à composição química primordial de um objeto formado em torno de outra estrela, possivelmente há bilhões de anos.
A presença desses compostos reforça a hipótese de que matéria orgânica complexa pode estar amplamente distribuída no universo.
Os resultados, no entanto, não indicam existência de vida no 3I/ATLAS, mas ampliam a compreensão sobre processos que podem anteceder seu surgimento.
As análises também destacam que a detecção dessas moléculas em um visitante interestelar amplia o entendimento sobre a circulação de compostos orgânicos entre sistemas estelares.
Com informações de Aventuras na História.
