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Telefones antigos viram bateria verde: novo método transforma lixo eletrônico e resíduo da indústria de papel em energia potente para carros elétricos e redes elétricas

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 20/02/2026 às 10:03 Atualizado em 20/02/2026 às 10:05
Método reaproveita telefones antigos e lignina para criar bateria de íon-sódio com alta capacidade e foco em energia sustentável.
Método reaproveita telefones antigos e lignina para criar bateria de íon-sódio com alta capacidade e foco em energia sustentável.
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Novo método transforma telefones antigos descartados e lignina industrial em compósito para baterias de íon-sódio, alcançando capacidade inicial superior a 1.000 miliamperes-hora por grama e propondo alternativa sustentável para armazenamento em veículos elétricos e redes elétricas

Um novo método converte telefones antigos e lignina industrial em material para baterias de íon-sódio, utilizando síntese hidrotérmica para extrair níquel e cobalto e formar compósito com capacidade inicial superior a 1.000 miliamperes-hora por grama, com aplicação potencial em veículos elétricos e redes elétricas.

Novo método converte telefones antigos e lignina industrial em compósito para armazenamento de sódio

O novo método converte telefones antigos e resíduos da indústria de papel em um compósito de sulfetos de níquel-cobalto e carbono derivado de lignina para uso como ânodo em baterias de íon-sódio.

A proposta reaproveita baterias descartadas de celulares e lignina industrial, evitando descarte em aterros sanitários ou incineração e direcionando os materiais para uma aplicação de alta tecnologia em armazenamento de energia.

Quando testado como ânodo de bateria de íon-sódio, o composto apresentou resultados eletroquímicos considerados robustos, conforme relatado pelos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

Processo utiliza síntese hidrotérmica para recuperar metais e integrar carbono de lignina

Para a conversão de resíduos, a equipe utilizou a técnica de síntese hidrotérmica, permitindo a extração de metais essenciais, como níquel e cobalto, de baterias usadas.

Após a extração, os compostos metálicos são fundidos com carbono derivado da lignina, subproduto relevante da produção de papel e biocombustíveis, formando um compósito funcional.

A lignina atua como revestimento de carbono, aumentando a condutividade elétrica e estabilizando o eletrodo, enquanto os sulfetos metálicos recuperados fornecem sítios de reação necessários para o armazenamento de íons de sódio.

A estrutura do material facilita o transporte eficiente de íons e garante integridade estrutural a longo prazo, segundo os dados apresentados no estudo.

Desempenho eletroquímico supera 1.000 miliamperes-hora por grama em testes iniciais

Durante os testes laboratoriais, o material alcançou capacidade de descarga inicial superior a 1.000 miliamperes-hora por grama.

Mesmo sob altas densidades de corrente, manteve capacidade considerada notável, demonstrando habilidade para suportar processos rápidos de carga e descarga.

“Mesmo em altas densidades de corrente, o material manteve uma capacidade notável, demonstrando sua habilidade em suportar processos rápidos de carga e descarga”, afirmaram os pesquisadores.

Os cientistas da Universidade Agrícola de Shenyang, na China, destacaram que as baterias de íon-sódio são atraentes porque o sódio é abundante, de baixo custo e ecologicamente correto.

“No entanto, o desenvolvimento de materiais de eletrodo eficientes continua sendo um grande desafio. Nosso trabalho mostra que recursos residuais podem fornecer uma solução”, declararam em comunicado à imprenssa.

Economia circular une lixo eletrônico e subprodutos industriais em tecnologia energética

O método aborda simultaneamente o problema do lixo eletrônico e a valorização de subprodutos industriais, ao transformar baterias descartadas e lignina em material energético avançado.

As baterias de íon-sódio são consideradas alternativa sustentável devido ao menor custo e à maior abundância de sódio em comparação com o lítio.

Os componentes desenvolvidos podem ser utilizados em armazenamento em redes elétricas, veículos elétricos e eletrônicos portáteis, ampliando possibilidades de aplicação.

Para atender à crescente demanda por energia sustentável, são necessários materiais que conciliem acessibilidade e desempenho elevado.

O projeto estabelece um caminho de reciclagem para milhões de baterias descartadas e substituídas anualmente, ao mesmo tempo que reaproveita lignina industrial como componente essencial.

“Queríamos ir além da reciclagem tradicional e demonstrar a verdadeira reutilização de resíduos com alto valor agregado”, observaram os autores.

“Ao converter baterias descartadas e lignina industrial em materiais energéticos avançados, podemos reduzir custos, conservar recursos e apoiar tecnologias mais limpas”, acrescentaram.

Embora os resultados laboratoriais representem um marco, ainda não há confirmação sobre a ampliação da técnica para maior escala.

Se a aplicação em escala ampliada for bem-sucedida, o método poderá reduzir custos de fabricação e acelerar a adoção comercial de baterias de íon-sódio.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista BiocharX, consolidando a proposta de conversão sinérgica de telefones antigos e lignina industrial em tecnologia de bateria verde.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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