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Tecnologia desenvolvida pela Marinha ganha papel estratégico no futuro dos reatores modulares de pequeno porte e pode ampliar a capacidade brasileira em energia nuclear com soluções inovadoras para geração elétrica e aplicações industriais 

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Escrito por Hilton Libório Publicado em 25/06/2026 às 17:09 Atualizado em 25/06/2026 às 17:12
Pesquisadores trabalham em um laboratório de alta tecnologia ao lado de um reator modular de pequeno porte, destacando o avanço da Marinha em pesquisas voltadas à energia nuclear no Brasil.
Laboratório com reator modular de pequeno porte destaca avanço da tecnologia nuclear da Marinha/ Imagem Ilustrativa
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Conheça como a Tecnologia da Marinha pode acelerar os reatores modulares de pequeno porte e fortalecer a expansão da energia nuclear no Brasil. 

O conhecimento acumulado pelo Programa Nuclear da Marinha pode se transformar em um dos principais pilares para o desenvolvimento brasileiro de reatores modulares de pequeno porte (SMRs). A avaliação ganhou força após a visita de representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério de Minas e Energia (MME) ao Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), em Iperó (SP), realizada em 18 de junho, quando foram apresentadas as capacidades do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE).

Segundo publicação da Marinha do Brasil no dia 22 de junho de 2026, embora o laboratório tenha sido criado para atender às necessidades da propulsão nuclear naval, o domínio tecnológico conquistado ao longo de décadas poderá apoiar futuros projetos voltados à geração de energia nuclear para aplicações civis. A infraestrutura reúne competências consideradas estratégicas para reduzir custos, acelerar pesquisas e fortalecer a autonomia tecnológica brasileira.

Marinha reúne Tecnologia que pode acelerar o desenvolvimento dos reatores modulares de pequeno porte

O LABGENE é um dos principais empreendimentos do Programa Nuclear da Marinha. Sua missão é construir, integrar, qualificar, operar e validar, em terra, o sistema de propulsão nuclear baseado em um reator de água pressurizada (PWR).

Na prática, porém, o projeto acabou reunindo um conjunto de conhecimentos que ultrapassa a aplicação militar. Hoje, autoridades e instituições ligadas ao setor nuclear avaliam que a estrutura uma oportunidade para apoiar futuras iniciativas nacionais envolvendo os reatores modulares de pequeno porte, tecnologia que vem ganhando espaço em diversos países.

Durante a visita, representantes do CNPq e do MME também conheceram o Laboratório de Enriquecimento Isotópico (LEI) e a Unidade de Produção de Hexafluoreto de Urânio (USEXA), responsáveis por etapas fundamentais do ciclo do combustível nuclear.

Estrutura construída ao longo de décadas amplia possibilidades para novos projetos

O desenvolvimento do LABGENE permitiu que o Brasil acumulasse experiência em áreas altamente especializadas, fundamentais para qualquer programa nuclear moderno.

Entre as competências consolidadas estão:

  • Engenharia nuclear;
  • Segurança nuclear;
  • Automação industrial;
  • Instrumentação de alta precisão;
  • Integração de sistemas complexos;
  • Fabricação de equipamentos estratégicos;
  • Operação de instalações nucleares.

Esse patrimônio tecnológico poderá reduzir significativamente o tempo necessário para desenvolver novos projetos, aproveitando infraestrutura e profissionais já qualificados.

Tecnologia brasileira acompanha tendência mundial da energia nuclear

Os reatores modulares de pequeno porte são apontados por organismos internacionais e pela indústria como uma das principais tendências da energia nuclear para as próximas décadas.

Ao contrário das grandes usinas convencionais, esses reatores possuem dimensões menores e podem ser produzidos parcialmente em série, reduzindo custos de construção e facilitando a implantação.

Além disso, oferecem vantagens importantes:

  • Baixas emissões de carbono;
  • Elevado padrão de segurança;
  • Maior flexibilidade de instalação;
  • Expansão gradual da capacidade de geração;
  • Possibilidade de atender regiões isoladas.

Esse conjunto de características faz com que os SMRs sejam estudados para aplicações que vão muito além da produção tradicional de eletricidade.

Ficha técnica do LABGENE

CaracterísticaInformação
EmpreendimentoLABGENE
LocalizaçãoCentro Industrial Nuclear de Aramar (Iperó-SP)
ProgramaPrograma Nuclear da Marinha
TecnologiaReator de água pressurizada (PWR)
Objetivo originalProtótipo terrestre da propulsão nuclear naval
Aplicações futurasDesenvolvimento de SMRs, pesquisas, testes e capacitação

Energia nuclear poderá atender setores que exigem fornecimento contínuo

Segundo o subsecretário de Governança do Ministério de Minas e Energia, Dênis de Moura Soares, os reatores modulares de pequeno porte poderão atender empreendimentos que exigem elevado nível de confiabilidade no fornecimento de energia.

Entre eles estão:

  • Grandes indústrias;
  • Centros de processamento de dados (data centers);
  • Operações de mineração;
  • Plataformas offshore;
  • Produção de hidrogênio de baixo carbono.

Para o representante do MME, as características de modularidade, confiabilidade e possibilidade de produção em série tornam essa uma solução promissora para o futuro energético brasileiro.

Marinha pretende transformar o LABGENE em referência nacional

A proposta apresentada pela Marinha vai além do uso do laboratório em seus próprios programas estratégicos.

A intenção é que o LABGENE seja reconhecido como referência técnica nacional para pesquisas, testes e validações relacionadas aos reatores modulares de pequeno porte, apoiando futuras iniciativas conduzidas pelo governo federal.

A avaliação da instituição é que utilizar uma estrutura já consolidada pode reduzir custos iniciais, otimizar recursos públicos e diminuir riscos nas fases de desenvolvimento de novos projetos.

Além disso, o laboratório poderá contribuir para:

  • Formação de profissionais especializados;
  • Desenvolvimento de normas técnicas;
  • Estudos de segurança e licenciamento;
  • Integração entre universidades, governo e indústria.

Tecnologia fortalece a indústria e amplia a autonomia do Brasil

O diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, almirante de esquadra Alexandre Rabello de Faria, destacou que as competências acumuladas ao longo de décadas representam uma oportunidade estratégica para fortalecer a Base Industrial de Defesa e ampliar a autonomia tecnológica brasileira.

Segundo ele, toda essa infraestrutura construída pelo Programa Nuclear da Marinha pode servir como base para futuras iniciativas nacionais envolvendo aplicações pacíficas da energia nuclear.

A proposta também reforça a importância de aproveitar investimentos já realizados em ciência e engenharia para acelerar novas soluções tecnológicas.

Ciência, pesquisa e formação profissional serão decisivas

Outro ponto destacado durante a visita foi a necessidade de manter investimentos contínuos em pesquisa e formação de especialistas.

Para o presidente do CNPq, Olival Freire Junior, o estágio alcançado pelo Brasil na área nuclear é resultado do trabalho realizado por várias gerações de cientistas, engenheiros e militares.

Ele ressaltou que o avanço dos reatores modulares de pequeno porte dependerá da integração entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e órgãos governamentais, fortalecendo a capacidade nacional de inovação.

Um patrimônio tecnológico que pode definir os próximos passos do setor

O avanço do LABGENE demonstra que o conhecimento desenvolvido pelo Programa Nuclear da Marinha já ultrapassa os objetivos originais da propulsão naval. As competências reunidas em engenharia, automação, segurança e operação de instalações nucleares colocam o Brasil em uma posição relevante para discutir o futuro dos reatores modulares de pequeno porte.

Caso essas capacidades sejam incorporadas às futuras políticas públicas, o país poderá acelerar projetos ligados à energia nuclear, ampliar sua autonomia tecnológica e criar novas oportunidades para a indústria nacional. Em um cenário de crescente demanda por energia confiável e de baixa emissão de carbono, aproveitar essa estrutura poderá representar um passo importante para o desenvolvimento científico, industrial e energético brasileiro.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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