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Técnica de gotejamento subterrâneo avança, injeta água e fertilizante diretamente na raiz, triplica a produtividade do café e da cana e reduz o desperdício em áreas que antes dependiam da irrigação tradicional

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 19/02/2026 às 21:10
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No Brasil, produtores implantaram o Sistema de Gotejo Enterrado em 23 e 250 hectares para aumentar a produtividade em até três vezes e economizar água, alcançando até 140 toneladas por hectare e chamando a atenção do setor agrícola

Uma tecnologia que já existe há mais de 20 anos no Brasil começou a ganhar espaço nas lavouras do Norte do Espírito Santo. O gotejamento subterrâneo, também chamado de Sistema de Gotejo Enterrado, passou a ser utilizado em plantações de café e cana de açúcar nas cidades de Linhares e Jaguaré.

O que parecia apenas mais uma técnica de irrigação se transformou em um divisor de águas para produtores locais. A promessa é clara: colher mais, gastar menos água e reduzir custos operacionais.

Os primeiros resultados chamaram atenção. Em algumas áreas, a produtividade chegou a triplicar em comparação ao modelo tradicional.

Como funciona o Sistema de Gotejo Enterrado nas lavouras capixabas

O sistema é simples na teoria, mas estratégico na prática. Mangueiras são instaladas abaixo da superfície do solo, respeitando a profundidade ideal para cada cultura.

No café, por exemplo, a instalação só pode ocorrer quando a planta tem pelo menos 8 meses. Já na cana de açúcar, o sistema precisa ser implantado antes do plantio.

A água e os fertilizantes são aplicados diretamente na raiz. Isso reduz desperdício, melhora a absorção de nutrientes e diminui o crescimento de ervas daninhas.

O detalhe que mais chama atenção é a proteção das tubulações, que ficam enterradas e menos vulneráveis a danos causados por animais ou ferramentas.

Mangueiras do sistema de gotejamento subterrâneo instaladas abaixo da superfície do solo, permitindo a aplicação direta de água e fertilizantes na raiz das plantas, com menor desperdício e maior eficiência hídrica.

Produtor investe em 23 hectares de café e vê redução de custos

Em Jaguaré, o produtor rural Ataydes Armani implantou o sistema há um ano em uma área de 23 hectares de café conilon. As mangueiras foram instaladas a 15 centímetros de profundidade.

Segundo ele, o impacto foi imediato. O custo de mão de obra diminuiu, principalmente em etapas como capina e colheita. Além disso, a durabilidade do equipamento aumentou.

Animado com os resultados, ele já planeja expandir a área irrigada para 46 hectares e prepara o solo para um novo plantio de 55 hectares, também com o sistema enterrado.

Agroindústria amplia projeto em 250 hectares de cana e triplica produtividade

Em Linhares, uma agroindústria implementou o sistema em 2023 em uma área de 250 hectares de cana de açúcar.

A água é captada, purificada, recebe fertilizantes e é distribuída de forma uniforme por todo o canavial. O resultado surpreendeu.

A produtividade média saltou de 40 toneladas por hectare para 120 toneladas por hectare, mesmo com colheita antecipada. Para este ano, a expectativa é atingir pelo menos 140 toneladas por hectare.

O ganho foi de três a quatro vezes em comparação ao processo natural de plantio e adubação. Além da quantidade, a qualidade da cana também melhorou.

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Economia de água e adaptação ao clima tropical impulsionam adesão

O sistema reduz a demanda hídrica ao aplicar água e nutrição de forma mais regular e controlada.

Por estar enterrado, o equipamento sofre menos avarias, o que garante maior eficiência ao longo do tempo. Isso é especialmente importante em regiões de clima tropical e em culturas de alto valor agregado.

Com os resultados positivos tanto no café quanto na cana de açúcar, os produtores já planejam ampliar as áreas irrigadas ainda este ano.

O avanço do gotejamento subterrâneo no Norte do Espírito Santo mostra como tecnologia e gestão podem transformar a produtividade no campo. A combinação de economia de água, aumento de rendimento e redução de custos coloca a técnica como uma das mais promissoras para o agronegócio regional.

Você acredita que o gotejamento subterrâneo pode se tornar padrão nas lavouras brasileiras nos próximos anos? Deixe sua opinião nos comentários.

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Leonel de Almeida
Leonel de Almeida
22/02/2026 21:44

O Experimento é muito bom dado as condições climáticas no Brasil, parabéns aos idealizadores

Danilo Bernardes
Danilo Bernardes
22/02/2026 17:52

Gostaria de visitar

Severino Feijo
Severino Feijo
20/02/2026 13:08

É um sistema de irrigação antigo,muitos Agrônomos do Brasil tinham isso na mente.So não foi botado em prática por falta de pesquisas.

Fonte
Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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