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Submarino nuclear russo Arkhangelsk dispara míssil supersônico debaixo d’água no Mar de Barents e atinge alvo a mais de 200 km durante exercício da Frota do Norte

Publicado em 04/06/2026 às 10:08
Atualizado em 04/06/2026 às 10:11
Submarino russo lança míssil
Imagem: Ilustração artística
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Submarino nuclear russo Arkhangelsk lançou um míssil Oniks a partir de posição submersa no Mar de Barents, atingiu alvo a mais de 200 quilômetros e reforçou a capacidade de ataque da Frota do Norte

O submarino Arkhangelsk, mais novo submarino nuclear russo do Projeto 885M Yasen-M, lançou um míssil de cruzeiro antinavio Oniks a partir de posição submersa no Mar de Barents e atingiu um alvo a mais de 200 quilômetros, durante exercício da Frota do Norte, segundo relato da TASS divulgado em 3 de junho de 2026.

Submarino russo lança míssil
O submarino Arkhangelsk, da classe Yasen-M, partiu de seu porto de origem em Zapadnaya Litsa para lançar o míssil de cruzeiro Oniks no Mar de Barents. Captura de tela de um filme da Frota do Norte

Submarino Arkhangelsk testa ataque antinavio no Mar de Barents

O disparo teve como objetivo validar a capacidade do Arkhangelsk de atacar forças de superfície sem emergir.

A operação reforça o uso do submarino como plataforma de ataque de longo alcance em uma região marcada pela competição estratégica entre Rússia e OTAN.

O lançamento do Oniks a partir de posição submersa permite que a embarcação permaneça fora do alcance visual e radar de navios adversários.

Na prática, isso aumenta a dificuldade para detectar, localizar e acompanhar o submarino antes de um ataque.

Submarino russo lança míssil
Imagem: Reprodução do video de lançamento

Embarcação integra a versão modernizada da classe Yasen

Identificado como K-564, o Arkhangelsk pertence ao Projeto 885M Yasen-M, versão modernizada da classe Yasen.

A embarcação foi construída pelo estaleiro Sevmash, lançada ao mar em novembro de 2023 e incorporada à Marinha da Rússia em dezembro de 2024.

Desde janeiro de 2025, o submarino está atribuído à Frota do Norte e baseado em Zapadnaya Litsa, na Península de Kola. A região concentra parte essencial da força submarina estratégica russa.

Os Yasen-M são descritos, em configuração aberta, como submarinos de cerca de 130 metros de comprimento, deslocamento submerso estimado em 13.800 toneladas, tripulação de aproximadamente 64 militares e propulsão nuclear.

Submarino russo lança míssil
Captura de tela do video divulgado

Míssil Oniks combina velocidade supersônica e ataque de longo alcance

O armamento da classe inclui silos verticais para mísseis de cruzeiro e tubos de torpedo de 533 mm. Essa configuração permite o emprego de mísseis antinavio Oniks, mísseis Kalibr e, em versões mais recentes, mísseis hipersônicos Zircon.

O P-800 Oniks, também conhecido pelo código ocidental SS-N-26, é um míssil de cruzeiro antinavio supersônico desenvolvido pela Rússia.

Em fontes abertas, é descrito como uma arma de aproximadamente 8,9 metros, cerca de 3 toneladas e velocidade superior a Mach 2.

Sua trajetória de ataque em alta velocidade busca reduzir o tempo de reação das defesas navais adversárias. O alcance pode variar conforme a versão e o perfil de voo.

Submarino russo lança míssil
O submarino Arkhangelsk, da classe Yasen-M, partiu de seu porto de origem em Zapadnaya Litsa para lançar o míssil de cruzeiro Oniks no Mar de Barents. Captura de tela de um filme da Frota do Norte

Alto Norte segue como área sensível para Rússia e OTAN

A classe Yasen-M foi concebida para substituir gradualmente submarinos de ataque e de mísseis de cruzeiro herdados da era soviética, incluindo plataformas das classes Akula e Oscar.

A geração Yasen-M combina furtividade acústica, automação, guerra antissubmarino, ataque contra navios de superfície e emprego de mísseis de cruzeiro contra alvos terrestres e navais.

A relevância do Mar de Barents cresceu com a intensificação da presença militar russa no Ártico e o reforço da vigilância aliada no Atlântico Norte, no Mar da Noruega e na região de GIUK, entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da agência estatal russa TASS e no material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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