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Submarino científico entra debaixo do gelo da Antártica, percorre 16 km descobrindo coisas nunca vistas e simplesmente desaparece do radar dos cientistas

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 15/03/2026 às 15:20
Submarino científico Ran percorre 16 km sob o gelo da Antártica, revela estruturas inéditas e desaparece durante missão científica em 2024.
Submarino científico Ran percorre 16 km sob o gelo da Antártica, revela estruturas inéditas e desaparece durante missão científica em 2024.
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Expedição científica internacional utilizou um submarino científico autônomo de seis metros para explorar a base da plataforma de gelo Dotson, na Antártica Ocidental. O veículo percorreu mais de 16 quilômetros sob o gelo, registrou estruturas desconhecidas e desapareceu do controle no início de 2024

O submarino científico Ran desapareceu do controle da plataforma de gelo Dotson, na Antártica Ocidental, no início de 2024, após realizar uma missão que percorreu mais de 16 quilômetros sob o gelo e revelar estruturas desconhecidas no Oceano Antártico.

Missão do submarino científico explorava região nunca observada sob plataforma de gelo

O submarino científico Ran é um veículo subaquático autônomo com cerca de seis metros de comprimento, implantado em 2022 por uma equipe internacional da Colaboração Internacional da Geleira Thwaites. A missão tinha como objetivo investigar a parte inferior da plataforma de gelo de Dotson.

A região explorada fica entre o fundo do mar e a base da plataforma de gelo, um ambiente que nunca havia sido observado diretamente por seres humanos. O submarino científico permitiu navegar nesse espaço oculto e coletar dados inéditos sobre a estrutura do gelo.

Mapas detalhados revelam estruturas incomuns na base do gelo antártico

Durante a expedição, o submarino científico produziu mapas de alta resolução da parte inferior do gelo, registrando formações que não haviam sido observadas anteriormente. Entre as estruturas identificadas estavam formas semelhantes a lágrimas, platôs de gelo e padrões de erosão inesperados.

As imagens obtidas mostram características físicas que não eram previstas pelos modelos científicos utilizados para explicar o comportamento da base das geleiras. O mapeamento detalhado revelou uma complexidade maior do que os pesquisadores imaginavam.

Expedição buscava entender por que partes da plataforma derretem em ritmos diferentes

A missão do submarino científico tinha como objetivo principal coletar dados sobre a mecânica do derretimento glacial na região da plataforma Dotson. Os cientistas queriam compreender como as correntes subaquáticas influenciam o derretimento da base do gelo.

Outro foco do estudo era mapear a topografia sob o gelo para entender por que a parte leste da plataforma é mais espessa e apresenta um ritmo de derretimento mais lento que a região oeste. Essa diferença já havia sido observada por pesquisadores.

Correntes profundas do oceano podem explicar diferenças no derretimento do gelo

Segundo os cientistas, uma possível explicação envolve a influência das chamadas águas circumpolares profundas. Essas águas são formadas por uma mistura de correntes provenientes dos oceanos Pacífico e Índico.

Esse fluxo oceânico afeta a base da plataforma de gelo de formas diferentes, alterando o ritmo de erosão e derretimento em cada região. Os dados coletados pelo submarino científico indicam que essas interações podem ser mais complexas do que se imaginava.

Dados coletados desafiam suposições anteriores sobre o comportamento das geleiras

De acordo com a pesquisadora Anna Wälhn, professora de física oceanográfica da Universidade de Gotemburgo e autora principal do estudo, a exploração desse ambiente é comparável a observar o lado oculto da Lua.

Os cientistas afirmam que o mapeamento realizado pelo submarino científico revelou informações inéditas que ainda precisam ser analisadas com mais profundidade.

Segundo a equipe, os modelos atuais não conseguem explicar completamente os padrões complexos identificados na base das geleiras.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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