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STJ obriga escola particular a pagar pensão vitalícia de 1 salário mínimo a aluno que perdeu a visão de um olho após lapiseira arremessada em sala, mantendo indenizações por dano moral e estético

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 03/03/2026 às 14:37
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Decisão garante pensão vitalícia de um salário mínimo e mantém indenizações por danos morais e estéticos após lesão permanente em aluno de 14 anos

A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça fixou que uma escola particular do Distrito Federal deve pagar pensão vitalícia a um estudante que perdeu a visão do olho esquerdo em um acidente ocorrido dentro da instituição.

A decisão estabelece o pensionamento vitalício no valor de um salário mínimo e mantém a condenação ao pagamento de indenização por danos morais e danos estéticos.

O caso envolve um aluno que tinha 14 anos quando sofreu a lesão permanente. A discussão chegou ao STJ após entendimento anterior negar a pensão sob o argumento de que não haveria impedimento para trabalho futuro.

O que aconteceu e por que isso chamou atenção

O estudante sofreu a lesão depois que uma colega de classe arremessou uma lapiseira em sua direção, causando perda permanente da visão do olho esquerdo.

A primeira instância reconheceu falha no atendimento dentro da escola, com omissão de funcionários ao não prestar primeiros socorros e não providenciar encaminhamento para atendimento médico adequado.

A controvérsia se concentrou no direito ao pagamento de pensão vitalícia, além das indenizações já definidas por danos extrapatrimoniais.

O que muda na prática para estudantes e famílias

A decisão reforça que, em situações de dano ocorrido em idade escolar, a redução da capacidade de trabalho futura pode ser tratada como consequência presumível.

Na prática, isso abre espaço para pensionamento vitalício mesmo quando a vítima ainda não exercia atividade remunerada no momento do acidente.

O entendimento também evidencia que a análise não se limita à profissão pretendida pelo jovem, já que o dano pode afetar oportunidades ao longo da vida.

Quem tem direito e o que diz a lei quando aplicável

O direito à pensão se vincula à redução da capacidade de trabalho, com previsão no Código Civil, e não depende de comprovação de renda anterior.

Em casos de lesão em fase escolar, a perda ou limitação da capacidade laborativa pode ser presumida, diante do impacto na formação e no futuro profissional.

Com base nesse raciocínio, foi fixada a pensão vitalícia em um salário mínimo para a vítima.

Como funciona o processo quando aplicável

A ação foi proposta pelo aluno após o acidente e o Judiciário reconheceu falhas na condução do atendimento inicial dentro da escola.

O caso passou por julgamento no Tribunal local, que manteve a condenação por danos morais e estéticos, mas afastou a pensão vitalícia.

O tema foi reavaliado no STJ, que reformou essa parte e determinou o pensionamento vitalício.

Indenização por danos morais e estéticos também foi mantida

Além da pensão, permaneceram os valores definidos para reparação de danos extrapatrimoniais.

Foram mantidos R$ 20 mil por danos morais e R$ 15 mil por danos estéticos, considerados compatíveis com a gravidade da ofensa e sem gerar enriquecimento indevido.

A decisão também reforçou limites para revisão desses valores, evitando reexame amplo de provas em instância superior.

Pontos de atenção e dúvidas comuns

A pensão vitalícia não exige que a vítima estivesse trabalhando quando ocorreu o fato, desde que exista redução da capacidade de trabalho.

A ocorrência em idade escolar pesa na análise, pois o impacto costuma alcançar a vida profissional futura, mesmo sem certeza sobre qual carreira seria seguida.

No caso concreto, a perda da visão do olho esquerdo foi tratada como lesão permanente apta a justificar o pensionamento.

A decisão do STJ fixou que a escola deve pagar pensão vitalícia de um salário mínimo ao estudante que perdeu a visão do olho esquerdo em acidente dentro da instituição no Distrito Federal.

Além disso, foram mantidas as indenizações de R$ 20 mil por danos morais e R$ 15 mil por danos estéticos, reforçando o impacto prático para estudantes e famílias em situações de lesão permanente ocorrida na escola.

Vc acha que um salário mínimo por mês é suficiente para compensar a perda permanente da visão de um estudante ainda jovem? Esse valor garante um futuro digno ou está muito abaixo do impacto real do dano?

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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