Produção nacional do míssil MAX 1.2 AC marca nova etapa da indústria de defesa brasileira, amplia capacidade operacional do Exército e consolida a fábrica da SIATT em Caçapava como centro estratégico para sistemas militares de alta tecnologia.
A SIATT anunciou a conclusão do primeiro lote de produção do míssil MAX 1.2 AC, destinado ao Exército Brasileiro, durante um media day realizado em 6 de maio na sede da empresa, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
A entrega marca a entrada da companhia em uma nova etapa industrial, com produção seriada de um sistema desenvolvido no Brasil e voltado ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa, segundo reportagem publicada pelo site Defesa Aérea & Naval.
O lote foi produzido na unidade fabril de Caçapava, também no Vale do Paraíba, onde a SIATT concentra atividades de fabricação de motores-foguete e montagem final dos sistemas.
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O MAX 1.2 AC é um míssil anticarro guiado de fabricação nacional e integra uma área considerada estratégica para o Exército, que busca ampliar capacidades com tecnologia sob domínio brasileiro.
A conclusão do lote representa, ao mesmo tempo, avanço contratual e consolidação de processos industriais internos.
Fábrica da SIATT em Caçapava amplia produção militar brasileira
A fábrica de Caçapava passou a ocupar posição essencial na operação da SIATT.
A unidade iniciou sua primeira fase operacional com a produção do MAX e foi estruturada para atender demandas das Forças Armadas brasileiras e de futuros mercados externos.
Segundo a empresa, a planta reúne processos desenvolvidos no país e integra etapas sensíveis da cadeia produtiva.

O presidente da SIATT, Rogerio Salvador, afirmou que “a fábrica de Caçapava representa muito mais do que infraestrutura” e expressa a capacidade de produzir, em escala, tecnologia de defesa de alto desempenho no Brasil.
A expansão industrial já havia sido apresentada em setembro de 2024, durante agenda relacionada ao EDGE Group, em Abu Dhabi.
Desde então, a unidade passou a ser tratada como parte da estratégia de crescimento da empresa no setor de defesa, de acordo com apuração do jornal Defesa Aérea & Naval.
Família MANSUP fortalece estratégia tecnológica da SIATT
Além do MAX, a SIATT mantém projetos ligados à família MANSUP, baseada no reaproveitamento de tecnologias e componentes já validados.
Essa lógica busca reduzir riscos de desenvolvimento, acelerar novas versões e facilitar a manutenção logística dos sistemas.
O MANSUP é a versão superfície-superfície concebida para emprego naval.
Já o MANSUP-ER corresponde à variante de alcance estendido, enquanto o MARSUP está em fase de estudos para adaptação da tecnologia a lançamentos a partir de aeronaves da Marinha.
Em fevereiro de 2026, Marinha e SIATT avançaram em estudos para adaptar a base tecnológica do MANSUP a uma versão ar-superfície, conforme informações divulgadas pelo Defesa Aérea & Naval.
A iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica de uma configuração voltada à aviação naval, sem que isso signifique entrada imediata em produção.
SisGAAz amplia atuação da empresa em vigilância marítima
A SIATT também participa de projetos ligados ao Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, o SisGAAz, iniciativa da Marinha voltada ao monitoramento das águas jurisdicionais brasileiras.
A atuação envolve integração de sensores, comunicações e processamento de dados em estruturas de vigilância costeira.

A primeira Unidade de Vigilância Costeira do SisGAAz está sendo instalada na região do Farol de Castelhanos, em Ilha Grande, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
A área é considerada estratégica para a Marinha e deverá servir como referência para futuras etapas do programa. O jornal Defesa Aérea & Naval também apontou que o local possui relevância operacional para o monitoramento da Baía de Sepetiba e áreas próximas.
O projeto reúne competências de integração de sistemas, infraestrutura marítima e terrestre e uso de sensores para vigilância.
A expansão para outras regiões do litoral brasileiro dependerá das próximas fases de implantação e avaliação operacional.
Parceria com o EDGE Group impulsiona expansão internacional
A presença do EDGE Group na estrutura da SIATT reforçou a estratégia de internacionalização da empresa.
O conglomerado dos Emirados Árabes Unidos tem participação no capital da companhia brasileira e atua como parceiro em iniciativas ligadas a mísseis e sistemas de defesa.
A parceria é apontada como um dos fatores que sustentam a ampliação da infraestrutura em Caçapava e a busca por novos mercados.
Para a SIATT, a produção do primeiro lote do MAX ao Exército funciona como vitrine da capacidade nacional de desenvolver, industrializar e entregar sistemas de maior complexidade.
A consolidação desse ciclo produtivo ocorre em um momento de retomada de programas estratégicos no setor de defesa.
Com o MAX, a família MANSUP e a participação no SisGAAz, a empresa amplia sua presença em áreas distintas, da defesa terrestre à vigilância marítima.
