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Brasil quer virar potência militar e mísseis capazes de atingir alvos a até 200 km de distância começam a ser produzidos em fábrica nacional da SIATT, que já entrega primeiro lote ao Exército e expande vigilância estratégica da Amazônia Azul

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 10/05/2026 às 09:37 Atualizado em 10/05/2026 às 09:40
SIATT conclui primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC para o Exército e amplia produção militar em Caçapava.
SIATT conclui primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC para o Exército e amplia produção militar em Caçapava.
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Produção nacional do míssil MAX 1.2 AC marca nova etapa da indústria de defesa brasileira, amplia capacidade operacional do Exército e consolida a fábrica da SIATT em Caçapava como centro estratégico para sistemas militares de alta tecnologia.

A SIATT anunciou a conclusão do primeiro lote de produção do míssil MAX 1.2 AC, destinado ao Exército Brasileiro, durante um media day realizado em 6 de maio na sede da empresa, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

A entrega marca a entrada da companhia em uma nova etapa industrial, com produção seriada de um sistema desenvolvido no Brasil e voltado ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa, segundo reportagem publicada pelo site Defesa Aérea & Naval.

O lote foi produzido na unidade fabril de Caçapava, também no Vale do Paraíba, onde a SIATT concentra atividades de fabricação de motores-foguete e montagem final dos sistemas.

O MAX 1.2 AC é um míssil anticarro guiado de fabricação nacional e integra uma área considerada estratégica para o Exército, que busca ampliar capacidades com tecnologia sob domínio brasileiro.

A conclusão do lote representa, ao mesmo tempo, avanço contratual e consolidação de processos industriais internos.

Fábrica da SIATT em Caçapava amplia produção militar brasileira

A fábrica de Caçapava passou a ocupar posição essencial na operação da SIATT.

A unidade iniciou sua primeira fase operacional com a produção do MAX e foi estruturada para atender demandas das Forças Armadas brasileiras e de futuros mercados externos.

Segundo a empresa, a planta reúne processos desenvolvidos no país e integra etapas sensíveis da cadeia produtiva.

SIATT conclui primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC para o Exército e amplia produção militar em Caçapava. (Imagem: Defesa Aérea & Naval.)
SIATT conclui primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC para o Exército e amplia produção militar em Caçapava. (Imagem: Defesa Aérea & Naval.)

O presidente da SIATT, Rogerio Salvador, afirmou que “a fábrica de Caçapava representa muito mais do que infraestrutura” e expressa a capacidade de produzir, em escala, tecnologia de defesa de alto desempenho no Brasil.

A expansão industrial já havia sido apresentada em setembro de 2024, durante agenda relacionada ao EDGE Group, em Abu Dhabi.

Desde então, a unidade passou a ser tratada como parte da estratégia de crescimento da empresa no setor de defesa, de acordo com apuração do jornal Defesa Aérea & Naval.

Família MANSUP fortalece estratégia tecnológica da SIATT

Além do MAX, a SIATT mantém projetos ligados à família MANSUP, baseada no reaproveitamento de tecnologias e componentes já validados.

Essa lógica busca reduzir riscos de desenvolvimento, acelerar novas versões e facilitar a manutenção logística dos sistemas.

O MANSUP é a versão superfície-superfície concebida para emprego naval.

Já o MANSUP-ER corresponde à variante de alcance estendido, enquanto o MARSUP está em fase de estudos para adaptação da tecnologia a lançamentos a partir de aeronaves da Marinha.

Em fevereiro de 2026, Marinha e SIATT avançaram em estudos para adaptar a base tecnológica do MANSUP a uma versão ar-superfície, conforme informações divulgadas pelo Defesa Aérea & Naval.

A iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica de uma configuração voltada à aviação naval, sem que isso signifique entrada imediata em produção.

SisGAAz amplia atuação da empresa em vigilância marítima

A SIATT também participa de projetos ligados ao Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, o SisGAAz, iniciativa da Marinha voltada ao monitoramento das águas jurisdicionais brasileiras.

A atuação envolve integração de sensores, comunicações e processamento de dados em estruturas de vigilância costeira.

SIATT conclui primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC para o Exército e amplia produção militar em Caçapava. (Imagem: Defesa Aérea & Naval.)
SIATT conclui primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC para o Exército e amplia produção militar em Caçapava. (Imagem: Defesa Aérea & Naval.)

A primeira Unidade de Vigilância Costeira do SisGAAz está sendo instalada na região do Farol de Castelhanos, em Ilha Grande, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

A área é considerada estratégica para a Marinha e deverá servir como referência para futuras etapas do programa. O jornal Defesa Aérea & Naval também apontou que o local possui relevância operacional para o monitoramento da Baía de Sepetiba e áreas próximas.

O projeto reúne competências de integração de sistemas, infraestrutura marítima e terrestre e uso de sensores para vigilância.

A expansão para outras regiões do litoral brasileiro dependerá das próximas fases de implantação e avaliação operacional.

Parceria com o EDGE Group impulsiona expansão internacional

A presença do EDGE Group na estrutura da SIATT reforçou a estratégia de internacionalização da empresa.

O conglomerado dos Emirados Árabes Unidos tem participação no capital da companhia brasileira e atua como parceiro em iniciativas ligadas a mísseis e sistemas de defesa.

A parceria é apontada como um dos fatores que sustentam a ampliação da infraestrutura em Caçapava e a busca por novos mercados.

Para a SIATT, a produção do primeiro lote do MAX ao Exército funciona como vitrine da capacidade nacional de desenvolver, industrializar e entregar sistemas de maior complexidade.

A consolidação desse ciclo produtivo ocorre em um momento de retomada de programas estratégicos no setor de defesa.

Com o MAX, a família MANSUP e a participação no SisGAAz, a empresa amplia sua presença em áreas distintas, da defesa terrestre à vigilância marítima.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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