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Seu celular pode detectar um terremoto antes de você sentir o chão tremer: entenda como o Android usou acelerômetros de bilhões de aparelhos para reconhecer movimentos incomuns, confirmar dois fortes abalos na Venezuela e avisar moradores com antecedência, mesmo quando a diferença entre o alerta e o tremor foi de apenas alguns segundos

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 25/06/2026 às 20:00 Atualizado em 25/06/2026 às 20:03
Celular Android exibindo alerta sísmico na tela de bloqueio, com aviso de tremor próximo e estimativa de magnitude, ilustrando o sistema de alertas de terremoto usado antes dos abalos na Venezuela.
Tela de smartphone mostra notificação de alerta sísmico, recurso do Android que identifica vibrações anormais e pode avisar usuários segundos antes de terremotos, como ocorreu durante os tremores registrados na Venezuela.
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Sistema do Google transforma celulares Android em pequenos sismômetros, identifica vibrações incomuns e pode alertar moradores antes da chegada das ondas sísmicas mais fortes.

Alguns moradores da Venezuela receberam alertas de terremoto pelo celular antes dos dois fortes tremores registrados na quarta-feira, 24 de junho de 2026.

Os abalos atingiram o norte do país com magnitudes de 7,2 e 7,5. O intervalo entre os dois terremotos foi inferior a um minuto.

O balanço divulgado posteriormente apontou mais de 180 mortos e aproximadamente 1.500 feridos nas áreas afetadas.

As notificações foram enviadas pelo Sistema de Alertas de Terremotos do Android, desenvolvido pelo Google para reconhecer movimentações sísmicas.

Alerta chegou antes de moradores sentirem o chão tremer

A venezuelana Jessie Figueira contou ao g1 que recebeu uma notificação aproximadamente 30 segundos antes de sentir o tremor.

Um dos avisos compartilhados nas redes sociais indicava inicialmente um terremoto de magnitude 6,2, localizado a cerca de 357 quilômetros.

O intervalo entre a notificação e o tremor, porém, depende da distância entre o usuário e o ponto de origem do terremoto.

Moradores próximos ao epicentro, por exemplo, podem receber o alerta apenas alguns segundos antes da chegada das ondas

sísmicas.

Edifício de vários andares parcialmente destruído, com cômodos expostos e grande quantidade de escombros após terremoto na Venezuela.
Prédio residencial parcialmente destruído e cercado por escombros ilustra os impactos provocados pelos fortes terremotos registrados na Venezuela.

Como o Android consegue identificar terremotos?

O sistema utiliza o acelerômetro presente nos smartphones, sensor responsável por medir vibrações, movimentos e mudanças na aceleração do aparelho.

Esse mesmo componente permite, por exemplo, que a tela do celular mude de posição quando o dispositivo é girado.

Vibrações fora do padrão podem indicar a ocorrência de um terremoto. Nesse momento, os dados são enviados aos servidores do Google.

A localização aproximada do aparelho também é compartilhada. O sistema, então, compara informações recebidas simultaneamente de celulares na mesma região.

Vários dispositivos registrando movimentos semelhantes ajudam o Google a confirmar que um possível terremoto está em andamento.

Dois celulares Android mostram alerta de terremoto próximo, estimativa de magnitude e instruções para se abaixar, buscar cobertura e permanecer protegido.
Dois smartphones exibem alertas de terremoto e orientações de segurança, ilustrando como o Android pode avisar usuários antes da chegada de tremores fortes.

Bilhões de celulares funcionam como pequenos sismômetros

Segundo o Google, mais de 2 bilhões de smartphones Android podem integrar essa rede mundial de identificação de terremotos.

Cada aparelho funciona, na prática, como um pequeno sismômetro conectado a uma extensa estrutura de monitoramento.

O mecanismo identificou mais de 18 mil terremotos desde 2021, conforme informações divulgadas pela própria empresa.

Cerca de 2 mil tremores apresentaram intensidade suficiente para gerar notificações. Ao todo, aproximadamente 790 milhões de alertas foram enviados.

Quais terremotos podem gerar notificações?

Os alertas são emitidos para terremotos de magnitude 4,5 ou superior, de acordo com os critérios adotados pelo Google.

A análise também considera a Escala de Intensidade Mercalli Modificada, conhecida pela sigla MMI.

Essa escala mede os efeitos percebidos pela população e os possíveis danos causados pelos tremores.

Os níveis variam de 1, referente a abalos não sentidos, até 12, associado a eventos com destruição generalizada.

Android oferece alertas de atenção e de ação

O alerta de atenção é enviado para terremotos com intensidades MMI 3 e 4. Nesses casos, tremores leves ou moderados podem ser percebidos.

O alerta de ação, por sua vez, aparece em terremotos com intensidade MMI 5 ou superior.

Esse segundo aviso recebe maior destaque na tela e orienta o usuário a buscar proteção imediatamente.

A antecedência pode ser curta, mas cada segundo disponível permite que moradores compreendam a situação e procurem um local mais seguro.

Você já recebeu algum alerta de emergência no celular? Acredita que esse tipo de tecnologia pode ajudar a reduzir os riscos? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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