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Lesoto inaugura no alto das montanhas a ponte Senqu com 825 metros de extensão e 90 metros de altura e abre travessia inédita sobre o vale do rio que dá nome ao país

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 13/05/2026 às 17:00
Atualizado em 13/05/2026 às 17:02
Senqu Bridge Lesoto: ponte de 825 metros e 90 metros de altura inaugurada em abril de 2026 no Atlas Sul-Africano
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Travessia inaugurada por Ramaphosa em 22 de abril completa megaprojeto hídrico de R$ 53 bilhões entre Lesoto e África do Sul

Lesoto inaugurou em 22 de abril de 2026 a Senqu Bridge Lesoto, uma ponte de 825 metros de extensão e 90 metros de altura. A travessia abriu sobre o vale do rio Senqu, que dá nome ao país.

Segundo o comunicado oficial da Presidência sul-africana, a inauguração teve a presença do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa.

O primeiro-ministro de Lesoto Sam Matekane também participou da cerimônia. Foi um marco binacional para o sul da África.

Conforme a construtora italiana Webuild, a obra usou formworks avançados de concreto. A engenharia precisou enfrentar vento extremo das Highlands.

Por isso, a Senqu Bridge Lesoto entrega muito mais que uma travessia. Ela completa o Lesotho Highlands Water Project Phase 2, megaobra hídrica regional.

De fato, o megaprojeto total atinge R$ 53 bilhões. É a maior obra de infraestrutura conjunta da história entre Lesoto e África do Sul.

Senqu Bridge Lesoto: ponte de 825 metros e 90 metros de altura inaugurada em abril de 2026 no Atlas Sul-Africano
Senqu Bridge Lesoto, ponte de 825 metros nas montanhas de Mokhotlong, referência Webuild

O que é a Senqu Bridge Lesoto e por que importa

A Senqu Bridge Lesoto fica no distrito de Mokhotlong, nas terras altas do país. A altitude local passa de 2 mil metros acima do nível do mar.

Conforme reportou o Newsday Lesoto, a ponte cruza o reservatório que vai ser criado pela barragem de Polihali. Sem a ponte, a estrada Mokhotlong-Maseru ficaria intransitável durante o enchimento do reservatório.

Por isso, a obra teve prazo apertado. A Polihali começou a impoundar água no final de 2025.

Em paralelo, a Webuild italiana foi a empresa-líder. Conforme a Global Construction Review, a construtora celebrou a entrega como “ponte épica nas terras altas”.

De acordo com a Webuild, a obra envolveu 1.500 trabalhadores no pico de execução. A maioria foi mão de obra local lesota.

Dessa forma, o projeto também serviu de transferência de tecnologia. Lesoto ganhou capacidade nacional de construção pesada de ponte estaiada.

Pilares de concreto da Senqu Bridge Lesoto elevando-se das águas do rio Senqu nas Highlands
Torres da Senqu Bridge sobre o vale do reservatório de Polihali, referência setor

Os dados técnicos da Senqu Bridge Lesoto

A Senqu Bridge Lesoto tem 825 metros de extensão total. A altura sobre o reservatório chega a 90 metros.

Conforme a PERI South Africa, fornecedora dos formworks, foram necessárias 75 mil toneladas de concreto. O ferro usado totalizou 8.500 toneladas.

De fato, o projeto envolveu 2 anos e meio de construção contínua. Começou em outubro de 2023 e foi entregue em abril de 2026.

Em paralelo, o custo total foi de R$ 2,4 bilhões. Conforme o Ecofin Agency, esse valor é equivalente a US$ 146 milhões.

  • Extensão: 825 metros
  • Altura: 90 metros sobre o reservatório
  • Concreto usado: 75.000 toneladas
  • Ferro estrutural: 8.500 toneladas
  • Trabalhadores no pico: 1.500
  • Custo: R$ 2,4 bilhões (US$ 146 milhões)
  • Construção: outubro 2023 a abril 2026
  • Construtora: Webuild (Itália)

A Senqu Bridge completa o Lesotho Highlands Water Project Fase 2

A Senqu Bridge Lesoto é peça-chave do Lesotho Highlands Water Project. Conforme a Lesotho Highlands Development Authority, a Fase 2 será concluída em 2028.

O projeto é binacional desde 1986. Lesoto, país sem saída para o mar, exporta água tratada para a África do Sul.

Por isso, a água passa de Lesoto para Gauteng, região metropolitana de Joanesburgo. O acordo gera royalties em moeda forte que sustentam o orçamento lesota.

Em paralelo, a Fase 2 inclui a barragem de Polihali. Conforme reportou a Engineering News, o enchimento atingiu 1.977 m de elevação em dezembro de 2025.

Dessa forma, Polihali vira o maior reservatório do hemisfério sul para transferência hídrica. O volume armazenado dobra a capacidade da fase 1 (Katse Dam).

De fato, a operação plena começa em 2028. A componente hidrelétrica do projeto deve entrar em produção em 2029.

Barragem de Polihali no Lesotho Highlands Water Project conectada pela Senqu Bridge Lesoto
Barragem de Polihali no Lesotho Highlands Water Project Phase 2, referência setor

A crise energética de Lesoto e o papel da Senqu Bridge

A Senqu Bridge Lesoto também tem dimensão energética. A barragem de Polihali vai gerar eletricidade para mais de 1 milhão de pessoas.

Conforme a Pulitzer Center, Lesoto enfrentou “crise energética perene” nos últimos anos. Secas reduziram drasticamente a geração da usina existente ‘Muela.

Por isso, a expansão da capacidade hidrelétrica é estratégica. O país é dependente de importação de energia da África do Sul.

Em paralelo, a diversificação reduz vulnerabilidade. Conforme análise da Lesotho Highlands Development Authority, a hidrelétrica vai cobrir 65% da demanda nacional.

De acordo com o governo lesota, o premiê Matekane afirmou que “o projeto vai mudar a economia do país pelos próximos 50 anos”.

Dessa forma, a Senqu Bridge Lesoto vira símbolo de transformação econômica. Não é só uma ponte — é a chave da segurança hídrica e energética da região.

O que o Brasil pode aprender da Senqu Bridge Lesoto

O caso da Senqu Bridge Lesoto é referência interessante para o Brasil. Ela mostra como cooperação binacional acelera grandes obras.

Por isso, projetos brasileiros como a Hidrovia Paraguai-Paraná poderiam replicar o modelo. Brasil-Paraguai-Bolívia partilham bacias mas têm dificuldade de coordenação.

Em paralelo, o uso de mão de obra local e construtora italiana especializada é referência. A Webuild já opera no Brasil em outras obras de megaengenharia.

Conforme análise do The Diplomatic Society, a ponte virou “símbolo de cooperação regional na África Austral”.

Para outro caso de comparação de megaprojetos, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre operações binacionais energéticas.

Para outro projeto chinês de infraestrutura recente, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre rotas estratégicas do Ártico.

Vale notar que a fase 2 do projeto ainda não está concluída. O cronograma 2028 depende da estabilidade hidrológica nos próximos 2 anos.

Apesar disso, a Senqu Bridge já cumpriu seu papel principal. Em abril de 2026, ela entregou conexão e simbolismo para uma região historicamente isolada da África Austral.

Highlands de Lesoto na região de Mokhotlong onde a Senqu Bridge Lesoto foi inaugurada em abril de 2026
Lesotho Highlands no distrito de Mokhotlong, contexto geográfico da Senqu Bridge
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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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