Travessia inaugurada por Ramaphosa em 22 de abril completa megaprojeto hídrico de R$ 53 bilhões entre Lesoto e África do Sul
Lesoto inaugurou em 22 de abril de 2026 a Senqu Bridge Lesoto, uma ponte de 825 metros de extensão e 90 metros de altura. A travessia abriu sobre o vale do rio Senqu, que dá nome ao país.
Segundo o comunicado oficial da Presidência sul-africana, a inauguração teve a presença do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa.
O primeiro-ministro de Lesoto Sam Matekane também participou da cerimônia. Foi um marco binacional para o sul da África.
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Conforme a construtora italiana Webuild, a obra usou formworks avançados de concreto. A engenharia precisou enfrentar vento extremo das Highlands.
Por isso, a Senqu Bridge Lesoto entrega muito mais que uma travessia. Ela completa o Lesotho Highlands Water Project Phase 2, megaobra hídrica regional.
De fato, o megaprojeto total atinge R$ 53 bilhões. É a maior obra de infraestrutura conjunta da história entre Lesoto e África do Sul.

O que é a Senqu Bridge Lesoto e por que importa
A Senqu Bridge Lesoto fica no distrito de Mokhotlong, nas terras altas do país. A altitude local passa de 2 mil metros acima do nível do mar.
Conforme reportou o Newsday Lesoto, a ponte cruza o reservatório que vai ser criado pela barragem de Polihali. Sem a ponte, a estrada Mokhotlong-Maseru ficaria intransitável durante o enchimento do reservatório.
Por isso, a obra teve prazo apertado. A Polihali começou a impoundar água no final de 2025.
Em paralelo, a Webuild italiana foi a empresa-líder. Conforme a Global Construction Review, a construtora celebrou a entrega como “ponte épica nas terras altas”.
De acordo com a Webuild, a obra envolveu 1.500 trabalhadores no pico de execução. A maioria foi mão de obra local lesota.
Dessa forma, o projeto também serviu de transferência de tecnologia. Lesoto ganhou capacidade nacional de construção pesada de ponte estaiada.

Os dados técnicos da Senqu Bridge Lesoto
A Senqu Bridge Lesoto tem 825 metros de extensão total. A altura sobre o reservatório chega a 90 metros.
Conforme a PERI South Africa, fornecedora dos formworks, foram necessárias 75 mil toneladas de concreto. O ferro usado totalizou 8.500 toneladas.
De fato, o projeto envolveu 2 anos e meio de construção contínua. Começou em outubro de 2023 e foi entregue em abril de 2026.
Em paralelo, o custo total foi de R$ 2,4 bilhões. Conforme o Ecofin Agency, esse valor é equivalente a US$ 146 milhões.
- Extensão: 825 metros
- Altura: 90 metros sobre o reservatório
- Concreto usado: 75.000 toneladas
- Ferro estrutural: 8.500 toneladas
- Trabalhadores no pico: 1.500
- Custo: R$ 2,4 bilhões (US$ 146 milhões)
- Construção: outubro 2023 a abril 2026
- Construtora: Webuild (Itália)
A Senqu Bridge completa o Lesotho Highlands Water Project Fase 2
A Senqu Bridge Lesoto é peça-chave do Lesotho Highlands Water Project. Conforme a Lesotho Highlands Development Authority, a Fase 2 será concluída em 2028.
O projeto é binacional desde 1986. Lesoto, país sem saída para o mar, exporta água tratada para a África do Sul.
Por isso, a água passa de Lesoto para Gauteng, região metropolitana de Joanesburgo. O acordo gera royalties em moeda forte que sustentam o orçamento lesota.
Em paralelo, a Fase 2 inclui a barragem de Polihali. Conforme reportou a Engineering News, o enchimento atingiu 1.977 m de elevação em dezembro de 2025.
Dessa forma, Polihali vira o maior reservatório do hemisfério sul para transferência hídrica. O volume armazenado dobra a capacidade da fase 1 (Katse Dam).
De fato, a operação plena começa em 2028. A componente hidrelétrica do projeto deve entrar em produção em 2029.

A crise energética de Lesoto e o papel da Senqu Bridge
A Senqu Bridge Lesoto também tem dimensão energética. A barragem de Polihali vai gerar eletricidade para mais de 1 milhão de pessoas.
Conforme a Pulitzer Center, Lesoto enfrentou “crise energética perene” nos últimos anos. Secas reduziram drasticamente a geração da usina existente ‘Muela.
Por isso, a expansão da capacidade hidrelétrica é estratégica. O país é dependente de importação de energia da África do Sul.
Em paralelo, a diversificação reduz vulnerabilidade. Conforme análise da Lesotho Highlands Development Authority, a hidrelétrica vai cobrir 65% da demanda nacional.
De acordo com o governo lesota, o premiê Matekane afirmou que “o projeto vai mudar a economia do país pelos próximos 50 anos”.
Dessa forma, a Senqu Bridge Lesoto vira símbolo de transformação econômica. Não é só uma ponte — é a chave da segurança hídrica e energética da região.
O que o Brasil pode aprender da Senqu Bridge Lesoto
O caso da Senqu Bridge Lesoto é referência interessante para o Brasil. Ela mostra como cooperação binacional acelera grandes obras.
Por isso, projetos brasileiros como a Hidrovia Paraguai-Paraná poderiam replicar o modelo. Brasil-Paraguai-Bolívia partilham bacias mas têm dificuldade de coordenação.
Em paralelo, o uso de mão de obra local e construtora italiana especializada é referência. A Webuild já opera no Brasil em outras obras de megaengenharia.
Conforme análise do The Diplomatic Society, a ponte virou “símbolo de cooperação regional na África Austral”.
Para outro caso de comparação de megaprojetos, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre operações binacionais energéticas.
Para outro projeto chinês de infraestrutura recente, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre rotas estratégicas do Ártico.
Vale notar que a fase 2 do projeto ainda não está concluída. O cronograma 2028 depende da estabilidade hidrológica nos próximos 2 anos.
Apesar disso, a Senqu Bridge já cumpriu seu papel principal. Em abril de 2026, ela entregou conexão e simbolismo para uma região historicamente isolada da África Austral.


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