Reestilização prevista para 2028 coloca a Ram Rampage no radar de mudanças na caçamba e na mecânica, com RamBox, nova tampa e preparação para eletrificação Bio-Hybrid.
Quatro anos após ter sido apresentada oficialmente em junho de 2023 e chegar às lojas no segundo semestre daquele ano, a Ram Rampage é apontada por publicações especializadas como candidata a uma reestilização mais profunda em 2028, com foco em utilidade e eletrificação.
A atualização, ainda não confirmada em comunicados oficiais da marca, incluiria mudanças discretas de aparência e soluções inéditas na caçamba, ao mesmo tempo em que prepararia o conjunto mecânico para diferentes graus de hibridização dentro da estratégia Bio-Hybrid da Stellantis.
RamBox na caçamba da Rampage
Entre as novidades citadas como mais relevantes está a adoção do RamBox, sistema de compartimentos laterais com tampa própria, travamento e vedação, conhecido em picapes maiores da marca e pensado para guardar objetos menores com mais organização.
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Na prática, esses nichos laterais ampliam as possibilidades de uso cotidiano, porque permitem separar ferramentas, itens esportivos e acessórios sem misturar tudo na área principal da caçamba, reduzindo a necessidade de caixas soltas e improvisos no transporte.
Em contrapartida, a acomodação do RamBox tende a exigir espaço físico, o que costuma diminuir a largura interna útil da caçamba, ponto que pode afetar cargas muito volumosas, mesmo que a perda seja parcial e concentrada nas laterais.

Ainda assim, a leitura de mercado é que a conveniência de um compartimento protegido e de fácil acesso pode pesar mais para parte do público, especialmente em um segmento onde a disputa também passa por praticidade, acabamento e diferenciação.
Tampa de caçamba com dupla abertura
Outro item citado como parte do pacote é uma nova tampa traseira com dupla abertura, permitindo uso no modo tradicional, para baixo, e também em um formato lateral dividido, pensado para facilitar o acesso em espaços apertados.
Quando a picape está encostada em um muro, em uma vaga curta ou com reboque próximo, a abertura lateral tende a reduzir o esforço do usuário, aproximando o corpo da caçamba e ajudando no manuseio de objetos sem exigir tanto alcance.
Caso o recurso avance para produção, a proposta é ampliar a versatilidade sem eliminar a solução convencional, preservando o modo de abertura que muitos motoristas ainda preferem ao lidar com cargas maiores ou ao apoiar equipamentos no limite traseiro.
Bio-Hybrid e eletrificação da Stellantis
No campo técnico, a Stellantis vem descrevendo publicamente a família Bio-Hybrid como um guarda-chuva de tecnologias híbridas flex planejadas para diferentes marcas do grupo no Brasil, com variações que vão do híbrido leve a soluções mais completas.
Em reportagens recentes, a evolução inclui a produção e aplicação de sistemas de 48V e outras arquiteturas, com cronogramas de adoção em modelos fabricados em Goiana, em Pernambuco, movimento que dialoga com o universo onde a Rampage é produzida.

Dentro desse contexto, a reestilização atribuída à linha 2028 aparece como uma ponte entre a Rampage atual e uma etapa de eletrificação mais ampla, alinhada ao que o grupo vem sinalizando para atender consumo, emissões e exigências regulatórias.
Como não há ficha técnica oficial para uma “Rampage 2028”, qualquer detalhamento de potência, autonomia elétrica ou calibração de transmissão permanece em aberto, e só pode ser tratado, por ora, como possibilidade mencionada por fontes do setor.
Motor 1.3 turbo flex eletrificado
As mesmas apurações associam a eletrificação futura ao motor 1.3 turbo flex, já conhecido no portfólio da Stellantis em outros modelos nacionais, mas que não integra a gama atual da Rampage, hoje oferecida com motores 2.0 a gasolina e 2.0 turbodiesel.
A ideia seria combinar o 1.3 turbo com sistemas híbridos em diferentes níveis, o que poderia incluir desde assistência elétrica para reduzir consumo em trechos urbanos até configurações mais complexas, caso a estratégia inclua versões plug-in.
Por enquanto, porém, esse cenário não veio acompanhado de confirmação da Ram sobre versões, prazos ou preços, o que impede tratar como decisão tomada aquilo que, no noticiário automotivo, ainda aparece como planejamento em desenvolvimento.
Reestilização e competitividade no segmento

O ciclo de quatro anos costuma ser um marco utilizado pela indústria para atualizações relevantes, e a Rampage, posicionada como picape intermediária com proposta mais refinada, entrou nesse intervalo desde a estreia comercial no Brasil em 2023.
Além de ajustes estéticos, a combinação de RamBox e tampa multifuncional é citada como forma de reforçar o uso prático da caçamba, argumento importante em um segmento que vende tanto por estilo quanto por conveniência diária.
Ao mesmo tempo, a eletrificação aparece como o eixo mais sensível do projeto, porque impacta custos, arquitetura e percepção do consumidor, especialmente em um mercado onde híbridos flex ganham espaço como alternativa intermediária ao elétrico puro.
Sem números oficiais de desempenho e consumo, o que existe até aqui é um desenho de direção estratégica: aumentar a oferta de soluções eletrificadas no Brasil e, nesse caminho, preparar produtos nacionais para receber tecnologias de hibridização em etapas.
Com a reestilização apontada para 2028 e a eletrificação entrando no vocabulário do projeto, a pergunta que fica é direta: quando a Ram oficializar os próximos passos, quais itens vão chegar como padrão e quais ficarão restritos às versões mais caras?

Teto solar ou panoramico…, longarinas no teto para diferentes uso… ganharia e muito!!! Poderiam ser cobrados como opcionais!!! Concorrência esta aí…
Pela imagem nota-se que o comprimento da caçamba é separado da carroceria
Aumentar em 10cm espaço interno traseiro (cabine) , pessoas com estatura alta fica com as pernas apertadas para quem senta atrás.
Poderia diminuir a caçamba em 10cm para compensar ou aumentar o chassi em 10cm ai a Rampage ficará perfeita.