Custando cerca de R$ 110 mil, este sedã da Honda oferece motor 2.0 aspirado de 155 cv, câmbio CVT e um porta-malas gigante de 519 litros.
O Honda Civic G10 (décima geração) continua sendo um objeto de desejo no mercado de usados, posicionando-se como o sedã da Honda para quem não abre mão do prazer ao dirigir. Encontrado na faixa dos R$ 110 mil em suas versões 2.0 aspiradas (como a EXL 2020), ele se destaca pela engenharia refinada, que inclui a cobiçada suspensão traseira multilink, um diferencial que garante estabilidade e conforto muito acima da média.
Este modelo, produzido no Brasil entre 2016 e 2021, representa o fim de uma era para a marca: a do motor aspirado de grande volume focado no motorista, antes da dominância dos motores turbo e dos SUVs. Com 155 cv e um câmbio CVT eficiente, o Civic G10 2.0 equilibra desempenho competente com um dos maiores porta-malas da categoria, registrando 519 litros, superando rivais diretos.
A versão que conquista: 2.0 aspirado e suspensão multilink
O coração das versões de maior volume do Civic G10 é o motor 2.0L i-VTEC SOHC FlexOne. Conhecido pela robustez, ele entrega 155 cv com etanol e 19,5 kgf.m de torque. Diferente dos rivais turbo, seu caráter é de entrega linear, exigindo rotações mais altas para mostrar vigor. Para quem busca confiabilidade, sua arquitetura de injeção multiponto é vista como “indestrutível” por muitos proprietários, sendo uma alternativa segura à complexidade da injeção direta.
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O conjunto motriz é gerenciado por uma transmissão CVT que simula 7 velocidades, focada em eficiência e suavidade. Embora priorize o conforto, a verdadeira estrela do carro é o chassi. A suspensão traseira independente do tipo multilink, presente em todas as versões, é o que define a “dirigibilidade excepcional” deste sedã da Honda, oferecendo um controle e estabilidade em curvas que muitos concorrentes com eixo de torção, uma solução mais simples, não conseguem igualar.
Civic vs. rivais: Onde ele ganha e perde?
Ao analisar o Civic G10 2.0 contra seus adversários diretos, a proposta da Honda fica clara. Dados comparativos do portal Carros na Web mostram que, embora rivais como o VW Jetta 1.4 TSI ou o Chevrolet Cruze 1.4 Turbo ofereçam torque mais imediato em baixas rotações, o Civic se destaca na dinâmica de chassi. O portal também destaca a vantagem prática do sedã da Honda: seus 519 litros de porta-malas superam com folga os 470 litros do Toyota Corolla e os 440 litros do Cruze.
No quesito financeiro, a briga é acirrada. Análises de desvalorização, também compiladas pelo Carros na Web, colocam o Civic G10 como um dos melhores do segmento em retenção de valor, perdendo por muito pouco apenas para o rival histórico, o Toyota Corolla. Ele se mostra um investimento muito mais seguro a longo prazo do que o Jetta e, principalmente, o Cruze, que sofrem com uma depreciação mais acentuada.
A voz do dono: Pontos fortes e fracos no dia a dia
A experiência de quem possui o carro revela uma relação de dualidade. Segundo opiniões de proprietários agregadas pelo Carros na Web, os elogios são quase unânimes em três pontos: o design atemporal (que ainda parece moderno), a confiabilidade motriz (com muitos relatos de zero problemas além da manutenção básica) e o excelente espaço interno, coroado pelo porta-malas gigante.
No entanto, as críticas também são consistentes e devem ser consideradas. A principal queixa, conforme apontado pelos donos no Carros na Web, é o isolamento acústico deficiente, que permite a invasão excessiva de ruído de rodagem na cabine. Outros pontos negativos frequentemente citados são a central multimídia, considerada datada e lenta, e a baixa altura do solo, que causa raspadas constantes em valetas e lombadas.
Ponto de atenção: O problema crônico do sedã da Honda

Apesar da fama de confiável, o Civic G10 não está isento de falhas. Um problema crônico específico é frequentemente relatado por proprietários e merece atenção na hora da compra de um usado. Trata-se de uma vibração excessiva sentida no volante e na carroceria, especialmente com o carro parado e engatado (em “D”).
Conforme detalhado pelo portal Vrum, essa vibração é comumente causada pelo desgaste prematuro do coxim hidráulico do motor (lado direito). A solução exige a substituição da peça, cujo custo pode variar significativamente entre o componente genuíno da concessionária e opções de boa qualidade no mercado de reposição, sendo um item obrigatório de verificação antes de fechar negócio.
O Honda Civic G10 2.0 se consolida como uma escolha para o entusiasta que precisa de praticidade. Sua engenharia focada no motorista e o porta-malas líder da categoria o tornam único, mas ele cobra seu preço no isolamento acústico e na altura do solo.
E para você, o que pesa mais: a dirigibilidade superior e o espaço do Civic ou a falta de torque em baixa e o ruído na cabine? Você acha que o G10 foi o último “verdadeiro” Civic? Compartilhe sua experiência como dono (ou ex-dono) nos comentários!

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