Em Santa Catarina, a prevenção de desastres diante do El Niño envolve barragens, limpeza de rios, pontes, caminhões-pipa e equipamentos para a Defesa Civil. O governo informou cerca de R$ 1 bilhão em ações, enquanto a Operação Primavera deverá mobilizar os 295 municípios catarinenses entre junho e setembro de 2026.
Santa Catarina intensificou a prevenção de desastres diante da possibilidade de El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo informações divulgadas pelo governo estadual e pela Defesa Civil, cerca de R$ 1 bilhão foram direcionados a barragens, desassoreamento de rios, estruturas de acesso e equipamentos destinados aos municípios.
Segundo o ND Mais, a mobilização envolve os 295 municípios do estado e terá uma etapa operacional entre 1º de junho e 21 de setembro, com a Operação Primavera 2026. A iniciativa busca preparar áreas sujeitas a alagamentos, inundações e movimentos de massa, como deslizamentos, enquanto o comportamento climático continua sendo acompanhado por técnicos.
Possibilidade de El Niño eleva atenção aos riscos no estado
A perspectiva de formação do El Niño no segundo semestre colocou os riscos hidrológicos novamente no centro do planejamento em Santa Catarina. Em nota técnica, órgãos estaduais destacaram que o fenômeno pode favorecer períodos de chuva acima da média, mas sua intensidade e seus impactos ainda dependem da evolução das condições atmosféricas.
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A prevenção de desastres considera que enchentes, enxurradas e deslizamentos não são resultado automático de um único fenômeno. Mesmo assim, a possível influência do El Niño exige antecipação em regiões vulneráveis. Preparar estruturas e equipes antes das ocorrências é o ponto central da estratégia estadual.
Barragens e rios integram pacote informado de R$ 1 bilhão
Segundo dados apresentados pelo governo estadual, Santa Catarina reúne aproximadamente R$ 1 bilhão em iniciativas associadas à prevenção. O pacote inclui obras em barragens, modernização de estruturas existentes e ações de desassoreamento e limpeza de rios, medidas destinadas a reduzir vulnerabilidades diante de volumes elevados de chuva.
As barragens integram a capacidade de retenção de cheias, enquanto a limpeza de cursos d’água busca preservar a vazão onde sedimentos e resíduos podem agravar transbordamentos. Na prevenção de desastres, obras estruturais não eliminam todo risco, mas podem reduzir danos e ampliar o tempo de resposta.
Defesa Civil municipal recebe tecnologia e veículos
Outra frente do pacote envolve o repasse de R$ 64 milhões para estruturas municipais da Defesa Civil. Conforme a divulgação, os recursos financiaram equipamentos como veículos 4×4, notebooks, tablets resistentes, drones de mapeamento e telas destinadas ao acompanhamento de informações meteorológicas.
Para a Defesa Civil, a capacidade local de reconhecimento e deslocamento é determinante nas primeiras horas de uma emergência. Drones podem auxiliar na leitura de áreas atingidas, enquanto veículos adequados facilitam o acesso a trechos com lama ou bloqueios. A prevenção de desastres também depende de municípios capazes de agir rapidamente.
Pontes e caminhões-pipa ampliam resposta a extremos diferentes

O investimento também contempla acessos afetados pela água. Com R$ 45 milhões destinados ao programa de kits de pontes, foram informadas 641 estruturas entregues: 205 pontes de concreto e 436 kits metálicos. Em áreas rurais ou isoladas de Santa Catarina, travessias danificadas podem interromper socorro, abastecimento e deslocamento de moradores.
Embora o El Niño concentre atenção sobre a chuva, o estado também informou R$ 55 milhões para enfrentar estiagem e abastecimento emergencial. A ação viabilizou 839 reservatórios e kits de transporte hídrico para 51 municípios, além de 126 caminhões-pipa. A estrutura de proteção precisa responder tanto ao excesso quanto à falta de água.
Operação Primavera alcançará os 295 municípios
A Operação Primavera 2026 deverá mobilizar os 295 municípios catarinenses entre 1º de junho e 21 de setembro. As ações previstas incluem limpeza de rios e drenagem, manejo de árvores, instalação de kits ponte e capacitações, com prioridade para locais classificados em risco médio, alto ou muito alto de alagamentos, inundações e movimentos de massa.
O planejamento conecta monitoramento e execução territorial. Enquanto especialistas acompanham a possibilidade de El Niño, cada município precisa transformar alertas em manutenção, organização de resposta e comunicação com moradores. Para a Defesa Civil, a atuação coordenada é decisiva quando um evento severo atinge mais de uma região simultaneamente.
Escolas também entram na política de prevenção de desastres
Além de obras e equipamentos, o estado apresentou números do programa Defesa Civil na Escola, que recebeu R$ 22,1 milhões desde 2023 e alcançou 1.567 escolas em 290 municípios. A iniciativa procura ensinar estudantes a reconhecer áreas de risco e adotar medidas de autoproteção.
A formação amplia a prevenção de desastres para além de barragens, pontes e veículos. Em Santa Catarina, onde diferentes extremos podem ocorrer ao longo do ano, informação pública e infraestrutura precisam funcionar em conjunto, especialmente diante de alertas associados ao comportamento climático.
A prevenção de desastres só poderá ser avaliada plenamente conforme as ações forem executadas e os eventos ocorrerem. Para você, obras e equipamentos de proteção climática deveriam receber prioridade permanente, independentemente da confirmação de um fenômeno específico? Deixe sua opinião nos comentários.

Deveria ser permanente, prevenção é a melhor solução para enfrentar os efeitos catastróficos do clima daqui para frente e diminuir o impacto na população, principalmente ao preservar vidas e também todos os problemas decorrentes de uma não prevenção.