Produto vendido como solução de emergência concentra relatos de falhas precoces, perda de funcionamento e negativa de reparo após o fim da garantia legal, levando consumidores a questionar a durabilidade e a política de assistência aplicada a acessórios da marca.
O carregador portátil de 10.000 mAh com recarga de 25 W da Samsung passou a ser citado em reclamações de consumidores que relatam falhas após poucos meses de uso, seguidas pela interrupção completa do funcionamento.
Em diferentes depoimentos, um ponto aparece de forma recorrente: ao procurar o suporte, clientes dizem receber a negativa de reparo ou troca, com a justificativa de que o prazo de garantia teria se encerrado e de que acessórios não seriam passíveis de conserto.
As queixas se concentram em um modelo comercializado como bateria externa de 10.000 mAh e carregamento super-rápido de até 25 W, equipado com duas portas USB-C para recarregar dispositivos e também a própria bateria.
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A repetição desses relatos, publicados em páginas de venda e em espaços de comentários, tem levado consumidores a questionar a durabilidade do produto e o período de assistência oferecido após a compra.
Relatos apontam falhas no carregamento e interrupção do funcionamento
Segundo consumidores, os problemas tendem a começar com instabilidade no uso cotidiano.
Há descrições de situações em que a bateria passa a indicar carga incorreta, apresenta falhas ao iniciar o carregamento ou perde a capacidade de manter energia.

Com o avanço do problema, parte dos usuários afirma que o acessório deixa de funcionar completamente.
Entre os casos divulgados está o do editor do Canaltech, Bruno de Blasi, que relatou ter comprado a power bank em abril e enfrentado falhas a partir de julho.
No depoimento, ele descreve que o aparelho passou a exibir carga zerada de forma inesperada e apresentou comportamento incomum ao ser conectado a um smartphone.
“Comprei aquela power bank da Samsung de 10.000 mAh em abril.
Ela funcionou até julho.
Quando três meses após a compra, ela começou a mostrar carga zerada do nada.
(…)
Ainda tem um comportamento bizarro de tentar puxar a energia do celular sempre que conecto em um Android ou iPhone, e só dá sinal de vida quando seguro o botão por alguns segundos e ligo na tomada (mas desliga logo depois).”
Em seguida, ele relata que tentou acionar a assistência técnica, mas não obteve solução para o problema.
“A Samsung respondeu o chamado que fiz após uma semana e falaram que não vão fazer nada, justificando que a garantia de 3 meses acabou e que acessório não tem conserto.”
Prazo de garantia para acessórios concentra parte das reclamações
Os relatos indicam que a insatisfação não se restringe ao defeito apresentado pelo produto.
Para muitos consumidores, o ponto central está na diferença entre a expectativa de vida útil e o atendimento recebido quando o problema surge fora do período de garantia.
De acordo com as informações disponíveis na página de garantia da Samsung no Brasil, acessórios comprados separadamente contam com garantia de 3 meses.
Outras categorias de produtos da marca, como smartphones e wearables, aparecem com prazos mais longos, de 12 meses.
Esse recorte é citado por consumidores como justificativa apresentada pela empresa para a recusa de troca ou reparo quando o defeito surge após o fim do prazo.
Em comentários publicados online, usuários afirmam que, ao acionar o suporte, foram informados de que não haveria possibilidade de conserto para o acessório.
Nesses relatos, a alternativa apresentada teria sido a aquisição de um novo produto.
Avaliações em lojas virtuais citam falhas em até seis meses

As reclamações também aparecem em avaliações deixadas por clientes em páginas de venda do carregador portátil.
Em diferentes comentários, consumidores relatam uso eventual do acessório e, ainda assim, falhas no funcionamento após alguns meses.
Um dos depoimentos resume a experiência de forma direta.
“Parou de funcionar com 6 meses de pouquíssimo uso.
Muito ruim.”
Outro comentário segue a mesma linha.
“Parou de funcionar com 6 meses de uso.
Um absurdo.”
Há também avaliações mais detalhadas, nas quais usuários descrevem limitações do produto e mudanças de comportamento ao longo do tempo.
Um cliente relata ter adquirido o carregador em promoção e afirma que o utilizou pouco.
Segundo ele, o acessório possui duas entradas, mas vem acompanhado de um cabo considerado curto, o que teria influenciado a forma de uso.
Esse mesmo usuário menciona que o power bank leva várias horas para recarregar.
Também relata que o desempenho anunciado como “carregamento super-rápido” não correspondeu à experiência observada.

Em uma avaliação atribuída a uma consumidora identificada como Gisele, o texto informa que a compra ocorreu em junho de 2025 e que o aparelho deixou de funcionar em outubro do mesmo ano.
De acordo com o relato, ao buscar suporte, ela teria sido informada sobre a garantia de três meses aplicada a esse tipo de produto.
Outro comentário, assinado como Júnior, afirma que o carregador funcionou normalmente por cerca de cinco meses.
Depois disso, segundo o usuário, o acessório passou a emitir ruído e a “puxar a energia” do celular, em vez de carregá-lo.
Ele relata que, ao procurar assistência técnica, recebeu a informação de que a garantia havia expirado e que não haveria alternativa de reparo.
Samsung não se manifestou até o fechamento
O Canaltech informou que procurou a Samsung para solicitar um posicionamento sobre as reclamações envolvendo o modelo de 10.000 mAh com recarga de 25 W.
Até o fechamento do material, segundo o site, não houve resposta da empresa. Enquanto isso, novos comentários continuam sendo publicados em páginas de produto e espaços de avaliação.
Consumidores descrevem experiências semelhantes e apontam falhas ocorridas após poucos meses de uso. Os relatos reforçam o debate sobre a relação entre tempo de funcionamento esperado e prazo de assistência oferecido para acessórios vendidos separadamente.
Com a repercussão do tema em ambientes digitais, permanece a discussão entre consumidores sobre como a empresa deve tratar casos em que o defeito surge logo após o fim da garantia.

É muito simples resolver. Apenas boicotar a empresa Samsung que oferecem produtos de baixa qualidade. Quando sentir no bolso deixarão de sacanear o consumidor. Agora seria legal se fosse um movimento encabeçada por uma associação de consumidores que faria uma ação organizada. O consumidor tem uma força imensa, mas infelizmente ignora esse fato por preguiça de tomar uma atitude e de se organizar para fazer acontecer uma ação positiva de auto proteção contra empresas que abusam dos consumidores. Essa é a minha opinião!
Não são só esses carregadores, as TVs dessa marca também têm prazo de validade, já tive 3 de diferentes modelos e quebram logo após a garantia. Uma delas, com apenas 3 anos de uso, não pode ser consertada pois sairia quase o preço de uma nova. Quatro técnicos diferentes afirmaram o mesmo: é um defeito crônico na tela dos modelos da série 8.000. Essa empresa NÃO É confiável. Não compro mais NADA dessa marca.