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Rússia avança com plano de estação espacial giratória para criar gravidade artificial e reduzir danos no corpo de astronautas

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 01/01/2026 às 10:43
Rússia avança com plano de estação espacial giratória para criar gravidade artificial e reduzir danos no corpo de astronautas
Ideia com gravidade artificial de 0,5 g tenta diminuir a perda de massa muscular e óssea em missões longas e aponta para o que pode vir após o fim da participação russa na ISS.
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Ideia com gravidade artificial de 0,5 g tenta diminuir a perda de massa muscular e óssea em missões longas e aponta para o que pode vir após o fim da participação russa na ISS.

A Rússia entrou no radar com um projeto de estação espacial giratória voltado a um objetivo direto: criar gravidade artificial para proteger a saúde de astronautas.

O movimento ganha peso no momento em que a Estação Espacial Internacional se aproxima do encerramento de sua operação e a participação russa tem prazo para terminar em 2028.

A proposta mira um dos maiores problemas do espaço: o corpo humano sofre com a gravidade zero, perdendo força e resistência ao longo do tempo.

O que aconteceu e por que isso chamou atenção

A estatal russa de foguetes Energia obteve uma patente de um grande complexo espacial giratório. O conceito busca simular gravidade por rotação, como uma centrífuga.

A lógica é simples: ao girar, a estrutura gera força centrífuga que empurra os ocupantes em direção ao piso. Isso cria uma sensação de peso e aumenta a carga física no corpo.

A ideia mira o desafio de manter a tripulação saudável por períodos prolongados fora da Terra.

Por que a gravidade zero desgasta o corpo

No espaço, a gravidade funciona como um suporte constante para músculos e ossos. Sem essa carga, o corpo perde parte do que usa para se manter forte.

Na Estação Espacial Internacional, astronautas precisam treinar por horas todos os dias para reduzir a perda de condicionamento e conseguir caminhar com mais segurança ao voltar.

A gravidade artificial aparece como alternativa para diminuir esse desgaste em viagens longas e estadias orbitais prolongadas.

Como funcionaria a gravidade artificial de 0,5 g

O projeto trabalha com a meta de 0,5 g, o equivalente a 50 por cento da gravidade da Terra. A estação teria uma estrutura giratória grande e modular.

O desenho se afasta do formato de tubo e se aproxima de um conjunto que lembra um ventilador, com partes fixas e partes em rotação ao redor de uma coluna central.

A conexão entre áreas habitáveis e o centro giratório é descrita com juntas herméticas e flexíveis, permitindo unir os módulos ao sistema de rotação.

O desenho da estação e os números do projeto

Os módulos habitáveis aparecem presos de forma radial, como raios de uma roda. O objetivo é manter os espaços de vida afastados do centro para aumentar o efeito da rotação.

Para chegar a 0,5 g, as áreas habitadas precisariam ficar a 40 metros do centro e a estrutura deveria girar a cinco revoluções por minuto.

Nesse arranjo, a força centrífuga ajudaria a manter astronautas presos ao chão, criando um ambiente com gravidade constante.

Pontos de atenção e dúvidas comuns

Construir algo desse porte exige muitos lançamentos e um processo complexo de montagem em órbita. O tamanho da estrutura eleva o nível de dificuldade e de custo operacional.

A segurança também pesa. Um dos desafios é o acoplamento de naves de transporte em uma estação que gira sem parar, já que qualquer erro pode causar uma colisão grave.

Mesmo assim, o tema não é exclusivo da Rússia, porque há interesse em estações com gravidade artificial e conceitos semelhantes já foram estudados ao longo de décadas.

O que pode acontecer a partir de agora

Ainda não há recursos nem prazos definidos para tirar o projeto do papel, mas a patente sinaliza intenção de desenvolver uma estação desse tipo.

O cenário se encaixa com o ciclo final da ISS, que caminha para um reingresso controlado em 2030, com destino a uma tumba aquática.

Ao mesmo tempo, a agência Roscosmos trabalha na Estação Espacial Orbital Russa, ROSS, e há possibilidade de separar e reutilizar segmentos russos da ISS.

A intenção inclui destacar componentes mais novos, como o laboratório multipropósito Nauka e o nó Prichal, pouco antes da desorbitação prevista para 2030.

A estratégia evita a perda completa do investimento tecnológico russo na estação atual e abre caminho para um futuro com operações mais autônomas.

A proposta de uma estação giratória com gravidade artificial reforça a busca por soluções para missões longas, quando exercícios diários podem não ser suficientes para conter os efeitos da gravidade zero.

Com o fim do ciclo da ISS se aproximando e a saída planejada em 2028, o tema tende a ganhar espaço, seja pela ROSS ou por novos projetos de engenharia orbital.

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João Carlos
João Carlos
11/01/2026 22:41

Ah coitada! A Rússia tá ****,está raspando o fundo do cofre p manter a guerra na Ucrânia,como vai fazer um projeto desses?

João
João
10/01/2026 00:34

Se não for igual o submarino kursk kkkk

Direita
Direita
09/01/2026 21:15

Vai encher linguiça de outro, seus comunista hipócritas, viu que com o governo americano não se brinca. Sou a favor do a capitalismo sim , pois dar dinheiro aos pobres através de benefício, não vai levar o ser humano a lugar nenhum. Temos que dar educação, saúde e emprego pra que essas pessoas sejam dignas de seguirem sua vida com dignidade. Fora ideologia que não seja a de Deus

Edison Castro Durval
Edison Castro Durval
Em resposta a  Direita
09/01/2026 22:34

Primeiro: A Rússia não é comunista.

Segundo: Você se diz capitalista, reclama de dar dinheiro aos pobres, mas pede que o estado gere educação, saúde e emprego, isso não é contrário??

Afinal no capitalismo a única coisa fornecida pelo estado é a segurança, saúde, educação e empregos devem ser gerados pela iniciativa privada.

Decide logo o que que você deseja.

Claudio
Claudio
Em resposta a  Direita
09/01/2026 23:15

Vai lá rezar para pneu. Amém.

Um cara
Um cara
Em resposta a  Direita
10/01/2026 01:22

Pessoas como vc são tão fáceis de manipular que chega a ser triste de ver… Repete coisas que ouve por aí sem a menor noção e mínimo entendimento do mundo em que vive… Prefere repetir que nem um papagaio os clichês que ouviu dos seus “mitos” e perdeu a capacidade de analisar a realidade por conta própria. Deixa de ser um **** mandado e vai procurar entender o mundo de verdade, por conta própria ao invés de repetir a ideia de pessoas que vem vc como uma simples estatística…

Christian
Christian
Em resposta a  Direita
10/01/2026 01:49

Uy, qué pelot….udo que sos!! Justamente educación, salud y trabajo es lo que NO DA, NI LE INTERESA DAR a los gobiernos de extrema derecha. Y ya que hablás de Dios, te recuerdo que Jesús echó a patadas a los mercaderes del templo, así que si no querés quedar como un nabo que mezcla todo sin sentido, mejor dejá de escribir sandeces. Y por otro lado, investigá muy bien a ver qué tan comunista es Putin, libertario descerebrado.

Galantin
Galantin
Em resposta a  Direita
10/01/2026 11:57

Russia não é comunista nem socialista, bicho tonto.
Russia é até de direita…e católico ortodoxo….

Mudando de assunto…
“Dar dinheiro” não é socialismo…
Dar educação, saúde e emprego que sim, fazem parte do socialismo…

Vc está confundindo com assistencialismo…. que não é socialismo….por sinal ele existe mais no capitalismo justamente pq o capitalismo não consegue oferecer trabalho, saúde e educação para todos, pois o dinheiro é afunilado para o acúmulo…logo bilionários ganham mais dinheiro…. exponencialmente

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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