Levantamento do IBGE aponta Pantanal I como área menos arborizada do Grande Recife, explicando sensação térmica elevada, impactos na saúde e rotina alterada de cerca de 400 famílias locais urbanos
Moradores de Pantanal I, no Grande Recife, enfrentam calor intenso neste verão devido à escassez de árvores, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, situação que afeta cerca de 400 famílias e agrava riscos à saúde.
Cidade menos arborizada do Grande Recife
A comunidade foi apontada como a menos arborizada da região metropolitana, resultado que ajuda a explicar a sensação térmica elevada relatada diariamente.
Reportagem do Diário de Pernambuco ouviu moradores para entender adaptações forçadas pela falta de sombra, especialmente durante os horários mais quentes do dia.
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A auxiliar de limpeza Sofia Alves da Silva, de 62 anos, descreveu mudanças na rotina, com banhos frequentes e ventilador insuficiente para aliviar a quentura.
Segundo o relato, o medo de um enfarto acompanha o calor persistente, tornando o cotidiano mais cansativo e limitando atividades simples fora de casa.
Origem da comunidade e escassez de árvores
Cerca de 400 famílias vivem em Pantanal I, formada ao redor do Hospital Geral da Mirueira, instituição fundada em 1941 e referência local.
Durante a apuracão, foi identificada apenas uma árvore, localizada no hospital, cujas raízes longas provocam rachaduras em casas vizinhas próximas há anos.
A casa de Sofia está entre as atingidas, situação que evidencia a ausência de planejamento verde e seus efeitos colaterais imediatos.
Importância das árvores para o conforto térmico
No ambiente urbano, a Confederação Nacional de Municípios destaca que árvores reduzem temperaturas, criam microclimas e melhoram a qualidade de vida.
O sombreamento das copas influencia a temperatura abaixo do dossel, aumentando conforto térmico, umidade do ar e mitigando ondas de calor.
Enquanto soluções não chegam, moradores seguem improvisando estratégias para atravessar o verão, cenário que reforça desigualdades ambientais dentro da mesma cidade.
Com informações de Diário do Comércio.

