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Rotina alterada, riscos à saúde e um verdadeiro sufoco: há tão poucas árvores na cidade do Nordeste que moradores enfrentam desafios diários

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 15/01/2026 às 11:01 Atualizado em 15/01/2026 às 11:02
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Imagem: Ilustração
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Levantamento do IBGE aponta Pantanal I como área menos arborizada do Grande Recife, explicando sensação térmica elevada, impactos na saúde e rotina alterada de cerca de 400 famílias locais urbanos

Moradores de Pantanal I, no Grande Recife, enfrentam calor intenso neste verão devido à escassez de árvores, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, situação que afeta cerca de 400 famílias e agrava riscos à saúde.

Cidade menos arborizada do Grande Recife

A comunidade foi apontada como a menos arborizada da região metropolitana, resultado que ajuda a explicar a sensação térmica elevada relatada diariamente.

Reportagem do Diário de Pernambuco ouviu moradores para entender adaptações forçadas pela falta de sombra, especialmente durante os horários mais quentes do dia.

A auxiliar de limpeza Sofia Alves da Silva, de 62 anos, descreveu mudanças na rotina, com banhos frequentes e ventilador insuficiente para aliviar a quentura.

Segundo o relato, o medo de um enfarto acompanha o calor persistente, tornando o cotidiano mais cansativo e limitando atividades simples fora de casa.

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Origem da comunidade e escassez de árvores

Cerca de 400 famílias vivem em Pantanal I, formada ao redor do Hospital Geral da Mirueira, instituição fundada em 1941 e referência local.

Durante a apuracão, foi identificada apenas uma árvore, localizada no hospital, cujas raízes longas provocam rachaduras em casas vizinhas próximas há anos.

A casa de Sofia está entre as atingidas, situação que evidencia a ausência de planejamento verde e seus efeitos colaterais imediatos.

Importância das árvores para o conforto térmico

No ambiente urbano, a Confederação Nacional de Municípios destaca que árvores reduzem temperaturas, criam microclimas e melhoram a qualidade de vida.

O sombreamento das copas influencia a temperatura abaixo do dossel, aumentando conforto térmico, umidade do ar e mitigando ondas de calor.

Enquanto soluções não chegam, moradores seguem improvisando estratégias para atravessar o verão, cenário que reforça desigualdades ambientais dentro da mesma cidade.

Com informações de Diário do Comércio.

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Romário Pereira de Carvalho

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