Empreendimento localizado no km 331 da BR-386, principal corredor logístico do Rio Grande do Sul, está posicionado em área elevada fora da cota de enchentes, com capacidade para 103 lotes industriais e infraestrutura voltada para setores como agronegócio, metalmecânico e indústria alimentícia.
O grupo paulista Vogar Empreendimentos, com sede em Barueri (SP), recebeu oficialmente a Licença de Instalação para implantar o condomínio logístico-industrial Vogar Park Terras Altas, em Marques de Souza, no Rio Grande do Sul, com investimento estimado em R$ 40 milhões.
O empreendimento será construído no km 331 da BR-386, na localidade de Linha Perau, a cerca de oito quilômetros de Lajeado, em um trecho já duplicado da rodovia que registra fluxo diário de aproximadamente 25 mil veículos, com forte presença de transporte de cargas regionais e nacionais.
A área total do projeto soma 115 mil metros quadrados, implantados em uma região elevada e fora da cota de enchentes, fator apresentado pela empresa como um diferencial estratégico para a instalação de indústrias e centros de distribuição que precisam de segurança operacional o ano inteiro.
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A posição geográfica privilegiada do Vogar Park Terras Altas é especialmente relevante após os eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul em anos recentes, tornando a localização fora das áreas de risco hídrico um critério cada vez mais valorizado por empresas que buscam instalar operações logísticas no estado.
A BR-386 é considerada o principal corredor logístico do Rio Grande do Sul, ligando o interior do estado à Grande Porto Alegre e permitindo conexão com os principais eixos de distribuição do Sul do Brasil, o que torna o trecho de Marques de Souza uma localização estratégica para operações de alta movimentação.
Estrutura do condomínio e setores atendidos

O Vogar Park Terras Altas foi planejado para atender setores estratégicos da economia regional, entre eles o agronegócio, o metalmecânico, a indústria alimentícia, o setor de cosméticos e as operações logísticas, atividades que têm forte presença no Vale do Taquari e demandam infraestrutura adequada para sua expansão.
O projeto prevê a criação de 103 lotes industriais e três lotes comerciais, com áreas individuais que variam entre 600 e 3 mil metros quadrados, havendo ainda a possibilidade de unificação de lotes para formar espaços superiores a 10 mil metros quadrados, adequados para grandes operações industriais e de armazenagem.
Entre os diferenciais de infraestrutura anunciados estão as vias internas preparadas para circulação de carretas e caminhões pesados, com geometria adequada para manobras de veículos de grande porte, e o fornecimento de energia de média e alta tensão com redundância para garantir continuidade operacional.
O empreendimento também prevê infraestrutura pronta para instalação de fibra óptica, atendendo às exigências de conectividade das empresas modernas, que dependem cada vez mais de comunicação rápida e estável para gerenciar estoques, operações logísticas e sistemas de automação industrial em tempo real.
A proposta incorpora um conceito que a empresa denomina cidade verde, com ênfase em sustentabilidade e resiliência climática, incluindo sistemas de tratamento de efluentes, drenagem urbana com retenção e infiltração de água da chuva, controle de erosão e preservação de áreas verdes e de proteção permanente.
Cronograma, licenciamento e impacto regional esperado
A obtenção da Licença de Instalação junto aos órgãos ambientais competentes é um marco importante no desenvolvimento do projeto, pois comprova que o empreendimento atende às exigências legais e ambientais estabelecidas pelas autoridades estaduais e municipais para empreendimentos desta natureza e porte.
Segundo o cronograma apresentado pela Vogar Empreendimentos, o lançamento oficial do empreendimento está previsto para agosto de 2026, com o início das obras programado para outubro do mesmo ano e a entrega da primeira etapa planejada para outubro de 2028, garantindo previsibilidade aos futuros ocupantes.
A empresa destacou que o projeto visa oferecer mais do que lotes industriais isolados, buscando criar um ecossistema de alto padrão para elevar a eficiência e a competitividade das empresas instaladas no empreendimento, com foco em integrar infraestrutura física, conectividade e localização estratégica.
Para o Vale do Taquari, a chegada de um condomínio logístico-industrial desse porte pode representar um impulso significativo para a geração de empregos diretos e indiretos na região, além de atrair empresas de outros estados que buscam pontos de distribuição no interior do Rio Grande do Sul.
A localização próxima a Lajeado, um dos principais centros urbanos do Vale do Taquari e polo regional de serviços, saúde e educação, também facilita a atração de mão de obra qualificada e a instalação de empresas que precisam de acesso rápido a fornecedores, prestadores de serviço e infraestrutura urbana.
Perspectivas para o mercado logístico gaúcho
O Rio Grande do Sul vem registrando crescimento na demanda por espaços logísticos modernos, impulsionado pela expansão do comércio eletrônico, pelo fortalecimento do agronegócio regional e pela necessidade de as empresas diversificarem suas operações de armazenagem e distribuição em múltiplos pontos do território estadual.
Condomínios logísticos industriais com infraestrutura completa, como o Vogar Park Terras Altas, atendem a essa demanda ao oferecer um ambiente planejado, com gestão compartilhada de segurança, manutenção e serviços comuns, o que reduz os custos operacionais individuais de cada empresa instalada.
A escolha de uma área fora da cota de enchentes também responde a uma mudança de postura das empresas ao avaliar novos locais para suas operações, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as cheias de 2024 causaram prejuízos bilionários ao setor produtivo e evidenciaram a vulnerabilidade das instalações em áreas de risco hídrico.
Com investimento de R$ 40 milhões e capacidade para atender mais de cem operações industriais e logísticas simultaneamente, o Vogar Park Terras Altas representa um dos maiores projetos de infraestrutura industrial em andamento no Vale do Taquari, com potencial de transformar a dinâmica econômica da região nos próximos anos.

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