Renova energia constrói novo parque eólico na Bahia para se reerguer, com capacidade de 432 MW

Roberta Souza
por
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27-12-2021 13:34:59
em Energia Eólica, Energia Renovável
parque eólico - Bahia - energia Foto: reprodução google

O novo parque eólico da renova energia na Bahia terá capacidade de abastecer quase 1 milhão de residências

A Renova Energia tenta se recuperar da crise em que está, entrando em operação na unidade eólica Alto Sertão III, na Bahia. Em recuperação judicial desde outubro de 2019, foi o único parque eólico que ficou com a companhia depois da venda de diversos ativos para quitar as dívidas no mercado.

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O parque eólico irá gerar R$ 250 milhões de caixa (Ebtida) por ano, por possuir capacidade para 432 megawatts (MW), quantia suficiente para abastecer quase 1 milhão de residências . “Esse será o pilar para liquidar as dívidas da empresa”, afirmou o presidente da empresa, Marcelo Milliet.

No total, investiu-se R$ 2,5 bilhões na unidade que terá 155 aerogeradores e 208 quilômetros de linhas de transmissão, distribuídos por seis municípios da Bahia (Caetité, Igaporã, Pindaí, Licínio de Almeida, Riacho de Santana e Guanambi).

Os testes do parque eólico foram iniciados no dia 12 de dezembro e, para os próximos dias, espera-se liberá-lo para operar comercialmente.

O projeto ficou embargado por cinco anos devido a problemas financeiros da Renova energia e foi retomado somente em abril de 2021. A empresa foi uma das primeiras a investir em energia eólica no Brasil.

Fundada pelos empresários Ricardo Delneri e Renato Amaral em 200, momento da pior crise elétrica do Brasil, a empresa teve as ações lançadas na Bolsa e atraiu a atenção de gigantes do segmento, como Light e Cemig, que tornaram-se acionistas.

Após uma parceria frustrada com a americana SunEdison, que logo depois da negociação entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos, a Renova Energia precisou realizar um rígido ajuste nas suas estruturas. Com as perdas ocasionadas pelo contrato, os sócios precisaram aportar recursos na companhia e projetos sofreram renegociação.

Negociações de recuperação

Entretanto, a situação dificultou e a maior companhia de energia eólica do Brasil precisou vender os principais parques a fim de sanar dívidas. Restaram somente algumas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Alto Sertão III, a qual é a maior aposta da Renova Energia atualmente para se reerguer. Porém, esse objetivo tem envolvido várias transações e mudanças.

Só foi possível retomar as obras do parque eólico após um empréstimo de R$ 360 milhões na modalidade DIP (devedor em posse) – uma forma de financiamento para empresas em recuperação judicial. Outra operação que contribuiu para o caixa foi a venda da Brasil PCH, por R$ 1,1 bilhão. Com o capital, foi realizada parte do pagamento do empréstimo DIP e de alguns outros credores, afirma Marcelo.

A Renova Energia também vendeu o Complexo Hidrelétrico Serra da Prata (Espra), por R$ 265 milhões. A negociação ainda depende de autorizações de órgãos regulatórios. As vendas contribuirão para a redução do endividamento de R$ 2 bilhões da companhia, que irão vencer em um período de dez anos.

Carteira de projetos

A Renova Energia possui uma carteira de projetos de 6 gigawatts (GW) de potência. Uma parcela será vendida para demais investidores do segmento. “Uma outra fatia vamos reservar para a empresa”, declarou o presidente da empresa, Marcelo Melliet. Ele também afirmou que há projetos híbridos, de energia eólica e solar, para serem desenvolvidos, incluindo o parque em Alto Sertão III. A Renova, no entanto, deve seguir um ritmo menos acelerado que no passado para construir novos empreendimentos. No lugar de megaprojetos, a companhia deve apostar em parques eólicos e híbridos que serão construídos em parcelas menores. “Temos capacidade de voltarmos a ser um grande player do mercado”.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos