Renault confirma futuro do Duster após a chegada do Boreal e surpreende o mercado automotivo com planos de renovação.
Renault mantém Duster vivo após chegada do Boreal e garante renovação futura, afirma CEO
O que vai acontecer com o Renault Duster, quem respondeu a essa dúvida, quando isso foi revelado, onde o anúncio ocorreu, como a marca pretende agir e por que a estratégia mexe com o mercado automotivo?
A resposta veio nesta semana, quando Ariel Montenegro, CEO da Renault-Geely Brasil, afirmou em entrevista ao Podcast do Motor1.com Brasil que o Duster continuará no portfólio, mesmo após a estreia do novo SUV médio Boreal, e terá uma nova geração no futuro, embora ainda sem data definida.
Essa decisão, segundo ele, ocorre porque o Duster mantém força comercial, público fiel e um papel estratégico dentro da linha da marca.
Essa confirmação, portanto, reorganiza toda a hierarquia da Renault e recoloca o Duster no centro das discussões sobre o futuro do mercado de SUVs no país.
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“Não vamos abandonar”: Duster continua sendo peça-chave
Ariel Montenegro foi direto ao ponto.
“O ciclo de vida ainda não acabou e, em algum momento, vai ter renovação do Duster. Não vamos abandonar”, afirmou.
Segundo ele, o modelo segue valorizado por entregar confiança, durabilidade e bom custo-benefício, qualidades que, assim, ainda atraem milhares de compradores.
Além disso, o Duster mantém resultados comerciais expressivos.
“Vendemos mais de 1.500 unidades todos os meses. Só em setembro foram mais de 1.700”, destacou o CEO.
Esses números, por outro lado, mostram que o SUV permanece com espaço sólido no mercado automotivo.
Duster vira elo entre Kardian e Boreal
A estratégia da Renault agora é clara.
Com o Kardian como SUV de entrada e o novo Boreal ocupando a faixa premium, o Renault Duster cumpre o papel de intermediário natural entre os dois.
Assim, o modelo evita um “vazio” de preços dentro da gama.
Hoje, o Kardian custa entre R$ 113.690 e R$ 149.990, enquanto o Boreal varia de R$ 179.990 a R$ 214.990.
Nesse intervalo, somente o Duster se encaixa, justificando sua permanência.
Atualmente, o SUV parte de R$ 141.990 na versão 1.6 MT e chega a R$ 161.900 na Iconic 1.3 TCe — o mesmo motor do Boreal, mas com câmbio CVT, o que amplia ainda mais seu apelo.
Mudanças no horizonte: nova geração é “inevitável”
Apesar de Montenegro confirmar a continuidade do modelo, o cenário aponta para transformações.
A geração atual, lançada em 2020, já mostra sinais de idade, especialmente em tecnologia, além de ainda não utilizar a plataforma RGMP, base modular que equipa os lançamentos mais recentes da Renault.
Portanto, é natural que a marca analise a adoção da nova geração do Duster europeu, que já circula por alguns mercados mundiais.
O modelo, inclusive, já foi visto no Brasil em testes, embora Montenegro tenha desconversado:
“Testamos muitos veículos aqui, mas nem todos são para o Brasil. Temos uma operação de engenharia grande que presta serviços para outros mercados também.”
Mercado automotivo global reforça força da Renault
Mesmo com origem Dacia, o SUV continua sendo vendido como Renault em regiões estratégicas — inclusive na América do Sul, onde ele chegou recentemente à Colômbia.
Essa presença global, portanto, aumenta as chances de sua renovação no Brasil.
Além disso, as dimensões da nova geração mostram que o Duster não canibalizaria Kardian nem Boreal.
O modelo europeu tem:
- 4.343 mm de comprimento
- 1.810 mm de largura
- 1.656 mm de altura
- 2.657 mm de entre-eixos
- Porta-malas de 472 litros
Esses números reforçam sua posição intermediária dentro da família Renault.
Boreal muda o jogo, mas Duster continua forte
A chegada do SUV Boreal realmente reorganiza o catálogo da Renault, mas, ao contrário do que se especulou, o Duster não será substituído.
A marca entende que o modelo ainda entrega vantagens competitivas e, por isso, continuará investindo nele.
Ao fim da entrevista, Montenegro garantiu mais uma vez:
“O Duster não vai sair do nosso portfólio. Em algum momento ele será renovado, mas não temos ainda quando ou como isso vai acontecer.”
Assim, o futuro do Renault Duster permanece vivo — e mais relevante do que nunca — dentro do mercado automotivo.

Ja o Ncap test permanece três. 3!!!!!!
Seria interessante se a Renault mantivesse o Duster porém como um carro “aventureiro”, aproveitando que o Duster já tem esse apelo a aventura por conta da sua robustez e equipar um novo Duster com tração 4×4 e pneus ainda mais largos. Óbvio que aumentaria o valor do Duster, porém não iria concorrer com o público do Kardian nem do Boreal.
podemos também, mencionar que a altura de solo ,como dizem ângulo de ataque e de saída ,não deve ser alterado, pode até melhorar ,e um preço justo