Reivindicando empregos e direitos, petroleiros da Bahia entram em greve na quinta-feira (18)

Flavia Marinho
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16-02-2021 18:54:11
em Petróleo, Óleo e Gás
grave - Petrobras - Bahia Petroleiros em Greve na refinaria da Petrobras RLAM

Greve dos petroleiros na Bahia será por tempo indeterminado, em defesa dos empregos e dos direitos além de insegurança nas unidades do Sistema Petrobras

Os petroleiros da Bahia decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado a partir da zero hora e 1 minuto desta quinta-feira (18/02). O ato defende empregos e direitos dos trabalhadores, e também um protesto contra o assédio moral e a insegurança nas unidades do Sistema Petrobras. Procurando emprego? 600 vagas de emprego em Macaé para atividades offshore na Rip Kaefer, hoje 16 de fevereiro

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O seminário de qualificação de greve, foi realizado no último sábado (13/02). O evento reuniu a categoria petroleira, dirigentes do Sindipetro Bahia, do Sindipetro Minas Gerais e de outros sindipetros, além da Federação Única dos Petroleiros.

Na reunião, acompanhada pela assessoria jurídica do Sindipetro, foi decidida a estratégia da greve que será colocada em prática a partir da meia noite desta quarta-feira

Segundo os dirigentes do sindicato, a entidade irá cumprir rigorosamente o que está previsto na Lei de greve e que já encaminhou à Petrobras o documento de notificação do movimento paredista. Essa notificação também está sendo encaminhada ao Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal Regional do Trabalho, na Bahia.

Um comunicado à sociedade baiana sobre a legitimidade, legalidade e importância da greve também foi publicado no jornal Correio da Bahia e no site Bahia Notícias.

Greve dos petroleiros alegam pressão e assédio moral por parte da Petrobras

A saída da Petrobras da Bahia vem provocando sérias consequências para o estado e os municípios produtores de petróleo, que têm nos impostos pagos pela estatal uma das suas principais fontes de receitas. Outro grande prejuízo vem se dando devido à opção da Petrobras pela redução do refino em seus parques e pela importação de produtos em detrimento dos que possuímos em solo nacional, tudo ancorado ao dólar alto e à elevação de preços dos combustíveis e outros derivados de petróleo.

Os petroleiros também vêm sendo afetados com essa decisão de venda das unidades da estatal. Na Bahia, o cenário é de terror, com a transformação do assédio moral em ferramenta de gestão, o que gerou adoecimentos e até morte. Soma-se a isso a redução acelerada dos quadros dos funcionários para menos de um terço do que havia poucos anos atrás e a continuidade dessas reduções com programas de demissão e transferências forçadas.

Já foram desmobilizados e vendidos diversos campos terrestres de petróleo e gás. Houve também a desocupação da Torre Pituba, hibernação e posterior arrendamento da FAFEN e, agora, a venda da Refinaria Landulpho Alves.

Além de lutar pela manutenção dos empregos, sejam dos próprios ou dos terceirizados – a maioria deles deve ser demitida com a venda da Rlam -,, pelo fim dos assédios aos trabalhadores e garantia de um ambiente laboral saudável, os petroleiros alertam que a entrega da Refinaria Landulpho Alves para a Mubadala, concretizará um monopólio privado regional onde, o fundo árabe, irá impor, cada vez mais, altas nos preços dos derivados de petróleo, gasolina, diesel e gás de cozinha.

A venda da Landulpho Alves (RLAM), para o Fundo Mubadala por US$ 1,65 bilhão, também está sendo contestada por economistas e especialistas no assunto. O
Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), usando o método de fluxo de caixa descontado, apontou que a refinaria valeria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.